terça-feira, 28 de novembro de 2023

A ATUALIDADE DOS DONS

 


A questão dos dons espirituais tem provocado algumas das discussões bastante acaloradas em círculos eclesiásticos. E entre os pontos de discussão está sobre a atualidade dos dons e sua aplicação ainda para a igreja do século XXI.

Para responder a questões assim, devemos nos voltar em primeiro lugar ao Texto Sagrado na busca indicações seguras.  E a primeira constatação é que não há verso bíblico que indique que os dons apresentem “data de validade”.  Ou sejam em nenhuma parte do Novo Testamento é dito de maneira explícita que haveria um tempo quando os dons se tornariam obsoletos.

Por outro lado, Paulo indicou que os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis (Rm 11:29).  E mesmo que o contexto onde lemos esse versículo se refira a salvação eterna dos crentes, mas a compreensão pode ser bem estendida para nosso estudo.

A verdade bíblica é indiscutível quando afirma que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb 13:8), que ele se comprometeu em estar com seus discípulos até os confins dos tempos (Mt 28:20) e que não os deixaria órfãos, enviando seu Espírito (Jo 14:18 e 26).

Quanto a atualidade e a validade dos dons hoje?  O que podemos compreender é que enquanto a igreja tiver necessidades espirituais e sociais que precisem ser supridas, o Espírito está capacitando seus servos para desenvolverem ministérios que atendam a tais necessidades.

(Da Revista DIDASKALIA – 1º quadrimestre / 2023 – IBODANTAS)

 

terça-feira, 21 de novembro de 2023

APTIDÃO E PASTORADO

 

Para responder sua questão, eu preciso fazer algumas considerações:

 

Primeiro – a escolha e vocação para o ministério na igreja é da exclusiva competência de Cristo, o Cabeça e dono da igreja (considere Jo 15:16).  Os critérios são dele e ninguém está, por si só, apto para exercer (lembre Rm 3:10).  Ou seja, ELE escolhe quem quer e então ELE mesmo é quem capacita e torna apto.

Segundo – os pecados do passado não definem nosso futuro (independente do tempo).  O perdão que Cristo oferece, a partir do seu sacrifício da cruz, é completo e final (alinhe Cl 2:13-14 e Mq 7:18-19).  Havendo arrependimento e confissão: há perdão verdadeiro em Cristo (importante 1Jo 1:9).

Terceiro – sei que existe o problema do escândalo (e isso é grave!). Há advertências nessa área e Jesus levou muito a sério o cuidado com os pequeninos (leia Mt 18:6-9).  Então qualquer decisão espiritual e ética tem que considerar esse aspecto.  Mas, insisto, a decisão final é sempre da competência do Senhor da igreja.

Quarto – aqui eu lhe apresento apenas uma breve reflexão bíblica e teológica do assunto e não um posicionamento inflexível e cabal sobre questões pontuais.  Essas precisariam ser analisadas de modo individual e peculiar.

 

Foi bom você consultar – esse é sempre um bom caminho (e é bíblico – Pv 11:14).  Você começou acertando.  Meu conselho é que insista em colocar o problema diante do Altíssimo que ELE vai dar o direcionamento correto.  E se quiser conversar mais, estamos à disposição.

 

Aproveitando: aí vão três links que podem ajudar a pensar no tema:

 

Sobre ministério pastoral – respostas sobre minha visão e chamado para o ministério pastoral – link

 

Pecado lavado – reflexão sobre a dádiva do perdão ofertado por Cristo na cruz – link

 

Como entender Mt 18:10 – a partir de um questionamento, uma análise da figura folclórica do “anjo da guarda” e a verdade do cuidado com os pequeninos – link

 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (4) – a esperança

Para um tempo de perda de esperança, o culto cristão é a esperança.

Voltando a observação à Pós-Modernidade posso notar que a situação de caos ou de desprovimento de historicidade levada aos seus últimos termos conduzirá a uma história sem esperança e a um presente sem futuro.  Ao amputar o passado como referência para estruturar o presente, a Pós-Modernidade negou a possibilidade de expectativa de futuro.  Cito Tarsis Lemos:

Todo esse caos moderno que levou a humanidade a um impasse radical, perdida nos labirintos de sua razão pura, sem solução no plano de sua horizontalidade finita, fez com que o olhar ensinado e aprendido a apenas se encantar com o espelho, redescobrisse a amplitude do firmamento.  A solução única está em se olhar para cima.  Não se critica a tecnologia que gerou o progresso, mas o progresso que avançou destruindo a civilização.  Progresso sem civilização é regresso ao estado de barbárie.  Nossa preocupação é com a sofisticação da barbárie que cria um retrocesso desumano.

