terça-feira, 29 de maio de 2012

Disciplina cristã III – LEITURA BÍBLICA

A Bíblia é a Palavra de Deus.  Não uma palavra qualquer, mas a Palavra revelada do próprio Deus e registrada em forma humana (2Tm 3:16).  Esta é a afirmação básica da nossa crença na Bíblia.  Como tal a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática e por isto devemos sempre procurar, ler, estudar, compreender e aceitar pela fé tudo o que nela está escrito.
Na instrução contida na segunda carta a Timóteo, o jovem líder é exortado a se tornar obreiro aprovado através da disciplina da leitura bíblica que pode ser útil para o seu progresso espiritual: procure apresentar-se a Deus aprovado como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade (2Tm 2:15).  O discípulo aprovado e pronto para enfrentar as batalhas como um soldado apto é aquele que sabe bem como manejar sua arma – a Palavra da Verdade (veja Ef 6:17).
Quando questionado sobre a origem do seu testemunho, Jesus Cristo lamentou o fato dos seus adversários não seguirem o testemunho da Escritura, embora reconheça: vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna.  Ou seja, se eles realmente estivessem indo ao texto com o espírito disciplinado e com o objetivo de ler o que o texto diz – não apenas procurando justificativas para suas próprias crenças – compreenderiam que o testemunho bíblico não traz salvação em si, mas são as Escrituras que testemunham ao meu respeito (Jo 5:39).
E a crítica se torna mais contundente quando o Mestre diz: vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus (Mt 22:29).  A única possibilidade de se ter uma vida cristã autêntica é com disciplina e determinação buscando conhecer a cada dia mais tanto a Escritura – o registro daquilo que Deus falou e nos deixou – quanto o seu poder.  Afinal, somente as Sagradas Letras são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (2Tm 3:15).
A disciplina da leitura bíblica é realmente o ponto de equilíbrio na preparação e na maneira de viver do cristão.  A Bíblia é o bem mais precioso que o servo do Senhor pode ter:
A lei do SENHOR é perfeita, e revigora a alma.
Os testemunhos do SENHOR
são dignos de confiança,
e tornam sábios os inexperientes.
Os preceitos do SENHOR são justos,
e dão alegria ao coração.
Os mandamentos do SENHOR são límpidos,
e trazem luz ao coração.
O temor do SENHOR é puro,
e dura para sempre.
As ordenanças do SENHOR são verdadeiras,
são todas elas justas.
São mais desejáveis do que o ouro,
do que muito ouro puro;
são mais doces do que o mel,
do que as gotas do favo.
Por elas o teu servo é advertido;
há grande recompensa em obedecer-lhes.
(Sl 19:7-11)
Com esta visão prazerosa da disciplina da leitura bíblica; mais uma leitura no Sl 119 nos mostra como deve ser a relação do soldado cristão com a Bíblia.  Por que são felizes os que vivem conforme a lei do Senhor (v. 1) eu amo (v. 97, 127, 159), obedeço (v. 8, 55, 60, 67), guardo (v. 11, 166), reflito (v. 15, 59, 97), lembro (v. 52), tenho prazer (v. 70, 103, 111), apego-me (v. 31) ao texto sagrado.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

COMO CRISTO AMOU A IGREJA


Lendo a instrução bíblica sobre como deve ser o relacionamento entre marido e mulher cristãos na carta aos efésios eu encontro o seguinte paradigma: ...como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela... (confira em Ef 5:25).
Colocado neste contexto, parece claro que a intenção do autor sagrado foi demonstrar que este é o padrão da vida em família.  Eu sei que esta passagem é muito mais profunda, mas deixe-me pontuar alguns tópicos que me ocorrem desta leitura:
Todo o texto que trata de marido e mulher é emoldurado pelas palavras do verso 21 que diz: sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.  Isto implica que todo relacionamento familiar cristão precisa ser baseado no temor que devemos ter por Cristo.  E somente nesta vivência estabelecer padrões de comportamento. 
Agora posso entender que a mulher se torna submissa ao marido no temor de Cristo e o marido ama a esposa também no temor de Cristo!  Só assim isto será possível e cumprirá os propósitos divinos para o casamento.
Mas o exemplo é por demais significativo para eu passar de largo por ele.  Cristo amou a igreja como um noivo se apaixona pela sua noiva; e desta paixão nasceu a santificação que o próprio noivo cuidou para sua amada: para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito (verso 27).
A igreja é a noiva de Cristo e é natural que esta ame e deseje a intimidade com o seu noivo.  Uma igreja santa e sem mácula é aquela cujo desejo será para teu marido (palavras de Gn 3:16).  Cristo amou a igreja dando-se por ela e resgatando-a do inferno.  A igreja deve viver submissa a Cristo colocando-se à sua disposição como dádiva de amor eterno.
Como noiva de Cristo busquemos a sua intimidade e vivamos inteiramente para o amado.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Disciplina cristã II – ORAÇÃO


