sexta-feira, 30 de maio de 2014

QUEM É DEUS ACIMA DO SENHOR? – 1ª parte

Por circunstâncias variadas, nestes últimos dias tenho voltado meus pensamentos para o tema de batalha espiritual e da luta que todo cristão tem que travar diariamente para se manter íntegro e continuar em busca do prêmio e vitória (veja como Paulo fala sobre isso em Fl 3:14). 
Em cada um destes momentos, foi-me renovada a certeza que mais importante que entender e conhecer o inimigo e suas táticas é imprescindível saber quem é o Deus, afinal o Senhor é infinitamente superior a qualquer um que se levante contra ele (não se esqueça de 1Jo 4:4).  Ou seja, acredito que muitas vezes venho a sofrer derrotas e revezes transitórios em minha luta cristã apenas por não conhecer quem é que vai à minha frente.
Pensando nisso, gostaria de iniciar hoje uma pequena série de reflexão sobre quem é Deus, e como posso encarar a luta com tranquilidade.  Para isso vou tomar como base o Salmo 18 nos versos 31 a 34: Quem é Deus acima do Senhor?  Se eu souber exatamente quem é o comandante que vai à minha frente e confiar plenamente em sua capacidade e comando, com certeza vou enfrentar a batalha com mais segurança e ousadia.
Deus é a Rocha.  Tanto no AT quanto no NT esta verdade é repetida incansáveis vezes: Isaías se refere ao Senhor como a Rocha de Israel (veja Is 30:29) e Pedro citando o profeta apresenta Jesus como a Rocha angular (veja 1Pe 2:6-8).
Quando estou em meio às batalhas de vida cristã tenho que saber que o meu Deus é uma Rocha Eterna (expressão de Is 26:4).  Isso significa em primeiro lugar que ele é inabalável e traz para mim o sentido de estabilidade, confiabilidade e fidelidade absoluta.
Sobre esta rocha firme, deixe-me ver o que a Palavra de Deus nos diz.  Em Ml 3:6 o próprio Senhor declara que é vivo e não muda.  Posso confiar com toda segurança que aquilo que ele foi no passado continua sendo hoje (veja também Ap 1:8).  E Tiago vai além afirmando que nele não há sequer sombra de variação (confira em Tg 1:17).
Outro texto é o Sl 40.  Com toda convicção, Davi afirma que quando seus pés vacilaram no meio de um charco de lodo, o Senhor o colocou sobre uma rocha e lhe firmou os passos.  A Rocha firme que é o Senhor é quem me firma a caminhada para que não venha a vacilar em nenhum momento.  Também é bom citar que Judas nos instrui a glorificar àquele que é poderoso para nos guardar de tropeçar (no verso 24).
Olhando o nosso general de guerra, o Senhor dos Exércitos, como uma rocha, também posso saber que ele é o alicerce sobre o qual devo construir minha vida com segurança.  E me vem à lembrança a parábola das duas casas (citada no final do Sermão do Monte em Mt 7:24-29).  Quando estou firmado na Rocha Eterna, podem vir todas as tempestades, as ciladas e investidas do Maligno, a mais terrível e cruenta batalha espiritual que minha vida jamais será abalada.
Este é o Deus em quem deposito toda a minha confiança e obediência durante as lutas desta vida, e por que ele é uma rocha e alicerce firme e inabalável, sei que vou sair vencedor e triunfante para a glória dele.

(Publiquei esta reflexão pela primeira vez na página ibsolnascente.blogspot.com em 04/06/2010)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Parábola das coisas – A VASSOURA

