segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CHEGAMOS AOS CEM ANOS

Hoje a Primeira Igreja Batista de Aracaju – a PIBA – é centenária.  Mas a Igreja não é o prédio, o templo com suas salas e estruturas, nem a organização com suas burocracias.  A Igreja somos eu e vocês que a vivemos em nossa comunhão diária, que a herdamos e a legamos.  Então, permita-me escrever em primeira pessoa.
Chegamos aos cem anos.  Dizer que esta é uma data relevante e histórica é apenas transitar por lugar-comum ou reafirmar o mais do óbvio.  Sei também que fugir disso é quase inevitável e não tem muito porquê.  Devo, pois, somar-me às celebrações deste momento ímpar.
Assim, chegamos a esta data centenária!  O tempo sucedeu ao tempo e aqui estamos.  Talvez, do ponto de vista deste tempo cru, cem anos não seja diferente do completar 47 ou 32 anos.  Não sei, não estava por aqui.  Pode ser que os anais da história nos contem algo.
Mas chegar aos cem anos é bem mais que a soma de dias, meses e anos.  Somos humanos – Deus assim nos fez – somos feitos de histórias e de lembranças.  Vivemos não dos fatos secos ou dos documentos frios, mas do que fazemos deles e das interpretações que a eles damos.  Assim, cem anos não podem ser iguais a trinta ou quarenta.  Eles nos tocam de maneira diferente: é um marco, uma data completa, um ciclo inteiro.  É mais que a soma de passos, desde o primeiro, passando por cada um deles.  É uma referência de chegada.
É nosso.  É humano celebrar cem anos de maneira diferentemente especial.  E por ser coisa de gente – mulheres e homens, nós os festejamos do nosso jeito: dando graças àquele que estava no início conosco, caminhou ao nosso lado todo este tempo e ainda permanece aqui, presente e atuante.
É inimaginável não fazer nossas as palavras da poesia sagrada de Davi: Se o Senhor não estivesse do nosso lado; que Israel o repita...  Sim, se não fosse o Senhor Jesus Cristo, a igreja não chegaria onde chegou: O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.  Bendito seja o Senhor! (Sl 124, versos 1, 6 e 8).
Contudo, amanhã, depois dos cem anos, o sol vai se levantar novamente, como fez neste anos que para traz já ficam.  E começaremos uma nova caminhada.  Novos passos, novas pegadas, novas marcas a se atingir que, a bem da verdade, apenas continuam as trilhas antigas.
Por isso, certamente também fazemos nossa a disposição da família de Asafe: O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez (Sl 78:3-4).
Outros dias, meses ou anos virão até que o Senhor da Igreja, o noivo, o Cordeiro em glória chegue para nos levar consigo.  Então nos será dada a eternidade pela sua graça.
Chegamos aos cem anos.  Glória a Cristo, Senhor da Primeira Igreja Batista de Aracaju.

(Texto publicado originalmente no Informativo PIBA 2013)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

LIVRANDO-SE DAS PRISÕES

Na história da igreja, vários foram os momentos em que os verdadeiros servos de Cristo tiveram que se submeter a prisões para não negar a sua fé.  Isto se repete ainda em vários lugares de nosso planeta.  Mas graças a Deus em nossa pátria podemos expressar livremente a nossa crença sem que isto nos cause perseguições.
Se não estamos expostos a prisões físicas, contudo percebemos que alguns crentes em Cristo ainda trazem em si marcas profundas de prisões na alma.  São pessoas que não conseguiram se libertar de traumas, cicatrizes, recalques, amarras e outros grilhões que o Inimigo de nossas vidas os tem aprisionado ao longo dos anos.  Mesmo sendo cristãos autênticos, mas ainda se sentem presos.
Para estes que vivem nesta situação, a única saída é aprender com aqueles que tiveram que suportar as prisões físicas e ver como eles alcançaram a liberdade completa que só o Senhor Jesus pode oferecer.
No texto de Atos 16 está narrado que Paulo e Silas foram presos por fazer o bem, mas nem por isto eles murmuraram ou se voltaram contra o Senhor.  O texto diz que por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus (At 16:25).  Que visão maravilhosa!  Os outros presos os ouviam porque somente quem tem a verdadeira liberdade interior pode louvar ao Senhor numa hora desta.
Aqui se processa a mudança da história: De repente houve um terremoto (At 16:26).  Quando Deus ouviu seus servos cantando e louvando seu nome em meio aquela situação, ele entrou com providência e mudou o curso da história.  Um terremoto foi provocado e os discípulos se viram livres.  É isto que acontece quando louvamos ao Senhor mesmo diante das cadeias – ele traz liberdade completa (Jo 8:36).
Sendo esta a sua situação; sentindo preso mesmo que seja somente em sua alma.  Ore e cante louvores ao Senhor que ele vai provocar um terremoto em sua vida e providenciar a sua liberdade completa para a glória dele.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Parábola das coisas – A BICICLETA

