sexta-feira, 28 de junho de 2013

O CULTO CRISTÃO – uma visão inicial

O culto é uma prática comum ao ser humano.  Em todas as épocas e em todos os lugares é universal o culto prestado por homens e mulheres aos seus deuses.  Todas as culturas conheceram os seus cultos.  Para nós, cristãos, a prática do culto é tão antiga quanto a revelação de Deus, que remonta ao contato no Paraíso primordial.  No Éden Deus já falava com o homem e este já o cultuava.  Durante o passar dos tempos, a Revelação de Deus foi progredindo e culto foi se sofisticando.  Da Revelação e do culto dos antigos devemos aprender pois algumas lições.
Em primeiro lugar o culto exigido por Deus é exclusivo.  A ordem bíblica é direta: “porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso (Êx 34:14).  A exclusividade de Deus é absoluta, ele é zeloso.  Deus não divide sua glória com ninguém.  O culto a Deus não pode ser dividido com reverência a nenhuma outra entidade ou pessoa – por melhor que esta seja.  Nem aqueles que são enviados pelo próprio Deus merecem o nosso culto.  Servos são servos e Deus é Deus, logo: o culto só a Deus.
Este zelo de Deus também implica em que somente a sua vontade é o que importa.  Se o culto está agradando a minha vontade, ou a vontade do pastor ou do diácono é secundário: o importante é se está no agrado de Deus, a quem exclusivamente o culto é prestado.  Às vezes nos preocupamos em que o culto seja do agrado (ou conveniente) para que visitantes gostem dele, ou para que um grupo de líderes ou jovens se sintam bem no culto; quando a nossa preocupação primeira deveria ser se está agradando a Deus, se Deus está satisfeito com o nosso culto.
Um outro ponto a se considerar é que, para o culto, o fiel não pode se achegar de qualquer jeito. Mais uma vez a instrução é bíblica: “Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente” (Sl 24:3-4).  Aquele que se dirige a Deus para cultuar deve manter uma atitude de pureza interior e exterior, isto agrada a Deus.  Todo aquele que vem prestar um culto deve ter consciência de que precisa conservar um caráter digno da santidade de Deus – impureza, vaidade e engano não são aceitos na presença do Eterno, logo devem ser confessados e deixados para que o culto possa ser prestado.
Ainda nesta linha de raciocínio, convém lembrar que mais importante do que os instrumentos de culto que usamos são as mãos que se dispõem a cultuar.  Um piano, ou um violão (bem como microfones ou quaisquer outros instrumentos técnicos), podem ser extremamente úteis num culto, mas não cultuam a Deus, pois somente homens e mulheres de mãos limpas e coração puro o podem fazer, daí que o uso ou não desde ou daquele instrumento não comprometem necessariamente um culto, mas sim quem – e como – presta o culto a Deus.
Convém lembrar que o culto é a expressão exterior daquilo que o fiel experimenta internamente.  Jesus falando à mulher de Samaria lembrou-a que “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4:23). O verdadeiro culto acontece primeiro no interior do crente, para depois se externalizar na forma de hinos, orações ou qualquer outra forma que seja.  Quando o culto exterior vem a acontecer é porque já deve ter acontecido verdadeiramente no interior.
Lembremos ainda as palavras de Paulo, que parecem ecoar junto com as do próprio Cristo, quando nos fala de um culto racional (leia em Rm 12:1), ou seja de um culto que resulte de um adorador consciente do que está fazendo e não como simples reflexo de sensações – ou ainda como resultado de comoções coletivas.  O culto deve ser o reflexo de uma vida que sabe das responsabilidades e privilégios de se estar diante da presença augusta do divino e ainda assim decide buscá-la para adorar.
Importante ressaltar também que culto não é troca.  Assim como no amor em que “nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4:19), não pode haver um espírito de troca naquele que cultua.  Cultuamos porque isto agrada a Deus e a nós nos compete, e não para deste ato ganharmos qualquer crédito diante de Deus.  O culto deve ser espontâneo e voluntário, e não um comércio com o sagrado!
É claro que não pretendíamos aqui esgotar o assunto, mas somente chamar a atenção para alguns – entre outros – pontos que julgamos importantes.  Certamente ainda há muito a ser dito e voltaremos a eles oportunamente.
Para finalizar convém apenas lembrar que Deus habita no meio dos louvores, o que implica que através do culto nos introduzimos na habitação divina.