O britânico Krishan Kumar comenta: "O pós-modernismo representa a ruptura interminável com o passado, por mais radical que este tenha sido em sua própria época; é o que dá ao modernismo o seu significado".  E, mais adiante, desvenda as consequências deste posicionamento: "Ao agir assim, de onde a teoria da pós-modernidade recebe seu principal impulso: não do anúncio de alguma coisa nova, em sentido positivo, mas na rejeição do velho, do passado da modernidade".

Ao se defrontar com este desenraizamento histórico que torna sombrio e obtuso qualquer futuro e esperança, o culto cristão se volta para aquele que é, que era, e que há de vir (Ap 1:8).  Na celebração cristã não está simplesmente a constatação do progresso contínuo do presente – como propunha a Modernidade – nem "eternização" do presente atemporal como demonstra a Pós-Modernidade; mas, como nos diz Paul Tillich:

No louvor à majestade divina, está incluído o louvor ao destino da criatura.  É por isto que o louvor a Deus desempenha um papel tão decisivo em todas as liturgias, hinos e orações.  Certamente, o homem não louva a si mesmo quando louva a majestade de Deus; mas ele louva a glória da qual participa através de seu louvor.

Compreendendo assim o culto como celebração, ainda que dentro da história, mas apontando para eventos supra históricos, é válido citar a observação do teólogo norte-americano Harvey Cox:

Na festividade, intensificamos nosso envolvimento na história e, paradoxalmente, nos abstemos de fazer história.  O evento que celebramos é histórico, passado ou futuro, tanto assim que nos ajuda a rememorar e a esperar.  Mas durante a celebração nós paramos de fazer e simplesmente estamos aí; movemo-nos, como diria Norman Brown, do "acontecer" para o "ser", e também isso é crucial.  Se não tivéssemos nem passado nem futuro para celebrar, vítimas seríamos dum presente a-temporal e anistórico.  Se, por outro lado não cessássemos jamais de fazer história nem nunca celebrássemos, descambaríamos igualmente num mourejar ininterrupto, já não conhecendo nem descanso, nem alegria, nem liberdade.

Para um mundo pós-moderno desenraizado e principalmente sem poder oferecer perspectivas futuras, onde homens e mulheres não conseguem vislumbrar esperanças, nem mesmo em sua crescente busca religiosa, nem na espiritualidade que não lhe promete nada porque sabe não poder cumprir, o culto cristão apresenta a este ser humano o encontro com uma esperança concreta a qual se inicia no tempo presente e desemboca num futuro glorioso.  Sendo o culto uma celebração a ser realizada em meio da coletividade de fiéis que se congregam não somente para buscarem um encontro místico com o sagrado, mas também para se relacionarem com um Deus pessoal que se revela na comunidade, então esta celebração revestida do seu caráter diaconal e comunal apresenta uma esperança concreta que faz cada cultuante experimentar a certeza de coabitar desde já na comunidade de fé – a comunhão dos santos – a antecipação da "glória que em nós será revelada" (Rm 8:18).  É participando deste culto coletivo que o cristão então se torna consciente de não ter "aqui nenhuma cidade permanente", mas ter os seus olhos postos na "que há de vir" (Hb 13:14). 

É esta crença e esperança que ele celebra em seu culto: o encontro com Cristo "a esperança da glória" (Cl 1:27).

 


§. Esse é um extrato retirado do meu livro:
DE ADÃO ATÉ HOJE – um estudo do Culto Cristão

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§. Leia também:

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (1) – o místico e o misterioso

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (2) – o transcendente e o encontro com o sagrado

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (3) – a reordenação do mundo

 

Conheça mais outros livros meus:
TU ÉS DIGNO – Uma leitura de Apocalipse
PARÁBOLA DAS COISAS
ENSAIOS TEOLÓGICOS


terça-feira, 7 de novembro de 2023

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (3) – a reordenação do mundo

 

Para um tempo envolto em um mundo caótico, o culto cristão mostra-se com apresenta-se como a reordenação do mundo.

Uma das caracterizações mais marcantes da Pós-Modernidade é, sem dúvida alguma, a desorganização do mundo.  Enquanto que na Modernidade o ser humano procurou dar certa ordenação ao seu mundo, estabelecendo valores e criando "lugar" para todos os conceitos, na Pós-Modernidade esta ordenação não subsiste à fragmentação do mundo.  Se a ordenação da criação é o cosmo, o seu contraponto é o caos.  Leonildo Campos no mesmo texto citado a pouco argumenta:

O conceito de pós-modernidade pressupõe uma perspectiva de descontinuidade e de rompimento das fronteiras anteriormente delimitadas.  Assim, o ser humano estaria vivendo um processo social de atomização, tornando-se mais individualista, desprovido de historicidade, voltando-se para si mesmo, na busca de referências para o viver diário.