Lembro-me bem de um grande amigo que tive na infância e adolescência que repetia como um jargão: – Viver é igual a andar de bicicleta.  Se parar, cai!  Lembro também que para a nossa idade na época, parecia até um ensaio de um aforismo profundo.  Mas como ele repetia com frequência, e muita vezes de forma aleatória e sem conexão com contexto algum, a frase se desgastou.
Mas de tanto ser dita, ficou na memória.  Tanto é que ainda hoje eu consigo lembrar dela e do seu autor.
Outro detalhe da lembrança é o fato de a bicicleta ser companheira constante.  Por um período, foi o transporte que me levou para a escola.  Saía montado nela com a turma da igreja – a minha turma.  Fui a praia, ao parque e outros destinos montado em sua cela.  Inventei.  Cresci.  Vivi.  Aproveitei.
Hoje ainda tenho uma em casa e ela por vezes me cobra novamente um passeio.  Confesso que vontade até tenho, mas...
Então, a turma de hoje se rendeu aos falares de fora e a chamam de bike – e ainda acham chique!  Sei não! Acho besteira.  Falta história.  Falta memória.  Falta identidade.  Para mim aquela coisa com duas rodas tem que se chamar bicicleta porque é desse jeito que me evoca significado.
Aguça lembranças de um tempo de brincadeiras e estudos, de sonhos fugazes – ou outros mais ao alcance do guidão.  De um tempo que se andava porque queriam chegar e se corria por sobrava energia.
— E o pior é que começo a desconfiar que hoje corremos porque precisamos chegar e andamos pois já nos falta energia!
Mas a verdade é que a lição ficou.  A despeito de tudo; a despeito da agenda mais alheia que minha; a despeito do inevitável peso dos janeiros; a despeito do caos das vias públicas; sim, apesar disso, a lição realmente ficou: viver é igual andar de bicicleta.  Se parar, cai!
E assim, continuo pedalando a vida, nunca me esquecendo de fazer minhas as palavras apostólicas com coragem e determinação de ciclista: "Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus"  (Fl 3:14).

— Eh! Se parar, cai!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O ESCOLHIDO – Rildomar

Um irmão e amigo em comum me trouxe do Recife no último domingo o mais recente trabalho do Pastor Rildomar Nascimento – mais conhecido apenas como o cantor Rildomar.  O ESCOLHIDO é o nome do CD que traz 10 novas gravações e que, com certeza, eu o ouvi com carinho e grata satisfação.
Dono de uma voz singular e poderosa, Rildomar a tem dedicado ao serviço e louvor do Senhor com canções e pregações que honram o Mestre, edificam a igreja e enriquecem a hinódia cristã brasileira.
Mas tenho o privilégio de tê-lo no rol dos meus amigos, assim, qualquer comentário pode vir carregado de cores pessoais – não que isso seja necessariamente um problema!  Contudo, quero aqui apresentar as músicas do CD na certeza de que é material de primeira qualidade.  Em tempo: as música são de autoria do próprio Rildomar, com exceção das de nº 4 e 7.
O trabalho se abre com a música: A Missão do Escolhido – primeira música e que inspira o título de toda a obra.  É uma canção que ao mesmo tempo desafia e inspira.  Desafia porque instiga ao que tem a missão para ir adiante.  Inspira porque faz lembrar que aquele que vocaciona é sempre companheiro na jornada missionária.  É Deus quem diz: "Sou contigo... Sou teu grande EU SOU".
A segunda gravação é O Toque do Espírito Santo.  É uma oração de súplica que reconhece que somente quando o Espírito toca é possível o crente declarar: "eu quero te adorar".  Comentário meu: este é o ápice da missão, adorar ao Senhor.  Bom começo.
Seguem-se: Quantas Vezes (música três) e Quando Encontrei Jesus (música quatro) que juntas declaram que embora seja impossível definir Jesus, mas, como um testemunho pessoal, ele reconhece que o encontro com Jesus o aliviou do todo fardo e peso.
Salmo 23 é a quinta gravação.  Como o título já anuncia, é uma metrificação livre o Salmo bíblico e que declara com segura insistência: "Aleluia. O Senhor é o meu Pastor".  Mais um comentário meu: o ritmo é delicioso e vale ouvi-la repetidas vezes.
A canção 6 – Momentos na Vida – relembra que alguns destes momentos nos fazem chorar, mas com Cristo "tão feliz eu sou".  A música 7 – Pra Te Adorar – é uma declaração de fé e adoração: "estou aqui para te exaltar, te entregar o melhor de mim".
A música 8 – Você e Eu – e a 9 – Meu Filho – têm tons bem familiares.  Como uma canção de amor, ele reconhece que a esposa e filho são resultado da promessa e realização de Deus em sua vida.  Ainda meu comentário: a família no altar de Deus é sempre uma bênção.
E o trabalho conclui com a gravação de nº 10 – Misericórdia e Graça.  Uma bela oração: "suplico por misericórdia" para então afirmar o "louvor por sua graça".
Vou terminar estes comentários ainda com toque pessoal: Parabéns Rildomar por mais este trabalho de louvor.  Eu agradeço ao Senhor por tê-lo escolhido como portador de sua palavra.  Continue fiel à sua vocação – e também nos brindando com tais magníficas canções, para a glória do Mestre.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cinco conselhos bíblicos sobre a AUTORIDADE

A vida humana em sociedade é constituída de relações de poder e autoridade.  Isto é inevitável.  Basta qualquer observação.  E a Bíblia reconhece isto.  Assim, diante desta constatação, procuramos trazer lições sobre como se portar e viver nestas condições, lições estas que atualizamos e devemos empregar em nosso viver diário como luzeiros no mundo (esta expressão desafiadora está em Fl 2:15).
a) Reconheça que na vida sempre haverá papeis a serem vivenciados nas relações de autoridade.  Seja qual for a sua situação, que prevaleça em todas as circunstâncias a sua fidelidade e o seu compromisso com o Senhor e que esta seja demonstrada em sua vida (lembre-se das palavras de Jesus em Mt 5:16).
b) Numa situação de subordinação hierárquica, mantenha sua conduta irrepreensível, respeite os superiores e continue trabalhando como se para o Senhor (é importante citar Fl 2:14-15).
c) É natural querer ascender na vida, mas nem faça disto seu objetivo único na vida, nem o faça através de quaisquer meios (considere Mt 6:33 e dê bastante atenção a Pv 25:6-7).
d) Quando numa posição de chefia ou comando, aplique os valores do Reino de Deus nas suas tomadas de decisão e no tratamento com seus subalternos (veja Pv 29:2 e Ef 6:9).
e) Quanto aos que estão em posição de poder político e social; dispense à pessoa que o ocupa o respeito devido, e à função em si o temor e a obediência necessária (considere 1Pe 2:13).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DEIXANDO PARA AMANHÃ