Eu não era nascido ainda quando Jânio Quadro usou a vassoura como marketing de sua campanha política na década de 1960.  Cheguei a conversar com meu avô sobre aqueles anos, li um pouco também e continuo achando impressionante como uma coisa tão simples pode carregar um simbolismo tão grande a ponto de colocar alguém na cadeira de Presidente da República.
A vassoura de Jânio prometia varrer a bandalheira da política brasileira, contudo não chegou nem a concluir seu projeto – Jânio foi eleito em 1960, tomou posse em janeiro de 1961 e renunciou em agosto, antes de completar um ano de governo.
Mas vamos rebuscar a vassoura como parábola de uma coisa que pode indicar a necessidade de vez-em-quando varrer a sujeira que entulhamos em nossa vida.  Assim como numa casa, minha vida com frequência acumula poeira e lixo e precisa de uma faxina.
Mas de vassoura na mão posso limpar a casa a fundo ou de maneira superficial.  Posso dar uma passada displicente pelo meio da sala ou remexer nos móveis, dar atenção aos cantos onde se acumulam teias de aranha e, claro, evitar a mal-fadada sujeira embaixo do tapete.
Com a minha vida eu faço a mesma comparação.  Junto entulho na alma, no coração, na mente.  Isto enlameia o espírito, embaça os sonhos e enferruja as ideias.  Então é preciso varrer minha vida.
Também com a minha vida, às vezes dou apenas uma limpezinha disfarçada que não resolve nada.  Mas outras vou mais a fundo e me disponho a varrer e limpar cada canto obscuro de minha vida, tirando dela todo resquício de imundície.  Então me sinto novamente arejado, limpo e santo.
E para terminar, a melhor maneira é citando o Mestre Jesus Cristo, criticando a hipocrisia dos fariseus: "porque vocês limpam o prato e o copo mas por dentro estão cheios de sujeira ... limpe primeiro o interior" (tradução livre de Mt 23:25-26).

sexta-feira, 23 de maio de 2014

INDO E BATIZANDO

O evangelista Mateus encerra o seu trabalho citando as palavras de Jesus quando de sua ascensão aos céus que instruiu os seus discípulos: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28:19-20).
Entre as instruções está a de que a Igreja ao sair e fazer discípulos – aqui reside exatamente a ênfase principal dada por Cristo – deveria levar estes discípulos ao batismo.  Assim, sobre esta ordenança deixado pelo nosso Mestre vamos aprender algumas coisas.
Notemos que o batismo não é o fim do projeto.  Ao levarmos um convertido às águas do batismo não estamos com isso completando o nosso trabalho de discipulado.  Na seqüência das palavras de Cristo vemos que cumprindo a ordem do fazer discípulos levamos ao cumprimento da instrução sobre o testemunho e compromisso batismal, mas isso é apenas uma etapa.
Notemos mais.  Depois do batismo vem a instrução que diz para ensinar a observar tudo o que Ele nos tem mandado.  Aqui está o alvo do discipulado:  Trazer pessoas aos pés de Cristo – pessoas que se comprometam com o evangelho através do testemunho do batismo – mas principalmente pessoas que estejam dispostas a cumprir todas as ordens deixadas pelo Mestre.
Que possamos atuar corretamente em nosso cristianismo.  Em indo, façamos discípulos dispostos a se entregarem pela fé e confiança ao batismo, discípulos que observem tudo o que Ele nos instruiu.  Assim se cumpre a suas palavras.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Cinco conselhos bíblicos sobre o TEMOR DO SENHOR

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.  Esta é a verdade central, o fio condutor e a guia pela qual todas as lições contidas em Provérbios são apresentadas.
O livro, que é um verdadeiro manual de vida para todo o servo de Deus, com considerações e ensinamentos práticos que instruem como conviver e se portar no mundo.  Partindo de disposições interiores da alma humana, ele afirma de forma bastante enfática que todo verdadeiro saber não parte de especulações e ciência humana, mas sempre do temor reverente devido ao Senhor.
Assim, devemos aplicar o que o texto bíblico nos ensina procurando com afinco desenvolver em nossa vida um espírito de temor sincero a Deus.
a) Em se tratando de temor ao Senhor, comece buscando desenvolver um espírito reverente e submisso a Deus e a sua vontade (veja o exemplo de Jesus a partir de Fl 2:5 e a instrução de 1Pe 3:15).
b) Reconheça que nenhum esforço seu será válido na busca pelo conhecimento, estudo, bom senso, e sabedoria se não for baseado no temor do Senhor (veja Pv 1:7 e 9:10).
c) Nunca se contente com o conhecimento que já possui do Senhor.  Para toda a sua vida busque sempre continuar desenvolvendo um espírito e uma atitude de aprender mais de Deus (veja o desafio de Os 6:3).
d) Depois de estabelecido como norma para sua vida o temor do Senhor e a sua busca, continue dependendo dele.  Espelhe-se no caso de Daniel e seus amigos a quem o Senhor deu sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência (confira em Dn 1:17).  Mas também continue estudando e buscando sempre aprender mais.
e) E finalmente, em todos os aspectos de sua vida, priorize viver de acordo com o padrão e mandamentos que o Senhor lhe deu e você encontra na sua Palavra.  Isso é ser sábio de verdade; isso é experimentar o bem viver; isso é levar uma vida que louva e agrada a Deus; isso é ter no dia a dia as palavras do salmo: Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão isso e temerão e confiarão no Senhor (Sl 40:3).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

HÁ UMA IGREJA EM SUA CASA?