A oração é a segunda disciplina cristã que queremos estudar.  Para aprofundarmos mais no conhecimento da disciplina cristã da oração, é preciso em primeiro lugar ler as instruções do Mestre: mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto (Mt 6:6).  Contrariando a visão de religiosos que buscavam ostentar a sua espiritualidade em belas e longas orações públicas, Jesus instrui os seus discípulos a desenvolverem uma vida de oração baseada na experiência que denominamos do "quarto fechado".
De acordo com a indicação de Cristo, a oração deve acontecer primordialmente no ambiente de intimidade e privacidade.  Em se tratando de disciplina, de uma vida completamente comprometida com o Reino de Deus, tudo deve começar no interior de uma vida que se encontra como seu Deus. 
A oração é encontro marcado, é lugar de convivência entre Deus e seu servo.  E isto implica em intimidade.  Na oração íntima o ser humano se deixa ser tomado pela maravilhosa companhia do seu Senhor, aqui não há barreiras nem impedimentos de qualquer natureza entre o Pai e seu filho que se acham em contato tão próximo neste momento.  Toda a vida: alma, projetos, anseios, dúvidas, problemas e alegrias do que está em oração estão expostos; e toda a santidade e divindade do Pai estão tocando o fiel.
Como disciplina, porém, a oração deve ser uma decisão aprendida e praticada com determinação e vontade, mas não pode acontecer simplesmente como fruto da ação humana.  O crente pode – e deve – plantar e buscar uma intimidade com Deus, mas somente o próprio Deus dará o crescimento espiritual necessário para que esta intimidade aconteça (veja 1Co 3:7).
Nas palavras de Paulo: orem continuamente (1Ts 5:17).  É preciso deixar claro que a disciplina cristã da oração – embora seja uma intimidade profunda entre o Criador e sua criatura – não pode ser encarada como um momento distinto e isolado na vida do crente.  É certo que deve haver momentos exclusivos, mas o texto nos indica que toda a vida do crente tem que ser uma vida de oração.  Repito: a intimidade com Deus expressa no "quarto fechado" não pode ser momento único na vida disciplinada, mas o reflexo de toda uma vida de oração constante.
Um último detalhe deve ser destacado aqui.  A oração sempre deve ser feita em nome de Jesus Cristo.  Sendo verdade que nada podemos sem a participação do Senhor (veja Jo 15:5), também é verdade que Ele mesmo nos autorizou a irmos ao Pai em seu nome (veja mais Jo 14:13).  Ou seja, não há oração cristã – por mais sincera e piedosa que seja – que atinja o Pai e nos traga intimidade com Ele que não seja em nome de Jesus.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