Eu me pergunto porque nós, sabendo o poder do Deus a quem servimos, deixamos a angústia fazer morada em nosso coração.
Muitas vezes estamos tão desesperados que não conseguimos nos lembrar da autoridade que nos foi outorgada para falarmos aos montes: "Lança-te ao mar" (Mt 21:21-22).
O que acontece, na realidade, é que como o faraó, no texto de Êx 8:9-10, deixamos  para amanhã.  E aí, vivemos mais um dia e depois outro e outro com os problemas nos atormentando e tirando a nossa paz.  Simplesmente porque não falamos: agora.  É hoje que em nome de Jesus e com autoridade a mim dada por ele mesmo, que isso vai parar.
Procrastinar é o nome dado a essa atitude.  Deixar  para depois.  Saber que pode ser agora, mas adiar.
O faraó viveu mais uma noite de rãs subindo por ele, em sua cama, na sua casa e de todo o povo egípcio, quando bastava ele dizer: agora ("tua é a honra de dizer-me quando devo orar...").
Até quando deixaremos as rãs invadirem a nossa casa, a nossa cama, não nos deixando dormir, angustiados?
Até quando seremos atormentados? A decisão, na verdade, é nossa.
Basta abrir a nossa boca com autoridade e falar com fé (Mt 21:22).
Quem tem ouvidos para ouvir ouça.

Reflexão escrita por Elda Linhares Lima Nogueira - esposa que o Senhor me deu - e que publico aqui com distinção.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

UMA SEGUNDA-FEIRA, MARCELO DEDA

A minha manhã da última segunda-feira (02/12) parecia prometer uma agenda pessoal extremamente lotada. Alguns compromissos pessoais e outros profissionais inadiáveis.
Mas o dia amanheceu antes da agenda, com a notícia que Marcelo Deda – Governador de meu Estado de Sergipe – havia travado sua última batalha pela vida nesta madrugada e, infelizmente, havia saído vencido.
Durante todo o dia, li e ouvi declarações de mulheres e homens públicos, estadistas, companheiros de longe e de perto, tecendo merecidos elogios à figura política, sua trajetória, história, lutas e conquistas para o Brasil e em especial, Sergipe.
Não me esqueço que há também um outro lado.  Mais pessoal e humano.  Ele tinha família: mulher e filhos (que os conheci em eventuais circunstâncias sociais).  Sei que do ponto de vista deles, a segunda-feira chegou mais sombria!
Então não acho que devo aqui me despedir do Marcelo Deda com linhas de apontes políticos – a história o colocará no devido lugar dos grandes de Sergipe.  Também não pretendo me colocar no rol da intimidade – embora o tenha ouvido me chamar de amigo.
Entendo que meu olhar é outro.
Esgueirando-me entre as tarefas diárias e o acompanhamento das notícias sobre as exéquias do Governador, o Salmo 90 ressoou como um canto-chão em minha mente: pois a vida passa depressa, e nós voamos! (verso 10).
E me lembro de Marcelo Deda no templo de nossa Igreja em Aracaju agradecendo pelas suas vitórias na vida e na política (a foto aí testemunha este momento).  Também me lembro conversando particularmente com ele sobre as prioridades da vida e do trato espiritual.  E ele me falando de sua fé e convicção cristã.
Não o acompanhei em seus últimos momentos e por isso não sei que confissões fez ou como foi seu derradeiro suspiro.  Deus o sabe!
Sei que o texto bíblico atesta que é o Senhor quem levanta os reis e os coloca em posição de autoridade (confira Rm 13:1).  E ainda nesta hora eu o louvo por ter colocado um homem como Deda no comando de minha cidade e do meu Estado.  Isto nos engrandeceu enquanto cidadãos.
Mas também oro pelos que agora choram sua perda: — Que o Santo Espírito Consolador os conforte!
E assim, a segunda-feira se foi em Sergipe, agora já sem o nosso Governador Marcelo Deda.  Fica a lembrança, fica a história, ficam as memórias...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ONDE ESTÁ JESUS?

