terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Três conselhos bíblicos sobre a RIQUEZA

A vida em sociedade exige que lidemos com a economia, o dinheiro e a riqueza – ou a falta destes – e com as implicações que eles trazem: como consegui-los, como administrá-los, como dispor deles. 
A Bíblia, embora reconheça que este é um tema de origem humana, reconhece também que no seu trato, o ser humano pode trazer benefícios para si, sua família e para a sociedade que o cerca, ou trazer desgraças a todos, e, por isso mesmo, o tema da riqueza torna-se de interesse para Deus e, por conseguinte, para o Livro.
a) Mesmo considerando a possibilidade de receber herança, tenha como digno obter o sustento para você e sua família através do trabalho (veja o que diz 1Tm 5:18).
b) É fundamental manter um espírito generoso e bondoso, pois este é um critério das bênçãos de Deus.  Lembre-se que é melhor dá que receber (expressão dita por Jesus e citada por Paulo em At 20:35 – considere ainda 2Co 9:7).
c) Nunca permita que a usura, a cobiça e a ganância envenenem sua alma – isto é amor ao dinheiro.  Deus tanto condena tal atitude como requer primazia em sua vida (veja 1Tm 6:10 e atente para o mandamento de Mt 22:37-40).

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A IMAGEM DE DEUS

No texto Sagrado nós lemos que Deus imprimiu no ser humano a sua imagem, isto quer dizer que em cada um de nós pode ser visto o reflexo daquilo que o próprio Deus é.  Mas isto dito assim talvez não signifique muito para as nossas vidas hoje!  Então vamos implicar um pouco esta afirmação para que possamos aprender o que ela significa para nós.
Em primeiro lugar a imagem de Deus é, em caráter geral compartilhado com todos os seres humanos, independente de sua raça, nacionalidade, sexo ou credo – sim credo!  Todo e qualquer ser humano traz a imagem de Deus.  Por mais que alguém seja miserável, corrupto e pecador, ele traz dentro de si um traço da essência da divindade.  Sendo assim, compreendemos que não há uma pessoa que seja totalmente corrompida pela desgraça do pecado ou completamente influenciada pelo maligno que não se possa reconhecer nela algo de bom a ser apreciado.
Ora, se todos somos igualmente a imagem de Deus, então o que fazemos pode e deve de alguma forma expressar um pouco desta imagem: isto quer dizer que toda produção humana é um pouco reflexo de uma ação divina; toda criação humana pode também ser boa, independente de ter sido feita dentro da minha igreja, por que mesmo os que estão fora dela também refletem a imagem de Deus.
Mas ainda há um outro ângulo a se analisar.  Se em seu caráter geral todo ser humano reflete a imagem de Deus, e isto o pecado não pode suprimir; em seu caráter específico, esta imagem de Deus sofreu distorções com a presença da queda na história humana.  Mesmo sabendo que tendo a imagem de Deus todo ser humano é igual, temos que observar que esta imagem foi maculada pelo pecado e agora já não mais reflete com fidelidade a expressão daquele que o criou – a imagem de Deus está turvada nos homens e mulheres quando se encontram em seus estados de pecado e rebeldia contra Deus.
É neste estado então que Cristo Jesus nos encontra e seu trabalho salvífico se configura exatamente em restaurar em nós a imagem de Deus.  Observe: a) Deus criou o ser humano e deu a ele a sua imagem; b) o ser humano deliberadamente distorceu a imagem que recebeu, embora que não a tenham apagado por completo; c) no plano divino, Cristo foi enviado e padeceu providenciando que a imagem fosse novamente fiel a Deus que a deu originalmente.  Na linguagem bíblica, o primeiro Adão pecou e Cristo, sendo o segundo Adão, restabeleceu aquilo que se tinha decaído.
Tendo observado estes pontos – que não são absolutamente os únicos a se abordar quando o tema é a imagem de Deus – lembremos de valorizar aquilo é bom no gênero humano pois de alguma forma reflete um pouco do que Deus deixou refletido neste, mas também lembremos que somente em Cristo é que somos verdadeiramente aquilo que Deus espera que sejamos: A IMAGEM DE DEUS.