(Escrevi este texto já fazem quase 10 anos – quando ainda estava envolvido em minha formação acadêmica.  Já o tive publicado em outros veículos, mas agora o trago de volta para relembrar de minhas convicções)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Parábola das coisas – A GRAVATA

Habitando uma área limite entre o adorno puro e a adequação social, a gravata em si é uma coisa completamente desnecessária, do ponto de vista prático.  Como peça de vestuário, não cobre nada que já não esteja coberto e, como recurso, também nada acrescenta (talvez psicológico!) às capacidades que eu já não as tenha (não falo melhor porque estou com ou sem gravata!).
Quanto a sua origem, consta que a gravata, este pedaço de pano que se amarra no pescoço, chegou à moda e à indumentária ocidental lá pelo século XVII, quando militares franceses viram os croatas com aquelas peças, gostaram e adotaram.  Daí não saiu mais.  Mas veja bem, algo que esteja entre nós há tanto tempo não pode ser simplesmente relegado à inutilidade.  Ninguém sobrevive tanto se não estampar algum significado!
Vamos a gravata como parábola.  Como disso lá em cima, ela está situada naquele lugar eminentemente humano do limite, da margem, do equilíbrio entre possibilidades distintas.  E isto começa pela constatação de que gravatas não são unanimidades.  Enquanto alguns as têm como peça cotidiana (por opção ou por necessidade profissional), para outros, só a simples menção da possibilidade de ter que usar, já se é um problema...
Nós humanos somos assim: vivemos saltitando todo dia entre a necessidade escolhida e a liberdade imposta.  Sempre é difícil fazer escolhas! (Se o seu caso é ter de usar e só dispor daquela no armário, sem dúvida você não se encaixa neste paradigma, mas, em geral não é este o caso).
Ora, pensando em gravatas, escolhê-las requer sempre uma certa dose de arte, bom gosto, intuição e técnica.  Por isso ela pode muito bem ilustrar o ser humano como alguém diante de possibilidades.
Uma bela gravata pode dar um toque de peculiaridade e distinção em trajes muitas vezes sisudos; mas pode tornar uma composição mais leve, suave e alegre.  Em boa parte das vezes é somente no uso da gravata que o estilo pessoal é demonstrado.  No seu colorido, estampas ou textura está toda uma gama de possíveis variações individuais.
Mas a situação é limite...
Sem o devido cuidado, a peça no pescoço torna-se ostentação e arrogância.  O que era para ser simples adereço, escorrega além do limite e descamba com facilidade para a vaidade.  A distinção torna-se arrogante  e pedante.
Mas além de pessoal, a gravata é coisa que só existe no mundo social, pois o seu uso naturalmente contradiz a intimidade.  Veja que tirá-la parece sempre indicar:  estou em casa...  Neste sentido a escolha de uma boa gravata pode indicar garbo, finura, elegância e até nobreza.  Sempre situações de reconhecimento e aprovação social.
Mas continuamos na situação limite....
Forçando um pouco a situação, a aprovação transfigura-se em imposição e anulação.  A gravata já não demonstra qualidades ou individualidades.  Meu currículo fica pendurado no pescoço: eu uso gravata!  Assim me anulo completamente enquanto indivíduo para assumir o papel que me é imposto ao adotar a indumentária de reconhecimento público e social.
Isso tudo só complica a decisão:  eu uso ou não a gravata?  Se vou usá-la, como e qual escolher?  Uma vez com ela, que mensagem estou transmitindo?  É intencional? 
Vou parar por aqui.  Ainda bem que meu Jesus não usou gravata...  Então que ele me ajude a viver nesta vida, sempre habitando em situações limites, sem que me consuma ou destrua, mas que me permita ser eu mesmo, para a glória dele.

terça-feira, 18 de junho de 2013

DAS DUAS CASAS

Pela graça do nosso Mestre, chego hoje à última reflexão sobre o Discipulado Radical proposto pelo nosso Senhor.  Nos versos de Mt 7:24-27 Jesus conta a ilustração das duas casas para ilustrar o que acontecerá com quem foi levado ao discipulado por ter ouvido a Palavra exposta.
Jesus apresenta duas casas: aparentemente elas são iguais. Olhando o exterior as duas foram construídas da mesma maneira.  Assim todos por igual tiveram a oportunidade de ouvir a Palavra de Cristo e ter conhecimento da verdade e até concordaram que ela é boa e agradável.  A todos é lançado o convite-desafio ao discipulado.
Igual também é o que pode acontecer a todos e a qualquer um.  Na comparação de Jesus, ambas as casas passam por intempéries: chuva e vento vêm sobre elas.  Da mesma forma, todos os que estão no discipulado estão sujeitos a passar por provações e privações.  Estar no discipulado não é garantia de uma vida livre de dificuldades e problemas – vêm sobre todos.
Mas aqui acabam as semelhanças.  O Mestre diz que uma foi edificada sobre a rocha e outra sobre areia; por isso uma ficou firme e outra caiu!  De modo semelhante é o discípulo: o que ouve a Palavra e a põe em prática está edificando sua morada-vida sobre a Rocha eterna – seja qual for a circunstância, nunca será abalado. Por outro lado o que é apenas ouvinte, tem sua morada-vida alicerçada em areia fugaz, qualquer embate a coloca no chão.
Ao final destas reflexões a comparação de Jesus é um desafio a cada um dos seus discípulos.  Todos já ouvimos a Palavra; sabemos o que é preciso ser feito.  Se meu cristianismo não for além deste ouvir, minha vida está condenada ao fracasso e à ruína; mas se praticar sua Palavra, seguirei firme na Rocha.
Para a glória do Mestre Jesus Cristo, façamos de nossa vida concreta uma realização prática das lições do discipulado.  Amém!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