Jesus Cristo está presente em vários e diferentes momentos e lugares de nossa cultura.  Nestas terras, pelo menos um pouco todos conhecem de quem foi Jesus e do que ele fez.  Com mais ou menos propriedade e acertos sempre ouço o nome de Jesus; sempre se pode ver de edificações de igrejas a exposições de crucifixos.  Mas eu questionaria: onde estaria o Verdadeiro Jesus Cristo na vida dos brasileiros?  Com base nos relatos bíblicos, deixe-me apresentar três possíveis respostas.
Ap 3:32 cita a igreja de Laodicéia como sendo uma igreja cristã, mas na qual Jesus estava do lado de fora querendo entrar.  A primeira resposta que encontro é que em muitas situações, Jesus está fora; é um estranho; não tem participação na vida dos brasileiros.  Podem até usar o título de cristãos; mas na realidade o próprio Cristo não compartilha com eles da ceia!
Da história dos discípulos que saíam de Jerusalém na tarde da ressurreição (Lc 24:13-35) encontro uma segunda resposta.  Eles caminharam por alguns quilômetros conversando com o Mestre mas não o reconheceram.  Assim é com alguns.  Jesus está bem do lado; eles até algumas vezes sentem o coração queimando pela proximidade, contudo não são capazes de reconhecê-lo e com isso desfrutar toda bênção e glória da companhia divina.  Cristo permanece na periferia da vida!
Mas o lugar onde Jesus quer estar em nossas vidas é bem dentro do nosso coração.  Quando ressuscitou, Jesus se aproximou dos discípulos e soprou neles o Espírito (Jo 20:21) simbolizando que dali em diante Jesus estaria sempre dentro daqueles que o seguissem – lembra-se da promessa na ascensão: estarei convosco (Mt 28:20).  O próprio Jesus foi bem enfático quando afirmou que o lugar de se encontrar o seu Reino seria dentro de cada seguidor (Lc 17:21).  O único lugar onde realmente faz toda diferença é dentro do nosso coração e de nossa vida – bem no centro!
Querido, se Jesus está em outro lugar qualquer que não seja o seu coração, convide-o a entrar ainda hoje.  E tenha certeza que se cumprirá a sua palavra: Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão (Jo 10:28).

(Publicado pela primeira vez no sítio http://ibsolnascente.blogspot.com em 26/11/2010.  Lá em cima é a reprodução de um detalhe da Capela Sistina pintada por Michellangelo em Roma)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cinco conselhos bíblicos sobre a LÍNGUA

A palavra – a língua – de que dispomos pode ser uma bênção ou uma maldição, só depende de como a usamos e do quanto estamos dispostos a controlá-la.  Daí que devemos atentar para como aplicar em nossa vida cotidiana a leitura que fazemos dos conselhos sagrados.
a) Compreenda que a língua é um poderoso instrumento que Deus colocou a sua disposição e sob seus cuidados, administre-a com o coração quebrantado diante de Deus (veja Lc 6:45).
b) Jamais considere qualquer palavra como sem importância ou despretensiosa.  Lembre-se de que tudo o que você diz traz consequências.  Mantenha-se vigilante (veja a instrução de Cristo em Mt 26:41)
c) Faça sempre escolhas conscientes e responsáveis no uso de suas palavras.  É também importante saber que Deus pedirá conta (Ec 11:9 deve ser incluído como um alerta também aqui).
d) Tenha como prioridade absoluta produzir e transmitir vida, carinho e edificação com as suas palavras.  E não se permita o contrário (considere Pv 15:4).
e) É fundamental que sempre dependa do Espírito para controlar e usar adequadamente sua língua.  É ele quem coloca as palavras em nossa boca (leia Jo 14:26 nesta intenção).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

SÚPLICA CEARENSE

Todo nordestino que se preze sabe que ninguém representou melhor a nossa gente e a nossa cultura como o pernambucano Luiz Gonzaga (1912 – 1989).  Com a sua música – a nossa música – seus trajes, causos e tradições o filho de Januário expressou o jeito e a alma deste povo de cá para os de lá como jamais alguém havia feito.
Desde a seu primeiro instrumental: Vira e mexe – um chamego gravado em 1941 ainda em 78 RPM; passando por sua mais famosa música: Asa Branca – feita em parceira com Humberto Teixeira; até as últimas gravações já em 1989, ele tocou e cantou o Nordeste brasileiro.  Foi inigualável.  Sem dúvida, o Rei do Baião.
Em forró, xote, baião, xaxado e tal, ele falou das alegrias, tristezas, esperanças, paixões, fraquezas e forças das terras nordestinas.  Se você quiser exemplos, eles não faltam.  Sugiro ouvir Xote das Meninas, Pense n'eu, Forró de Cabo a Rabo, Respeita Januário, A Triste Partida e por aí vai.  É tanta música boa que fica até difícil falar delas!
Mas o que me chama a atenção de verdade foi a sua capacidade expressar a fé desse nosso povo, pois é disso que eu entendo.  E por vezes é no Véio Lua que eu encontro a sinceridade singela da crença sertaneja.  É uma fé e religiosidade nem sempre clara e desenvolvida, de teologia troncha, com desvios bíblicos acentuados, mas, na maioria das vezes, piedosa e reverente.
Assim é que destaco a Súplica Cearense (gravada originalmente em 1979, mas já hoje com várias versões).  Gosto dela até por Luiz Gonzaga ser apenas o seu intérprete (é de autoria de Gordurinha e Nelinho).  Afinal foi isso que ele sempre foi: nosso intérprete!
O Nordeste estava vivendo uma incomum inundação.  As chuvas concentradas transformaram o semi-árido.  Depois de tanto sofrer com a falta de água, agora era o seu excesso que atormentava.  Então a prece mudou.  Oração verdadeira tem que ter cheiro de terra para tocar o céu.

Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
E só por isso o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

E a súplica continuou confessando a mágoa no coração nordestino pelo sol cruel e a necessidade de aprender a orar.  Confissão e súplica sempre andam juntas.

Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

É quase um choro.  Os olhos mareados.  A alma ressecada.  Sinceridade, humildade e piedade mesmo que de doutrina rala.  E eu acho que tocou o coração de Deus, como sempre ainda toca o meu.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

COMO LER A BÍBLIA?