PAIS E FILHOS


Família é um negócio interessante!  Pela fé creio que ela foi idealizada por Deus.  Mas também sei que é resultado da construção cultural e social.  E assim ela segue...
Quando penso na visão tradicional que se tem da família, ela é composta de pai, mãe e filhos.  Tudo muito bonito! E se lembrar do projeto do Criador, o objetivo seria exatamente este: a família existe para gerar, criar e educar filhos a fim de torná-los aptos e capazes de viverem no mundo e diante de Deus. 
Na prática do dia-a-dia, contudo nem sempre esta relação é pacífica e harmônica quanto seria o desenho original traçado.  Mas quais as soluções para este impasse?  Tendo em vista a Bíblia, deixe-me apontar algumas poucas sugestões.
Quanto aos pais, o seu papel é educar e instruir os filhos.  Exemplo, amor, respeito, autoridade, companheirismo, estão neste pacote.  Mas eis que Paulo faz uma ressalva: pais, não irritem seus filhos para que eles não desanimem (leia em Cl 3:21).  Ou seja, no processo formador, os pais não devem atribuir cargas tão pesadas a seus filhos que os desanime e os afastem dos caminhos do Senhor.
Quanto aos filhos, a ordem bíblica é direta: honrem seus pais (lá em Êx 20:12).  E quando cito este mandamento, sempre lembro que a ele está associado uma promessa – se prolonguem os dias – e não está errado, é bíblico.  É preciso destacar, porém, que este é o quarto mandamento do Decálogo, e isso implica numa ordem direta de Deus que não cabe questionamento ou discussão: devo honrar meus pais porque é um mandamento expresso de Deus.  Deus quer que eu reconheça que meus pais são dignos de honra.
Volto ao texto de Paulo aos Colossenses.  No verso 20 está dito aos filhos que obedeçam aos seus pais em tudo, e completa: porque é agradável diante de Deus.  O apóstolo não deixa dúvida que é dever do filho cristão obedecer em tudo aos seus pais, porque Deus se agrada disto.   
E tem mais: os pais nos foram dados pelo Criador para servirem de modelo do Pai Celeste (agora peguei pesado!?).   Já pensou quanta implicação pode está contida nesta simples afirmação?  Mas isto vai ficar para outra reflexão...
Por agora: pais e filhos têm obrigações diante de Deus e faz-se necessários que as cumpra para que nossa fé seja aprovada.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Disciplina cristã I


Começando hoje, e nas próximas terças, pretendo publicar uma série de pequenos estudos bíblicos sobre Disciplina Cristã.  Disciplina é o jeito próprio de viver, mas que começa no interior do ser humano.  Não tem a ver com repreensão ou estudo – embora a palavra se preste a isso – mas é o conjunto de atitudes que começam na disposição do coração e moldam nosso padrão de comportamento.
Assim, quero lhe convidar a acompanhar a série de estudos aqui em nossa página.  Leia, comente, contribua.  Todos vamos crescer juntos. 

Arrependimento


Todas as disciplinas cristãs são essencialmente um jeito próprio de viver, mas é preciso ficar claro também desde o início que elas começam no interior do ser humano (inicie lendo Mt 15:18).  Ora, sendo o arrependimento a primeira das disciplinas cristãs, então, naturalmente ela é o ponto de partida para que o cristão possa viver de maneira adequada toda a sua vida de modo disciplinado e consciente diante de Deus e dos homens (veja Lc 2:52).
Para nos aprofundarmos na disciplina do arrependimento é preciso que primeiro se diga algo sobre o pecado.  A Bíblia nos diz que fomos criados a imagem de Deus (considere Gn 1:27), mas pelo pecado do primeiro casal, toda a espécie humana foi contaminada pelo pecado (também Rm 3:23 e 5:12).  O pecado é a separação que o ser humano experimenta da vontade e do projeto de Deus para sua existência.  O pecado rompe o relacionamento do criador com as suas criaturas e gera um abismo que pode ser compreendido como uma falta ou dívida do ser humano para com Deus.  Também o pecado é um desvio da rota traçada, um erro do alvo estabelecido para homens e mulheres.
Tudo isto que afirmamos sobre o pecado produz consequências, principalmente no interior do ser humano, mas também traz sequelas para sua vida exterior.  Neste ponto é que a disciplina do arrependimento começa a ser entendida mais profundamente.
Ora, o verdadeiro arrependimento, experimentado como uma disciplina cristã, tem que começar no interior do ser humano.  O arrependimento tem início quando se há na alma a certeza muito clara de que algo está errado – não deveria ter acontecido desta maneira, nem tomado estas implicações.  E esta certeza interior, que já é a manifestação da presença do Espírito Santo no coração do crente, gera uma sensação de abandono e rejeição.  O arrependimento começa com a alma que se sente perdida e desamparada por causa do distanciamento do Criador, distância esta que foi provocada pelos seus próprios atos e decisões.
Mas a disciplina do arrependimento não para por aqui: se for apenas um sentimento de que algo está errado é apenas remorso que leva à morte e não arrependimento verdadeiro.  É preciso que este sentimento venha e motive a tomar uma decisão séria e definitiva que produza resultados concretos.  A decisão é séria porque envolve o destino da sua própria vida; é definitiva porque vai exigir uma nova postura em relação aos erros cometidos; e produz resultados concretos porque leva a uma tomada de resoluções que envolvem toda a vida, tanto interiormente quanto nas atitudes externas.  Ou seja, para que não seja sentimento vazio, é preciso que mude completamente a forma, o jeito, de viver e agir em relação àquele pecado cometido e do qual o fiel se arrepende.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MARIA – a mãe do Senhor