OS QUE ESPERAM NO SENHOR

O capítulo 40 de Isaías é uma profecia que procura dar conforto e consolo a Israel.  O povo que se encontrava exilado estava beirando a desilusão.  Eles foram os alvos primários da palavra.  Para eles, no final do texto, Isaías afirmou em sua poesia profética que o Senhor não se cansa (no verso 28), fortalece os cansados (no verso 29), mas por outro lado, que o vigor da idade não somente tem limites como também não é garantia de sucesso e realizações (no verso 30).
Parece que o profeta está falando para o tempo de hoje.  Para todo o lado que olho eu vejo uma geração cansada, estressada e impaciente.  É para gente assim que Isaías conclui sobre os que esperam no Senhor: eles são diferentes.  A esperança depositada em Deus nos faz viver sob novas perspectivas (veja o verso 31).
Os que esperam no Senhor são aqueles que experimentam o renovar de suas forças.  Para dizer isto, o profeta usa de três ilustrações.
Voam alto como águias.  A águia no seu vôo é capaz de obter uma visão panorâmica do mundo, bem como focar com precisão sua presa e seu alvo.
Os que esperam no Senhor da mesma forma conseguem voar e ver acima das circunstâncias.  É uma visão diferenciada, privilegiada.  Não ter as limitações do mundo e da vida de tribulações nos torna aptos de enxergar o que ninguém ver: de caminhar em lugares altos (como diz Habacuque em Hc 3:19).  Esperando no Senhor eu posso focar meu olhar no poder de Cristo e não na dimensão dos meus problemas (tome como base as palavras de Jesus em Lc 18:27).
Correm e não ficam exaustos.  A fadiga física e mental é sempre um limitador daqueles que buscam um estilo de vida de alto desempenho.
Os que esperam no Senhor são capazes focar alvos maiores e a partir daí se mover em busca deles.  Eles se põem a correr em direção do que conseguem ver: se movem baseados na fé.  Na peleja da vida, a fé renova as forças (na sua pequena carta Judas afirma isto – verso 3).  Esperando no Senhor eu posso prosseguir sempre ultrapassando as barreiras.
Andam e não se cansam.  O desânimo muitas vezes rodeia quem tem metas a atingir.  Cansaço e frustração parecem companheiros de caminhada.
Os que esperam no Senhor, já por verem mais longe e se disporem à caminhada, encontram força na esperança e não desistem nunca.  Mesmo que a meta pareça distante haverá sempre uma disposição firme de continuar na jornada (é excepcional a convicção íntima de Paulo em Fl 3:13-14).  Esperando no Senhor eu posso permanecer disposto e inabalável em toda e qualquer situação.
As ilustrações apresentadas na poesia de Isaías são belas e ricas e devem nos inspirar a estabelecer nossa esperança no Senhor, pois somente ela poderá nos fazer ver, buscar e permanecer firme na jornada cristã.  Que assim nos faça o próprio Senhor.

(Publicado originalmente no sítio http://ibsolnascente.blogspot.com.br em 05/03/2010)

terça-feira, 11 de junho de 2013

DOS FRUTOS PARA O REINO

Já quase chegando ao fim da apresentação de seu projeto de Discipulado Radical expresso no Sermão do Monte, Jesus interioriza até a raiz a compreensão da vida de seus discípulos.  Esta foi uma das ênfases do Mestre: o Reino de Deus está entre vocês (Lc 17:21), por isso é preciso que se busque e demonstre o comprometimento com ele a partir do interior e não somente nas ações externas.
É assim que o Mestre adverte: Cuidado com os falsos profetas (Mt 7:15).  Eles até falam como se fosse em nome de Deus – mas não passa de encenação – pois são lobos em pele de ovelha.  Discurso cristão sem internalização dos valores do Reino é traição e não discipulado!
Na mesma linha de admoestação, Jesus lembra que toda árvore só pode produzir aquilo que ela é interiormente.  Não se pode disfarçar os frutos de uma árvore, pois eles demonstram o que ela verdadeiramente é.  E nisto está a revelação do comprometimento maior do discipulado: frutos para o Reino.
Tendo apresentado assim sua compreensão, o Mestre passa a um alerta: nem todo aquele que diz: “Senhor, Senhor”... (Mt 7:21).  Da boca para fora, pode-se dizer qualquer coisa, até confessar o senhorio de Cristo, ou realizar maravilhas e expulsar demônios.  Mas Jesus é enfático: se isto não for consequência de uma vida interiormente comprometida com Cristo, seu Reino e seus valores, o final é sombrio.  Então: Afastem-se...
Percebendo a radicalização interior do Mestre, devo viver minha fé e meu compromisso com o Reino de Deus não apenas em palavras, para que eu venha a ser o bendito do Pai (cito a fala do Senhor em Mt 25:34).  Para a glória do Mestre Jesus Cristo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A FORÇA QUE VEM DA ALEGRIA