As saudações epistolares no NT em geral se referem às igrejas que se reuniam nas casas dos cristãos.  Esta era uma prática comum.  Sem templos próprios construídos, as comunidades de fé se encontravam nas casas dos crentes e lá prestavam seu culto, se alimentavam espiritualmente com a Palavra de Deus e desenvolviam a comunhão.
Aproveitando a ideia das igrejas nas casas e entendendo a importância desta atitude para uma vivência saudável dentro do Reino de Deus, mas olhando pelo prisma da casa, pergunto: há uma igreja em sua casa?
Para ajudar a responder, deixe-me apresentar algumas casas bíblicas e as características que fizeram delas um lugar apropriado à existência de uma igreja.
A primeira casa vem da parábola que conhecemos como do "Filho Pródigo" (confira a narração toda em Lc 15:11-31).  Aquele era realmente um lugar acolhedor, tanto para o filho mais novo ao voltar para casa, quanto para o mais velho que não quis participar da festa.
Uma casa que abriga uma igreja é sempre um lugar agradável, onde é bom e gostoso estar ali, onde a família tem prazer em estar (penso que para uma casa assim até posso extrapolar e citar o Sl 122:1).
Outra casa a ser mencionada é a de Timóteo (veja a referência em 2Tm 1:5).  Sua avó e sua mãe lhe deram uma base sólida e uma educação religiosa adequada a ponto de, já adulto, ele ainda poder usar como referência.
A igreja que está na casa é aquela que sabe fomentar valores cristãos nas gerações que estão chegando tanto pelo exemplo como pelo ensino propriamente dito; é onde a Palavra de Deus não é apenas uma teoria distante, mas está incorporada em todas as atitudes do cotidiano (considere o conselho dado pelo sábio em Pv 22:6).
Olhando o AT vejo a casa de Manoá – o pai de Sansão – também como um bom exemplo do que seria uma casa onde há ambiente adequado para uma igreja (leia a história em Jz 13).  Naquela casa, a prática da oração era costumeira e é isso que fez toda a diferença (em especial os versos 8-9).
Como na casa de Manoá, onde a vida se faz forjada pela prática constante da oração ali é o lugar onde há uma igreja e onde as bênçãos também são uma realidade (atente 2Cr 7:14).
Voltando ao NT, a última casa que quero citar é a das irmãs Marta e Maria (em especial no texto de Lc 10:38-42).  Naquela casa o próprio Jesus acostumou-se a ficar hospedado.  Ali se mostrou um lugar para receber o Senhor.
Esta é a marca principal da casa onde há uma igreja: a presença de Jesus é real e constante.  É exatamente a presença divina no interior da casa que faz daquele lugar algo diferenciado.  Somente quando o Todo-Poderoso com seu poder e glória baixa para habitar naquela casa é que ela será miraculosamente transformada em uma igreja de verdade (aproprie-se da promessa de Mt 18:20).
Volto a perguntar: há uma igreja em sua casa?  E oro para que cada uma destas características possa ser encontrada lá na sua casa e você possa sempre se referir ao seu endereço de moradia como o lugar onde a igreja de Cristo pode ser encontrada.  Para a glória dele.
 (Texto publicado pela primeira vez em 10/12/2010 no sítio ibsolnascente.blogspot.com)

terça-feira, 13 de maio de 2014

VOCÊ CONHECE MANGABA?