(Este texto foi publicado originalmente em 06/11/2009 na página ibsolnascente.blogspot.com)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NA FORÇA DO SEU PODER

No final carta aos Efésios nós encontramos a descrição da armadura do cristão (Ef 6:10-18).  Neste texto tradicional e bem conhecido, o apóstolo descreve como o soldado cristão se portar e qual a sua indumentária para que ele possa enfrentar os embates inevitáveis da batalha espiritual.
Mas não é não nem na postura, nem no traje de guerra que quero focar minha reflexão hoje, e sim no que está dito nos entorno da descrição, na moldura do texto.
Abrindo a citação, encontro a instrução mais importante e que deve ser o suporte necessário para que a armadura bem ajustada possa ser instrumento de vitória: Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder (v. 10).  É a sustentação que vem da força no poder do Senhor que deve está depositada a nossa batalha – daí vem a certeza do triunfo espiritual. 
A nossa força deve estar na força de Deus, principalmente porque ele detém todo o poder.  Foi o próprio Jesus quem declarou quando estava para subir aos céus que a ele foi dado todo o poder (veja Mt 28:18).  Não há força que possa se opor ao poder divino, por isto que o apóstolo condiciona o uso da armadura do cristão à submissão à fortaleza que há no Senhor.  E o Mestre vai além: pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma (Jo 15:5).
O apóstolo Paulo ainda apresenta outra compreensão para a certeza de que somente na força do Senhor haveremos avançar.  Aos coríntios ele afirma: no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil (1Co 15:58).  Se por um lado hoje só podemos enfrentar as lides diárias na força invencível do nosso Mestre, a convicção de estarmos ao seu lado poderá nos fazer olhar para frente sem temores já que podemos ter certeza de que o Senhor fará próspero o nosso trabalho.
Lembremos da certeza: somos mais que vencedores (Rm 8:37).  Isto só acontecerá na força do Senhor; e nesta força nosso trabalho não será frustrado para a glória dele.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Quatro conselhos bíblicos sobre o ADULTÉRIO

Por vezes a questão da sexualidade é tratada em círculos cristãos com extremos, ambos condenáveis: ou como elemento central de nossa prática religiosa – que não o é – ou como algo escondido e a ser esquecido – que também não deve ser. 
Quando Deus criou o ser humano constatou que era tudo muito bem (veja em Gn 1:31) e isto inclui e vida conjugal com seus privilégios e suas regras.  Na Bíblia, o livro de Provérbios, ao tratar do adultério, apresentou o tema como Deus o deseja: sem um moralismo aparente, mas tratando-o e enfrentando-o com o cuidado que merece e mantendo seu contorno espiritual adequado.
São a partir destes conselhos de Provérbios que aplicaremos as lições aqui aprendidas.
a) Considere o tema da pureza conjugal como algo ordenado pelo próprio Deus e que deve ser tratado com sabedoria e bom senso.
b) Tenha cuidado em não alimentar sequer idéias imorais e levianas quanto ao tema do respeito e da santidade.  Nunca sequer abra espaço em suas idéias para cogitar tal deslize (veja a sequência do pecado em Tg 1:14-15).
c) Não se deixe seduzir por palavras doces ou pela beleza passageira que convidam ao pecado.  Lembre-se que no início podem até ser agradáveis, mas seu fim é de morte (veja a advertência de Pv 14:12).
d) Assuma e valorize seus compromissos – principalmente conjugais – feitos diante de Deus e viva-os como uma dádiva divina para você (observe ainda Pv 18:22).