Há diversas formas de se olhar para o texto bíblico.  Por ser um Livro com milhares de anos de existência e que traz em seu conteúdo verdades de fé, é possível lê-lo de várias maneiras.  É claro que estas aqui apresentadas não são as únicas, mas procuramos apresentá-las de maneira complementar – uma não exclui a outra – e todas elas podem se mostrar válidas aos seus objetivos.
=> Leitura Literária – Faça da leitura um hobbie.
=> Leitura Histórica – Compare os fatos bíblicos com a História Geral.
=> Leitura Devocional – Procure se concentrar nas verdades reveladas; acima de tudo, são estas verdades que Deus quer lhe falar.
=> Leitura Técnico-pastoral – Lembre-se sempre que a Palavra de Deus é soberana, assim tenha uma atitude humilde de buscar somente o que o próprio texto diz e nunca levar convicções pessoais ao texto.
=> Leitura Crítica – É fundamental neste nível de leitura que não se despreze nenhum recurso disponível na obtenção da verdade e dos argumentos originais.
=> Leitura Apologética – Sendo este o caso, é importante conhecer os conceitos e doutrinas do oponente para que se busque textos que afirmem diretamente as verdades doutrinárias que se deseja enfatizar.

Seja qual for seu objetivo ou motivo, leia sempre a Bíblia.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cinco conselhos bíblicos sobre o TRABALHO

Certamente a Bíblia é um excelente manual de conduta para toda mulher e todo homem que queira se portar de acordo com o projeto de Deus.  E em relação ao trabalho não é diferente.  Aplicar suas lições em nossas vidas, com certeza é uma garantia de que não somente estaremos vivendo de acordo com nosso Senhor, como também de que todo nosso trabalho e esforço alcançarão seus objetivos e trarão a recompensa devida. 
Vejamos de modo bem prático tais recomendações:
a) Encare seu trabalho como algo que pode ser uma bênção para você, sua família e para todos os que o cercam, se exercido sob os ditames da lei divina.
b) Tenha como meta e padrão o estar ocupado trabalhando e nunca faça do ócio e da preguiça seu estilo de vida (veja o conselho de Pv 6:6).
c) Reavalie e reconsidere suas motivações ao trabalho, suas metodologias, sua organização de trabalho e seus objetivos (veja o alerta de Is 55:2).
d) Não despreze o trabalho secular como algo que não é da preocupação evangélica.  Lembre-se de que todo nosso trabalho tem que ser encarado como algo feito para o próprio Senhor (é o que diz Ef 6:7).
e) E principalmente, espere no Senhor – e somente nele – a recompensa honrada pelo seu esforço (traga sempre na lembrança a poesia do Sl 127:1-2).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

UM DESEJO NO CORAÇÃO DE DEUS

O último encontro formal de Jesus com seus discípulos se deu poucas horas antes de ele ser traído e preso.  O encontro aconteceu num amplo cenáculo mobiliado onde todos comeram juntos a refeição pascoal e Jesus, a partir dos elementos ali presentes, estabeleceu novos significados a serem recordados.
Lucas registra que logo no início Jesus teria confessado aos seus discípulos: Desejei ansiosamente comer com vocês antes de sofrer (Lc 22:15).  Aquela celebração de Ceia era enfim a concretização de um desejo profundo que nascera no coração de Deus e agora se realizava no seu Filho.  Era parte do plano eterno divino que se tornava história.
Mas em que consistia este desejo no coração de Deus?  As próprias palavras de Jesus nos apresentam pelo menos três respostas.  Primeiro: a refeição em comum de Jesus com seus discípulos era a celebração da inauguração do Reino de Deus.  O Senhor preparou o Reino desde a fundação dos tempos e agora estava abrindo as portas para a entrada dos seus (Mt. 25:34).
Segundo: Jesus estava preste a entregar o seu próprio corpo em resgate da humanidade.  Era a prova definitiva do amor de Deus pelas suas criaturas e os discípulos deveriam a partir daí relembrar este ato de doação amorosa (Rm 5:8).
Terceiro: aquele momento solene marcava o estabelecimento da uma nova aliança entre Deus e os homens.  A primeira cumprira o seu papel histórico e uma nova estava se iniciando a partir do sangue do Cordeiro eterno.  Fazia-se imperioso celebrar este novo pacto (Hb 12:22-24).
Ainda hoje a igreja de Cristo celebra junto a refeição em comum continuando a vivência dos primeiros apóstolos.  Sempre que o fizermos, devemos fazê-lo na dimensão do desejo do coração de Deus.  Pois para isto somos chamados.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