— Você conhece mangaba?
— Não!
— Você não imagina o que está perdendo!
Mas você pode acreditar que este diálogo já se repetiu diversas vezes aqui em Aracaju.  Sempre que alguém de fora vem por aqui e a gente apresenta a frutinha, a reação é a mesma. 
— Isto é coisa da terra!
Então, para quem ainda não conhece, aí vai uma descrição rápida.
A mangaba – que nem o editor de texto que estou usando conhece – é uma pequena fruta (o pé se chama mangabeira) que, quando grande, não chega a ser maior que um dedo.  Ela madura tem uma cor com jeito de um amarelado meio puxado a rosa, vermelho ou laranja, sei lá – uma cor bem dela: amarelo mangaba.
E o gosto.  Não é doce, também não extremamente azedo.  Ela tem um gosto marcante que qualquer sergipano que se preze conhece muito bem.  E não posso esquecer o ranço, ou visgo, inigualável da mangaba.  Onde se coloca mangaba, ela sobressai.
Antes que esqueça, com mangaba se faz de tudo: suco, imbatível; sorvete, o melhor; além de cremes, geléias, doces, balas, e por aí vai...
Mas mangaba é mangaba e ponto.  É daquelas experiências que se tem na vida que são únicas e inigualáveis.  Só experimentando para saber.  Só colocando a frutinha na boca ou saboreando o seu suco para conhecer e poder falar do quanto ela é boa.
Então não vou fazer nenhuma reflexão filosófica, teológica ou científica sobre a mangaba, apenas atiçar sua vontade de vir conhecê-la, afinal:
— Você conhece mangaba?
— Não!
— Você não imagina o que está perdendo!

(Lá em cima, uma mangaba no pé, quase madura – "de vez" como a gente chama.  A foto eu tirei na Barra dos Coqueiros, cidade vizinha aqui de Aracaju)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

CINCO MÃES NA BÍBLIA

O segundo domingo de maio pauta sempre nossas reflexões: o dia das mães.  E é claro que não vou fugir do tema aqui.  Como ponto de partida quero citar as palavras de Salomão no Salmo: os filhos são herança do Senhor (Sl 127:3).  Por crer que estas palavras são absolutamente verdadeiras, então devo começar entendendo que a maternidade é uma bênção dos céus.  Todos os filhos pertencem a Deus, mas ele os deixa como parte de sua eterna riqueza para que a partir deles sejamos abençoados.
Pensando nisto, e no que fazer com esta bênção-herança que o Senhor concedeu, poderia perguntar: o que fazer com nossas crianças? (e para as mães, os filhos são sempre crianças!).  Respondendo a esta indagação, vou tomar cinco exemplos da Bíblia para que nos sirva de guia.
O primeiro exemplo é Joquebede – a mãe de Moisés.  O texto não apresenta muitos detalhes sobre ela, mas no início do livro do Êxodo ela aparece como uma mãe cuidadosa e ocupada em garantir o sustento e a proteção de seu pequeno filho.  A história é conhecida: ela prepara o cesto, coloca o menino nas águas e deixa a irmã de tocaia.  A atitude de Joquebede nos ensina que uma mãe no modelo bíblico sempre providencia o cuidado necessário para seus filhos.
Mas este é só o começo.  Um segundo exemplo é a mãe de Sansão.  A Bíblia não diz o seu nome mas a apresenta no capítulo 13 de Juízes como uma serva de Deus que foi visitada pelo anjo.  Ela recebeu instruções de como cuidar da criança que haveria de nascer, compartilhou a bênção e a instrução com Manoá, seu marido, e fez exatamente o que o Senhor esperava dela.  Uma mãe assim é aquela que sempre busca no Senhor a maneira correta de tratar as suas crianças.
Como terceiro exemplo, cito Ana – a mãe do grande Samuel.  Depois de orar e se quebrantar na presença do Senhor, Ana recebeu como resposta o nascimento do primeiro filho e o dedicou ao Senhor, como é dito nos primeiros capítulos de 1º Samuel.  A história de Ana já mereceria um estudo à parte, ela nos demonstra que a melhor atitude a se tomar em relação aos filhos que o Senhor nos dá é dedicá-los inteiramente ao Senhor.  E creio que este foi o segredo do sucesso de Samuel!
Mais um quarto exemplo bíblico de mãe é Loide – a mãe de Timóteo.  Numa citação rápida de 2ª Timóteo, o nome desta serva de Cristo é apresentado como alguém que soube muito bem educar seu filho nos caminhos e na palavra de Deus.  Aqui está um modelo para uma mãe bem sucedida segundo os padrões bíblicos: incutir nele a semente do evangelho.
E finalmente, coroando esta lista materna da Bíblia, chego a Maria – a mãe de Jesus.  Além de agraciada com a maternidade miraculosa, Maria é o exemplo de mãe porque soube com sinceridade e santa humildade se colocar a disposição de Deus para que ele fizesse nela a sua vontade.  Não há atitude que melhor demonstre o modelo bíblico de mãe que uma serva de Deus que está disposta a fazer a vontade do Senhor em todas as suas ações e decisões.  Fazendo isso, todos os outros exemplos se completam.  Maria na sua dedicação se mostrou como a mulher e mãe cuja atitude deve ser copiada.
Neste dia das mães, que os exemplos bíblicos nos serviam como padrão e modelo.  E que o Senhor nos dê mães na estirpe de mulheres como aquelas, para a glória dele.