Em várias ocasiões eu já afirmei com certeza que Maria, a mãe de Nosso Senhor Jesus, é uma das pessoas mais esquecidas na história do Novo Testamento por nós, cristãos evangélicos.  As razões podem até ser conhecidas, mas sem dúvidas não são justificáveis.  Mas não quero aqui esticar esta polêmica...
Como neste domingo estamos celebrando o Dia das Mães, tomar a virgem Maria com o exemplo não deixa de ser uma homenagem a todas as mães.  Assim, gostaria de refletir um pouco sobre esta figura fantástica!  Lendo o texto da anunciação (nos evangelhos em Lc 1:26-38), devo apontar pelo menos três destaques: uma constatação, uma promessa e uma disposição.  Vamos a eles.
1. A constatação.  Após a saudação inicial e diante da apreensão de Maria, o anjo constata: “...achaste graça diante de Deus” (no verso 30).  Não tenho como negar que esta mulher foi reconhecida pela sua santidade.  Maria viveu seu compromisso e relacionamento com Deus de maneira tão intensa que o próprio Senhor achou graça nela.  Ela foi escolhida para ser a mãe do Salvador – esta honra lhe coube porque, sem dúvida, ela reunia em sua vida características aceitáveis a Deus.
2. A promessa.  No verso 35 há uma promessa: “descerá sobre ti o Espírito Santo”.  Aquela que acha graça diante de Deus pode experimentar a gloriosa promessa de ser cheia do Espírito Santo.  Aquilo que os discípulos só vivenciariam em Pentecoste, Maria teve o privilégio de desfrutar na concepção: o Santo Espírito de Deus possuiu aquela mulher por completo.
3. A disposição.  A anunciação só poderia terminar com uma disposição.  Lucas registra no verso 38: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.  Uma mulher que achou graça diante de Deus e foi cheia do Espírito Santo é uma mulher que se dispõe a ser instrumento de Deus para a execução dos seus planos.  Maria é uma mulher notável exatamente por que, diante da experiência sagrada, se colocou a disposição de Deus.
Neste Dia das Mães, que o exemplo de Maria seja para todos nós um estímulo a vivermos uma vida cheia de graça e do Espírito, colocando-nos sempre a disposição Deus para se cumprir em nós a sua Palavra.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Parábola das coisas – o telefone