ALGUMAS MELODIAS

Ainda esta semana, antes de dar o horário de desligar o computador, aproveitei para ouvir algumas peças de música clássica (ou erudita – estas definições técnicas deixo para os experts, o que eu não sou!).  Escolhi a princípio de forma aleatória alguns títulos e me deixei levar pela melodia.  Aos poucos me vi direcionado a apreciar árias entre outras peças.
Como disse, não sou especialista em música. Então apenas quero compartilhar algumas impressões sobre o que estava ouvindo – e acrescento aqui algumas informações colhidas na própria internet sobre as peças.  Mas, em todo o caso, se ainda assim você achar que são chatos tais detalhes, esqueça-os e aceite apenas minha sugestão: pare também um pouco e apenas ouça, sem qualquer tese pré-concebida e veja o que a música pode fazer com seu espírito e com suas ideias.
E por que árias?  Aos ouvidos de um leigo como o meu, elas me parecem melodias mais simples, sem perder a capacidade de tocar a alma (eita redundância gostosa!).  Veja estas obras que listei. 
Começo com o Arioso do inigualável J.S. Bach.  O título, que significa "como uma ária", foi dado mais tarde para a peça composta originalmente para solo de cello e que servia como introdução instrumental a "Paixão Segundo São Mateus".  É uma música suave e gostosa de ouvir.  Realmente uma boa introdução.
Ainda de Bach, gosto muito da Ária na 4ª corda.   Tocada ao violino, dizem os especialistas que é um desafio ao instrumentista, mas para mim: simplesmente sublime e mais parece uma oração instrumental.
Outra ária sublime é a Meditação para Taïs do francês Jules Massenet.  É a peça que na ópera homônima executa-se no intervalo do segundo ato.  Não conheço a ópera toda, mas a ária é fenomenal.  Seus agudos e suaves (chamam de pianíssimos) parecem querer sussurrar em nossos tímpanos um convite a uma terapia da alma e desintoxicação dos ouvidos.  Dizer que beira à perfeição não seria exagero.
Mais duas peças de Bach: o Prelúdio nº 1 em dó maior – que ficou famoso pela releitura como Ave Maria de Gounod – e a Suíte nº 1 para viola que parece brincar com as notas enquanto é tocada.
Não posso me esquecer da Bachiana nº 5, uma indispensável citação do brasileiro Heitor Villa-Lobos, que é um solo vocal magnífico.
Outras obras: o Concerto para violino nº 3 em sol de Mozart – mais alegre; a Primavera, das quatro estações de Vivaldi – vibrante; o Concerto para violino em mi menor de Tchaikovsky – exige um ouvido mais técnico; ou o Mendelssohn – suave e gostoso, e também a Sonata nº 6 de Paganini – para se ouvir sem compromisso.  E por aí vai...
Está bom, por hora.  Já é uma boa relação de obras.  Fica a sugestão, como disse lá em cima: ouça e perceba o que a música pode fazer com seu espírito e com suas ideias.

Em tempo: a redação primeiramente terminaria no parágrafo anterior, mas como não sou músico na acepção plena da palavra (já disse lá em cima!), resolvi mostrá-la ao Emerson Melo, que não só é um verdadeiro irmão de fé como também um músico de primeira (esse sim, profissional da Orquestra Sinfônica de Sergipe), e lhe pedi sugestões, para não publicar besteiras.  Ele, de bom grado, leu e sugeriu trocar o título e então aí está, já com novo título.  Obrigado, meu irmão, e boa música.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ANDA NA MINHA PRESENÇA

Não costumo pautar o que trago à reflexão pelo que leio nos blogs ou pela última “bomba” da mídia, acontece que o tema da ética está tão misturado com a vivência cristã e com o que Deus espera de cada um de nós que resolvi trazer, à luz da Bíblia, algo sobre o assunto.
Sabemos que o termo ética não está nas páginas sagradas, embora o conceito esteja! E será a partir de uma instrução divina ao patriarca Abraão que pautarei esta reflexão.
O texto diz que o Senhor apareceu novamente a Abraão quando ele tinha 99 anos, refez as promessas e a aliança, mudou-lhe o nome e estabeleceu critérios: “Ande comigo e seja correto” (tradução livre a partir de Gn 17:1).  Observo logo que esta ordem está em perfeita conformidade com a instrução paulina que diz: “vede diligentemente como andai” (Ef 5:15 na versão mais tradicional).
É claro que andar em ambos os textos tem a ver não com a sequência de troca de passos ao caminhar e nem responde ao cumprimento corriqueiro de como tenho andado.  Ele responde ao modo de viver e a conduta exigida do cristão no seu dia a dia.  E é esta resposta que vou buscar a partir das próprias indicações apostólicas, em três versos:
1.  Ef 5:2 – vivam em amor.  Tudo começa com o amor que é o vínculo da perfeição (ligo a Cl 3:14).  A minha conduta cristã tem que ser pautada no amor pois se tenho tal padrão de comportamento estou me assemelhando ao próprio Deus.
2.  Cl 4:5 – sejam sábios no procedimento.  A sabedoria de Deus deve nortear meu modo de proceder, com inteligência, perspicácia e prudência.  E se esta me faltar, devo buscá-la no próprio Deus (a indicação é de Tg 1:5).
3.  Gl 5:16 – vivam pelo Espírito.  A última indicação que citarei é o coroamento do nosso modo de agir.  A minha maneira de ser e de viver tem que ser exatamente moldada pela maneira de ser e viver do Espírito Santo de que habita em mim (ainda Paulo em 1Co 3:16).
Para finalizar quero lembrar Enoque.  Não há muitos detalhes sobre sua vida, mas nada poderia ser acrescentado sobre o que é dito: “Enoque andou com Deus 300 anos...  e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado” (Gn 5:22-23).  Que andemos assim.

(Publicado originalmente no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 21/08/2009 e aqui reproduzido com pequenas adaptações)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Cinco conselhos bíblicos sobre a INSTRUÇÃO DOS FILHOS

Há em toda a Bíblia um claro interesse na família, e mais especificamente em como mães e pais devem tratar e cuidar de seus filhos; da mesma forma com os filhos devem se portar e viver na relação com seus pais.  Com base nesta certeza, vejamos algumas lições que precisam ser aplicadas em nossa vida.
a) Por se tratar de um relacionamento, nem sempre fácil, simples e harmonioso, seja qualquer o seu papel neste elo, estabeleça como critério para sua vida – como pai ou como filho – o amor como o vinculo perfeito (Paulo diz assim em Cl 3:14).
b) Como mãe ou pai, assuma o seu papel de garantir com carinho e amor a instrução, formação e exemplo adequado que seu filho deverá seguir (tenha a coragem de dizer como Paulo em 1Co 11:1).
c) Não ignore ou releve os deslizes de seus filhos.  Quando necessário, corrija-os e discipline pois esta é sua obrigação diante de Deus (veja que o próprio Deus nos serve de modelo em Hb 12:7).
d) Aos filhos cabe o compromisso cristão e o dever de obediência e submissão aos pais, acatando suas instruções e disciplinas sem desanimar (e lembre-se que isso é agradável ao Senhor como enfatizou Paulo em Cl 3:20).
e) Honre ao seu pai e a sua mãe.  Para isso não há idade (lei repetida em Dt 5:16).  Além do mais, cuide da velhice deles (veja a Pv 23:22).  E a todo tempo, considere-os na posição de respeito que o Senhor os colocou.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

DEUS É AMOR!