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

QUANDO SOPRA O VENTO

No segundo versículo da Bíblia é dito que o Espírito – como um vento – de Deus soprava sobre a terra ainda em formação.  Até então só havia silêncio e caos.  É aí que, de maneira poética, o texto diz que Deus com o seu vento pairava sobre o nada primordial.
Essa associação entre espírito e vento que transcorre o texto sagrado, além de linguística, permite deixar voar minha mente e alma e ser envolvido pela beleza e fascínio deste sopro.   Com esta poesia, veja comigo o que acontece quando sopra o vento de Deus.
Em primeiro lugar, Deus fala.  Em Gênesis capítulo primeiro, o que domina a narração é: E disse Deus...  Quando sopra o vento do Senhor ouve-se a sua voz.
O Deus que com seu Espírito pairou no princípio é o Deus que fala com os seres humanos.  Como um vento que sopra e toca nossos ouvidos, o Senhor sempre fala de suas maravilhas a sua obra prima (uma boa referência é a conversa de Jesus com Nicodemos – veja Jo 3:8; mas também a indicação de Amós em Am 3:7). 
Ainda no Gênesis, do nada o universo é criado.  Não me interessa informações astronômicas ou documentação científica.  O sopro espiritual é poesia criativa e beleza que gera mundos.
Através da leitura bíblica sou levado a acompanhar o processo criativo do vento divino enquanto ele sopra.  Não havia material pré-existente – Deus não precisa disso, ele faz do nada o tudo acontecer, traz a existência o que não existe (o texto aos Hebreus diz que aceitamos isso somente pela fé – Hb 11:3; leia ainda como é bela e forte a resposta do Senhor a Jó a partir do capítulo 38).
Quando sopra o vento do Espírito, o caos se transforma em jardim: o que era deserto e desordem, com o passar deste vento, é processado em um lugar acolhedor e belo.
O vento soprando é a garantia que tenho na existência de um projeto maior para a criação.  Deus não criou o mundo e o abandonou a própria sorte; ele quer que eu viva num lugar aconchegante, por isso sopra sobre a desordem para que haja vida e bem neste lugar (a Isaías é dito bem claro – Is 45:18; e este sentido pode também ser lido na promessa de Rm 8:18-25).
O mesmo Espírito que soprou no princípio ainda assobia em meus ouvidos e me enche de vento sagrado, pois foi soprado sobre os discípulos pelo próprio Jesus (confira em Jo 20:22).  É por isso que continuo crendo que nesta brisa divina ainda posso escutar a voz do Senhor, posso ver um mundo novo sendo criado e nele um jardim de delícias sendo plantado.
Que sejamos embalados neste vento que sopra sobre nós.

(Esta reflexão foi publicada originalmente no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 20/05/2010)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quatro Conselhos bíblicos sobre a HUMILDADE

Deixe-me afirmar que o tema da humildade é tratado na Bíblia como um tema de profundo interesse espiritual e que, portanto, para nós, servos de Deus, como tal deve merecer igual importância.  Não é só uma atitude de simplicidade exterior, mas uma predisposição íntima de viver no temor do Senhor e buscar com santo zelo evitar o coração soberbo e arrogante.
Com esta intenção, vejamos algumas aplicações práticas que podemos trazer para a nossa vida diária:
a) Antes de demonstrar humildade em suas atitudes, compreenda que comportamento sem coração é fingimento, e Jesus não tolera tal proceder (como na crítica aos fariseus em Mt 23:27).
b) Também antes de buscar a honra e o reconhecimento por suas ações e vida, lembre-se que a humildade de alma e o temor de Deus são condição para que se obtenha o galardão do Senhor (lembre-se de Pv 22:4).
c) Mantenha uma atitude vigilante contra o espírito arrogante – mesmo que seja uma pretensa arrogância espiritual – pois em toda a Bíblia tal atitude sempre nos afasta de Deus e configura-se como pecado (em Pv 16:5 e no NT em Tg 4:6 e 1Pe 5:5).
d) Assim, faça da humildade a sua real e essencial característica de vida cristã (observe que o termo é revista-se em Cl 3:12-14).