Posição com a qual Paula Muriel Belmes concorda ao citar David Harvey: "o que parece ser o fato mais assombroso do pós-modernismo é sua total aceitação do efêmero, da fragmentação, da descontinuidade e do caótico".  Sem dúvida, a Pós-Modernidade não conseguiu suprir o ser humano de referências consistentes.  O caos ameaça o cosmo pós-moderno e somente uma nova experiência fundante poderá resgatar esta humanidade.  Assim o culto cristão, como um contato com o sagrado, pode oferecer esta nova ordenação do mundo.  Rubem Alves no seu livro sobre O Enigma da Religião, considerando sobre o que chamou de "o segundo momento da experiência da conversão" expõe o que bem poderia ser entendido como o resultado de uma experiência cristã de culto:

Inesperadamente, entretanto, um milagre acontece.  O momento de crise e desestruturação da personalidade encontra uma solução.  A consciência ressuscita, transfigurada, como uma nova estrutura em que tanto os conteúdos emotivos quanto os cognitivos são radicalmente novos.  A experiência tem o caráter de milagre porque parece impossível descobrir um nexo entre o antes e o depois.  O homem se sente possuído por uma inebriante sensação de paz e alegria.  As tensões são resolvidas.  Sem saber como isto ocorreu, descobre-se transportado Nada para o Ser, das Trevas para a Luz, do Fim para o Princípio, da Morte para a Vida.  Encontrou a salvação.  Ou mais precisamente, foi por ela arrebatado.  Experiência preservada nos mitos cosmogônicos no miraculoso e inexplicável salto do caos para a ordem, dos abismos para a terra seca, do turbilhão para o jardim, das águas do mar para o rio da vida.

Diante de um mundo organicamente desestruturado onde todos têm liberdade quase absoluta de vivenciar suas crenças e espiritualidades individuais sem compromissos, o ser humano pós-moderno vive o dilema: ter todas as possibilidades é o mesmo que não ter nenhuma, ou seja, com bem notou Edvar Gimenes, "pela hipervalorizarão dos sentimentos e relativização de verdades antes absolutas, a cultura da pós-modernidade gera conflitos entre formas mais racionais de expressões litúrgicas e outras mais emocionais", contudo, "o espírito, a necessidade e o desejo de adoração permanecerão!".  Assim é que o culto prestado pelos cristãos é estabelecido como a resposta possível a esta situação: o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos sobre a necessidade de um "culto racional" (Rm 12:1) e aos Coríntios prescreveu que "tudo deve ser feito com decência e ordem" (1Co 14:40).  O culto cristão, mesmo sendo a expressão da alma faminta (retomo a expressão de James Houston), contudo em sendo feito "em espírito e em verdade" (Jo 4:23) compreende a única aceitável e melhor resposta à desestruturação pela qual passam homens e mulheres. 

Proporcionando um encontro entre o fiel cultuante e o Deus que no princípio ordenou o cosmo a partir do caos, o culto cristão fornece a possibilidade segura que novamente ele mesmo reordenará o mundo humano.  Isto é visto mais claramente no caráter querigmático e didático presente no culto cristão.  Se ainda neste tempo o homo religiosus procura respostas às questões sobre seu lugar no mundo e o que esperar dele, o culto cristão didaticamente lhe anuncia "novos céus e nova terra" (Ap 21:1).  Se no princípio foi a Palavra de Deus quem criou e deu ordem ao mundo (Gn 1); será a presença da mesma Palavra no culto através do querigma que haverá de trazer novamente ordem ao mundo caótico experimentado pela Pós-Modernidade.  Por meio da Palavra de Deus, o culto então anuncia a reconstrução do mundo dando-lhe significado e oferecendo soluções seguras às dúvidas humanas. 

 


§. Esse é um extrato retirado do meu livro:
DE ADÃO ATÉ HOJE – um estudo de Culto Cristão

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§. Leia também:

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (1) – o místico e o misterioso
O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (2) – o transcendente e o encontro com o sagrado


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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (2) – o transcendente e o encontro com o sagrado

 


Para um tempo de sacralidade impessoal, o culto cristão apresenta-se como transcendente e encontro com o sagrado.

A segunda resposta à espiritualidade e à crescente religiosidade pós-moderna, de certo modo, está em contiguidade com a resposta anterior.  A mística contemporânea além de vazia em si, não reconhece o seu objeto de culto como sendo alguém que lhe responda pessoalmente.  A pós-modernidade tem buscado a transcendência – uma vivência além do dado objetivo buscado na modernidade científica – e o encontro com o sagrado como marcas características de seu tempo.  Nas palavras de Leonildo Campos, que encontro na introdução ao seu livro Templo, Teatro e Marcado, é típico deste tempo a "valorização da energia e da potencialidade do homem individual, interligado com as forças vivas do cosmo e do universo", o que eu chamaria de despersonalização da relação com o sagrado.  Ao encarar o cosmo como sagrado em sua totalidade, carece o ser humano pós-moderno de um relacionamento pessoal com o ente divino. 