Em 1Jo 4:8 eu leio que Deus é Amor!  Esta é uma verdade essencial sobre o nosso Deus: Ele ama por ser o próprio Amor!  Independente de qualquer outro atributo ou compreensão, o ser de Deus é o ser do Amor. 
Assim, posso associar outras características divinas ao amor: Jeremias fala de um amor eterno (Jr 31:3); João cita que ninguém tem amor tão imenso (Jo 15:13) e que este amor levou Jesus até o fim (Jo 13:1); Pedro lembra que o amor encobre pecados (1Pe 4:8) e Paulo ressalta que foi pelo seu amor que Deus entregou Jesus para nossa salvação (Rm 5:8).
E é este amor incondicional de Deus que hoje trago à reflexão para por ele glorificar o Pai.  Veja como este amor se apresenta a cada um de nós: Em primeiro lugar é o próprio Deus quem toma a iniciativa de me amar.  João diz que nós o amamos porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4:19). 
O Senhor não espera que eu seja bom ou merecedor de qualquer atenção ou cuidado para me devotar o seu amor – ele me ama inicialmente.  Diferentemente do amor humano; o amor divino não é reativo ou está colocado como uma resposta a uma provocação.  Pelo contrário, é ele quem provoca a reação.
A narração que encontro na profecia de Ezequiel (16:1-14) amplia mais a compreensão do amor de Deus.  Olhando para Jerusalém, o profeta chama a atenção para que Deus foi quem achou, salvou e a adornou.  A compreensão é simples: o amor de Deus não procura valor, mas atribui valor àqueles que ama. 
Mais uma vez comparando como amor humano, Deus me ama não porque sou desta ou daquela maneira, ou por fazer isto ou aquilo.  O amor divino é que me faz ser o que sou e me capacita.  Não há exigência prévia, mas derramamento incondicional.
Diante de tão expressivo amor.  Celebro agora a certeza que tal amor me foi concedido pelo Pai, e por isso posso ser chamado filho de Deus (1Jo 3:1).  Para a glória dele. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cinco conselhos bíblicos sobre a SABEDORIA

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.  Este deve ser o modelo e a regra de nossa vida e conduta cristã.  Em cada dia e a cada nova circunstância devemos estabelecer este padrão de prudência, sabedoria e bom senso como nosso verdadeiro estilo de vida.  Algumas observações práticas podem ser apresentadas.
a) Comece centrando sua vida no temor do Senhor.  Não há como começar uma vida sábia diante de Deus sem buscá-lo com temor e reverência.
b) Coloque a busca pelo discernimento e bom senso como alvo em sua vida.  Lembre-se da instrução de Tiago sobre pedir a Deus a sabedoria pois ele a dá liberalmente (leia em Tg 1:5).  Busque no Senhor o conhecimento e a sabedoria, mesmo que em temas aparentemente "não espirituais".
c) O próprio Salomão instrui a tomar conselhos de quem é mais sábio (atente para Pv 13:10).  Não é vergonha reconhecer que sempre pode haver alguém com mais maturidade e conhecimento em determinados assuntos e questões.  Aconselhe-se e cresça no conhecimento.
d) Nunca pense que já sabe o suficiente ou que não é capaz de adquirir mais sabedoria.  Sempre é possível continuar conhecendo (lembre-se da exortação do profeta Oséias em relação ao Senhor mas que pode ser aplicado aqui – Os 6:3).
e) Invista do seu tempo e de todos os seus recursos em estudar, conhecer, adquirir bom senso e sabedoria pois será por meio dela que os seus dias serão multiplicados e o tempo da sua vida se prolongará (dito em Pv 9:11).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