A volta do exílio e a nova vida em Jerusalém no século VII a.C. foi um momento bem marcante da história dos filhos de Israel.  Depois de vencidas as adversidades e vendo os trabalhos de reconstrução bem adiantados, o povo se reuniu para ouvir as palavras de seus líderes Esdras e Neemias (está lá registrado em Ne 8). 
Penso que foi neste contexto de grande euforia nacional, com a perspectiva do novo momento, com a leitura da Lei e a adoração que cantaram o Sl 126.
Mas, voltando ao discurso de Neemias naquele dia, uma frase sobressai: a alegria do Senhor é a vossa força (Ne 8:10).  A convicção daquele líder israelita era de que quando a alegria do Senhor toma conta de minha vida ela faz transbordar em mim força, coragem e ousadia santas.  E esta inundação da alegria que vem do alto apontada por Neemias vai provocar uma série de reações em cadeia.  Veja comigo:
ª  Na força que vem da alegria não há lugar para a tristeza, o choro e o desânimo.  Porque a alegria tomou conta de toda a minha alma então eu tenho que relevar os problemas e preocupações (João fala que maior é Deus em 1Jo 3:20 e 4:4).
ª  Porque há força que vem da alegria então posso comer e beber do melhor.  Para mim hoje significa que na força da alegria espiritual eu devo somente me ocupar em cantar, celebrar, louvar e adorar ao Senhor, ou seja, me encher mais ainda de júbilo (veja o louvor de Sf 3:14-17 e a instrução de Ef 5:19).
ª  Ainda transbordando na força que vem da alegria, é preciso reparti-la.  Estando cheio da alegria divina, não posso me conter e tenho que compartilhá-la com outros: divulgar as boas novas e o amor de Deus, convidar outros para se juntarem a mim nesta louvação (volte ao salmo de gratidão de Davi pela chegada da arca e veja como ele inicia convidando a dar graças ao Senhor em 1Cr 16:8-9).
Sendo tomado de ousadia pela força que vem da alegria no Senhor, que eu, e cada um dos que se sentem tomados por esta graça, possa me concentrar nos motivos de júbilo, apresentando ao Senhor o melhor do meu louvor e atraindo mais e mais pessoas para se somarem a esta adoração ao Altíssimo.  Para a glória dele.


(Adaptado de uma publicação no sítio http://ibsolnascente.blogspot.com.br em 20/08/2010)

terça-feira, 4 de junho de 2013

DA PORTA E DO CAMINHO

Jesus sempre enriqueceu seus ensinamentos com o uso de figuras e ilustrações (já disse que tais ilustrações merecem um estudo à parte).  No texto de Mt 7:13-14 o Mestre usa as figuras da porta e do caminho para ilustrar as escolhas da vida e suas consequências.  Nestas ilustrações Jesus apresenta então tanto o desenrolar do cotidiano quanto o destino final que aguarda o discípulo – tanto num lado como no outro.  E inicialmente já é preciso ser dito que no modelo apresentado pelo Senhor não há nem uma terceira opção nem como claudicar entre as escolhas.
Primeiro há a escolha da porta larga e do caminho espaçoso.  Como a própria ilustração já demonstra esta é uma opção fácil de se seguir, não se encontram maiores problemas ao longo da caminhada da vida: é possível inclusive ser feliz e ter relativo sucesso enquanto se está ao longo do caminho!  O Salmo 73 até faz uma descrição da prosperidade de quem segue esta opção, mas é levado a concluir que o fim deles será cair na destruição (Sl 73:18).  Embora o caminho possa parecer agradável, contudo a porta leva a um destino aterrador.
A outra escolha possível está em uma porta estreita e um caminho apertado.  Caminhando por aqui terei aflições (Jo 16:33), serei perseguido (Jo 15:20) e me exigirá renúncia (Mt 16:24): a cruz será por vezes pesada!  Mas sabe de uma coisa?  Vale a pena!  Pois este caminho haverá de levar a uma porta que se abre para a vida eterna de glória, gozo e regozijo na presença de Deus-Pai.
Ao discipulado do Mestre somos todos chamados como a uma escolha: O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência (Dt 30:19).  Duas portas agora igualmente estão abertas.  Por qual farei a escolha radical?