São da Teologia Sistemática de Tillich as palavras:

O símbolo "Deus pessoal" é absolutamente fundamental porque uma relação existencial é uma relação de pessoa-a-pessoa.  O homem não pode estar interessado de forma última por algo que seja menos do que pessoal.  E já que personalidade (persona, prosopon) inclui individualidade, surge a questão: em que sentido Deus pode ser chamado de indivíduo? Tem sentido chamá-lo de "indivíduo absoluto"? A resposta deve ser que tem sentido na medida em que ele pode ser chamado de "participante absoluto".  (...)

Significa que Deus é o fundamento de tudo que é pessoal.  E que ele traz dentro de si mesmo o poder ontológico de personalidade.  Ele não é uma pessoa.  Mas não é menos do que uma pessoa.

Diante de uma percepção do sagrado distante e despersonalizado e da certeza de que as suas próprias ações haveriam de lhe fazer sucumbir, o salmista ora: "Não me lances de tua presença" (Sl 51:11).  É neste contexto que o culto cristão deve se mostrar como um encontro com o sagrado, mas sobretudo um encontro com o sagrado personalizado que se revela e se dá a conhecer.  O culto cristão mostra-se como um encontro pessoal.  O místico medieval Bernardo de Clairvaux (1090-1153) dizia:

Não me importa quão cedo eles possam acordar e se levantar para orar na capela, numa madrugada gelada de inverno, ou nas altas horas da noite; eles sempre descobrirão que, antes disso, Deus estava acordado, aguardando-os, ou melhor, Ele os tinha acordado para buscarem a sua face.

No seu pequeno trabalho sobre Liturgia e Culto Cristão o Professor João Ferreira Santos coloca: "Na liturgia cristã se celebra a imanência de Deus, isto é, o ato em que o Deus Transcendente desce para estar com o homem, na pessoa de Jesus Cristo, o Verbo que se fez carne, o Parácleto que está conosco para sempre".  Ainda num texto devocional da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil de 2003 lê-se:

Sinteticamente, culto é "o encontro da comunidade com Deus".  Esse encontro só é possível porque Deus permite e reúne a comunidade.  Não é a comunidade que convoca, mas Deus se coloca à disposição (Mt 18:20) e foi Ele que ordenou que esse encontro acontecesse (1Co 11:24 e 25).  Deus ordena e vem ao encontro da comunidade no culto.  Não só o/a pastor/a, mas também a comunidade toda é responsável para que seja um bom encontro com Deus.  O/A pastor/a ajudam a comunidade a celebrar o culto, a celebrar o encontro com Deus.  A liturgia é justamente o "conjunto de elementos e formas através dos quais se realiza esse encontro".

Em outras palavras, o culto cristão é a celebração da presença divina no Encarnado; é a certeza de que o divino se fez história recriando a própria criação e transformando-a em simpática à vida humana.  Rubem Alves em Da Esperança afirma: "É na história que Deus e o homem engendram um futuro comum.  Este não é simplesmente um futuro que Deus cria para o homem, mas ele é criado por ambos, numa histórica cooperação dialógica.  Esta é a implicação necessária de sua encarnação: ele continua aberto ao homem".

Apontei que o culto cristão traz como um dos seus elementos fundamentais o caráter celebrativo e adorativo, e é exatamente por ter este caráter que o culto cristão pode oferecer respostas significativas para as questões existenciais humanas no contexto da Pós-Modernidade.  Diante de uma sacralidade impessoal e silenciosa, o culto cristão se apresenta como o encontro entre o ser humano e o Deus pessoal que se revela e para o qual devotamos a nossa adoração em um ato de celebração consciente e consequente.

Certamente neste ponto destaco a principal resposta cristã à pós-modernidade: o culto é eminentemente um encontro.  Não havia dúvida quando, No Baú da Adoração, eu afirmei: "culto é encontro, e encontro primordialmente com Cristo".  Ele, o culto, é a resposta ao desencantamento provocado pela pós-modernidade.  No culto cristão acontece a ocasião e a possibilidade do encontro com o sagrado, a certeza de que há um Deus pessoal e, mais que isso, um Deus que sendo imenso e transcendente ainda assim desce para coabitar com o ser humano.  "Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós, vimos a sua glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14), esta é a resposta mais clara que o culto cristão tem a oferecer a este tempo: a inefável glória do Criador pode ser alcançada através do contado pessoal no culto oferecido a ele.  O Deus adorado no culto cristão é o Infinito-Pessoal e foi personificado historicamente no Encarnado.

 


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O CULTO NA PÓS-MODERNIDADE (1) – o místico e o misterioso

 

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