O telefone está definitiva e invariavelmente inserido em nossa realidade.  Parece que se tornou até bem de primeira necessidade (tenho lá minhas dúvidas!).  Telefone é aquele instrumento, aparelho, equipamento... coisa que serve para transformar a voz em impulsos e enviá-la a alguém distante, facilitando a comunicação.  Este é o conceito básico que não  mudou com o tempo, mas, vá lá! hoje também serve para um bocado de outros fins!
Pensando na vida cristã, tomando como ponto de partida o telefone, vem a sugestão do aparelho e seu uso como uma boa parábola para a oração.  A minha prece sobe aos céus quando ela é transformada em impulsos espirituais e chega ao trono da graça. 
Sim, concordo que esta comparação não é nova; vários outros já disseram – ou cantaram – a mesma ideia antes de mim.  Só me permita partir deste ponto comum para propor uma nova leitura da parábola do telefone.  E como sei que o telefone é bastante conhecido de todos, não vou me ocupar em descrevê-lo ou classificá-lo, apenas usá-lo. 
Seja qual for o modelo ou tipo adotado, a função básica, que é permitir que o som da minha voz chegue a distâncias maiores que seu alcance físico, deve está presente, e sua qualidade é avaliada pela capacidade de transmitir com precisão e rapidez, mantendo as características originais de tonalidade, sotaque e intensidade, o que está sendo dito.  A boa oração faz o mesmo: leva todas as minha peculiaridades à presença divina.
Mas há uma diferenciação básica no modo como o aparelho funciona: os telefones podem ser fixos ou móveis.  As orações também podem ser fixas ou móveis.  E para esta distinção é que vou chamar a atenção nesta parábola.
Assim como o telefone, a oração pode ser fixa.  Ela funciona... e pode até ser muito útil.  Mas tem uma limitação óbvia e natural.  O telefone fixo, depende de estruturas como fiação, precisa estar ali para funcionar (eu disse que era óbvio!).
A oração fixa, também atinge seu objetivo – e algumas vezes com mais qualidade e eficiência que o móvel.  Mas ela precisa do lugar santo para funcionar.  Só em solo sagrado e no transcorrer das cerimônias de adoração é que funciona.  Uma oração assim carece de rituais para que leve minhas palavras ao destino.  Sem que certos modelos e exigências sejam atendidos, tal oração é vazia e inútil.
Mas há telefones móveis, como também orações móveis (oração celular!!!).  Este, por sua vez, funciona teoricamente em qualquer lugar e não está limitado por amarrações.  'Tá bom, eu sei que a qualidade muitas vezes deixa a desejar e interferências derrubam o sinal.
A vantagem da oração móvel é que posso levar sempre comigo, onde quer que eu vá posso saber que é possível falar, ser ouvido e – melhor – nada interfere no meu sinal ligado diretamente àquele que ouve o que digo.  Neste caso da oração celular, contudo, é bem verdade que é indispensável estar na área de cobertura do Altíssimo.
E para terminar (afinal em telefone não se deve falar muito), quero só lembrar que seja qual for o telefone que você esteja usando, fixo ou móvel, no templo ou na rua, com rituais sagrados ou na mais sincera espontaneidade, tenha certeza, que o Senhor Jesus atenderá sua ligação.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

SOMOS IRMÃOS


O crente é conhecido como irmão, não apenas pelos de fora, mas já estamos acostumados a nos chamar assim.  Com esta alcunha em mente, e certo de que isto é bom e bíblico, quero começar o mês de maio voltando minha atenção para o que o texto sagrado diz sobre o assunto: irmandade, fraternidade, vida em família.
O verso que vou usar vem do texto aos Hebreus.  O seu último capítulo se inicia com uma instrução objetiva: “Seja constante o amor fraternal” (Hb 13:1).  E no original grego são apenas três palavras: o artigo, o substantivo e um verbo no imperativo presente. 
Em tempo:  para mim está claro que quando busco conhecer a vontade de Deus sobre a minha família, é bom sempre dar atenção à ordem bíblica, que serve tanto para as famílias de sangue quanto para nossa família em Cristo.  Assim, o que leio sobre os irmãos em Cristo equivale aos irmãos de sangue – e vice-versa.
Numa família de sangue, os filhos do mesmo pai e da mesma mãe são chamados de irmãos, e vivem sempre envoltos neste relacionamento que os liga.  É claro que esta ligação não pode ser reduzida ao simples sangue comum que corre nas veias; se por um lado é comum haver possíveis ciúmes, intrigas e discordâncias – isso é coisa de irmãos – por outro deve-se sempre alimentar o amor entre os irmãos.  Observe que digo alimentar, pois estou bem certo que este amor precisa ser nutrido, buscado e trabalhado na família senão ele não brota nem frutifica.
Voltando à citação bíblica: a ênfase, creio, deve recair sobre o verbo imperativo – é uma ordem direta – o amor deve ser constante, permanecer, ficar, ser mantido entre os irmãos.  Isto não é uma simples sugestão, é uma determinação direta do Pai aos seus filhos que, vivendo como uma família, entre irmãos, têm que necessariamente procurar desenvolver esta característica cristã. 
E vou além: assim como qualquer outro mandamento bíblico, este não pode ser ignorado: Deus que é “fogo consumidor” (ainda em Hb 12:29) ordena que entre os irmãos seja estabelecido um amor fraternal que os identifique no meio do mundo (confira Jo 13:35).
Aqui está o segredo do sucesso da irmandade e da família cristã – o amor fraternal que deve ser constante!  Intercedamos ao Pai com sinceridade que faça permanecer e frutificar o amor fraternal no meio de sua família.