(Publiquei inicialmente este texto no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 07/05/2010.  A imagem lá em cima é uma reprodução do quadro Maternidade do pintor brasileiro Di Cavalcanti pintado em 1937)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cinco conselhos bíblicos sobre a MULHER VIRTUOSA

As questões de gênero e do papel da mulher estão colocadas hoje de maneira marcante em nossas igrejas.  Não dá para disfarçar, nem para adiar o tema.  A Bíblia em Provérbios apresenta o modelo de mulher como deve ser seguido – bem como a forma adequada de os homens tratá-las.
Por isso, devemos aprender e aplicar tais lições para que este convívio seja aprovado por Deus.
a) Tudo começa com o valor atribuído à mulher virtuosa (veja Pv 31:10).  Então, mulher cristã, dê a si mesmo o devido valor.  E você homem, aprenda a tratá-la como o rubi precioso.
b) Lembre-se de que toda esta descrição da mulher-modelo só se encaixou porque ela foi temente a Deus.  Assim, priorize sua relação com o Senhor, pois tudo começa aqui (considere a indicação de Jesus em Mt 6:6).
c) Bondade, perspicácia e polidez são algumas joias que devem enfeitar a vida da mulher cristã.  Faça delas parte de sua coroa (atente para a advertência de Ap 3:11).
d) Confiança, dignidade e respeito sempre cabem à mulher virtuosa – considere atribuir a elas tais prerrogativas (ainda Pv 31:31).  E lembre que um elogio sempre faz bem!
e) Acredite que diante de Deus, mulheres e homens são herdeiros em mesma proporção e valor da graça que vem da cruz.  Então nunca permita que nada atrapalhe a fé, oração e vivência cristã sua, de sua família e de sua igreja (considere 1Pe 3:7).

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PARA SUA CASA

A nossa vida – minha e sua, assim como foi a dos judeus antigos – vive às vezes de altos e baixos.  Umas vezes estou no pico, lá em cima e outras no fosso, lá em baixo.  E de resto, na maioria do tempo, vivo a normalidade do cotidiano.  E, ao contrário dos extremos quando sou levado a buscar mais a Deus, é nesta rotina do cotidiano que sou desafiado a me voltar ao Mestre.
Veja o que a Bíblia também diz sobre isto.
No prosaico verso de Jo 7:53 é dito simplesmente que depois de os guardas se admirarem de Jesus e não o prenderem, cada um foi para sua casa.  Em diversas ocasiões também o próprio Jesus, após realizar um milagre, simplesmente instrui: ...vá para sua casa (veja por exemplo: Mt 9:6 e Lc 8:39).  Fica a lição: a verdadeira vida cristã se vive é no cotidiano da casa.  Lá onde a vida prossegue rotineiramente é que o Mestre quer que se viva a inabalável fé.
Em Pv 30:7 o sábio pede a Deus que lhe dê, não fortuna ou sacrifícios extremos, mas o básico para viver, pois é nesta condição que deve florescer a sua capacidade de confiar no Senhor.  Convém lembrar que estas palavras se casam perfeitamente com a Oração Modelo: o pão cotidiano nos dá hoje... (Mt 6:11).
Um outro exemplo interessante são as palavras que Jesus dirige a Tomé: Bem-aventurados os que não viram e creram! (Jo 20:29).  Permitindo-me a extrapolação, é possível compreender que Jesus está bendizendo o fiel que deposita sua fé no Senhor mesmo que nada de extraordinário lhe aconteça – o fiel que no cotidiano sabe reconhecer a Jesus como Senhor meu e Deus meu (verso 28).

Vamos pedir a Deus que nos abençoe e nos faça ser fieis em nosso cotidiano; e ele assim o fará.