UM ENCONTRO NO JARDIM

Depois dos relatos iniciais da criação nos dois primeiros capítulos da Bíblia, o capítulo três se abre mudando o enredo com a narrativa sombria da sedição e queda do primeiro casal.  É a gênese de todas as coisas.
Mas, antes de continuar a descrição do horror do pecado e suas conseqüências desastrosas para o gênero humano, um verso se destaca, quase que saltando página afora: é Gn 3:8.  Nas  suas poucas palavras há uma enormidade de riquezas histórico-espirituais que revelam detalhes da relação Criador/criatura no Éden e de como esta nova situação comprometeu tal relação.
Nas versões mais tradicionais em língua portuguesa nós lemos que na viração do dia a voz do Senhor foi ouvida no paraíso.  Confesso que a expressão hebraica colocada aqui desafia a destreza dos bons tradutores – mas não é esta a questão aqui.  Vamos a texto.
Enquanto ecoa a voz do Senhor em meio ao suave soprar do vento do fim-de-tarde (e imagino eu isso emoldurado em um por de sol exuberante: estamos no paraíso!), o jardim se inunda de graça e beleza santas.  Ali transpira um ar de familiaridade no texto, não sei se pela voz em si, pelo lugar ou pelo momento específicos do encontro.  Com facilidade também me vejo transportado para lá.  Convenço-me que é simplesmente gostoso estar ali, e percebo ainda que o próprio Deus se satisfaz também.  É por isso que ele se revela, faz-se presente, fala e compartilha.
Aquele encontro é mais que mera companhia ocasional, é um caminhar juntos não pela obrigação do destino, mas pelo fluido gozo de estar junto enquanto trocam passos.  É mais que uma reunião com agenda e liturgia, é um bate-papo despretensioso de quem encontra um amigo leal e bota os assuntos em dia.  É amizade e amor gratuitos e jamais uma negociação ou troca de favores compromissados.
Penso que era algo assim que Jesus tinha em mente quando propôs a experiência do quarto fechado em Mt 6:6.
Isto tudo era antes.  Agora há o pecado.  Deus permaneceu fiel e veio ao encontro.  Ele tinha interesse naquilo, porque encontro bom é quando todos se satisfazem – e aquele era realmente o melhor.  Mas o casal não estava mais lá.  O pecado maculou a alma e eles se sentiram sujos, com vergonha, impróprios, inadequados.  E se esconderam...
A voz do Senhor soou como de costume, mas desta vez a resposta foi apenas seu próprio eco.  Lembro que o profeta Isaias compreendeu o significado daquela situação: o problema não é Deus.  Sou eu e minha mania de pecar (confira Is 59:1-2).
E Deus perguntou:
— Cadê vocês?  Que tipo de besteira foi que vocês fizeram?
O que era para ser um encontro no jardim das delícias, quebrou-se e os cacos da antiga comunhão agora me torturam.  Aqui é o apóstolo Paulo que observa que o grande trunfo do amor de Deus é ele o ter demonstrado no momento de minha maior fraqueza (leia em Rm 5:8).
E é no encontro com o Senhor que tudo se refaz.  Há resgate e restauração.  Mesmo que o pecado imponha desdobramentos inevitáveis, mas pela graça do descendente da mulher sou convidado a ainda desfrutar da companhia sagrada.
Ora, culto é essencialmente encontro.  E a Bíblia está recheada deles.  Mesmo vivendo nesta vida, com o suor no rosto do ganha-pão, pisando em espinhos e gestando com dores; mas posso desfrutar da companhia na jornada e da conversa sincera.  No encontro do culto, mesmo hoje, a voz ainda reverbera:  note que eu estou com você (lá em Mt 28:20).
Venha também para este encontro no jardim.

(Texto publicado originalmente na Revista Cristão em Foco na edição de nov-dez/2012)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ESPERANDO SANSÃO

Um dos juízes do AT cuja história é mais conhecida é Sansão.  Seus feitos se tornaram de certo modo até lendários entre o povo de Israel.  O que muitos não se lembram é que a vida dele foi resultado de uma ação sobrenatural de Deus quando o povo encontrava-se sob aflição.  O Senhor foi ao encontro da mulher de um certo Manoá e lhe fez uma promessa (Jz 13).
Deste encontro do anjo do Senhor com aquela mulher e da promessa feita podemos ainda hoje extrair lições que nos ajudem a responder a questão: o que fazer quando Deus nos promete bênçãos?  Vejamos o que fez aquele casal.
O texto diz que logo que soube da promessa, Manoá orou ao Senhor e pediu ajuda: volte para nos instruir (v. 8).  Quando somos alvo das promessas de Deus e pela fé sabemos que o nosso Senhor irá nos abençoar; a primeira coisa a fazer é buscá-lo em oração (consultá-lo) para saber o que fazer com a benção (cf. At 22:10).
A segunda lição vem da atitude da mulher de Manoá: quando o anjo voltou com a resposta da oração ela foi correndo contar ao marido (v. 10).  A benção de Deus em nossas vidas – ou simplesmente a resposta de nossas orações e uma promessa de bênção – deve nos fazer anunciar com convicção às pessoas com as quais convivemos aquilo que o Senhor está fazendo (cf. Mt 28:6-8).
E depois de tudo confirmado a atitude do casal deve servir como último modelo: Manoá pegou a oferta e ofereceu ao Senhor sobre uma rocha (v. 19).  Que mais podemos fazer diante das maravilhas que o nosso Deus tem reservado para nós.  Sempre oferecer um louvor e manifestações de ações de graças (cf. Sl 116:12-14).
O nosso Senhor vem ao nosso encontro quando mais precisamos dele e nos concede promessas e bênçãos.  Que possamos aprender com Manoá e sua mulher como agir em tais momentos para a glória maior de Deus.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

SAUDADES…

Lia o livro de Salmos, e cheguei ao 42.  O autor do salmo estava cativo.  Talvez tivesse sido levado escravo em alguma invasão dos arameus.  Sente saudades da sua terra.  Fala do Jordão, o Hermon e o Mizar, talvez um pico do Hermon.  Lembra-se do templo.  Canta sua dor.
Mas tem saudades de Deus.  Do templo.  Do culto.  De ir com a multidão à casa de Deus (v. 4).  A saudade é tão grande que ele chora tanto que as lágrimas são o seu alimento (v. 3).  Para nós, cristãos, esta figura perdeu sua força.  Deus não está confinado a um templo ou a um lugar.  Mas naquele contexto da revelação estava.  Ele está longe do solo sagrado.  No cristianismo não há terra santa, pois Deus não habita numa terra, mas nas pessoas.  Para o salmista havia a terra de Deus.  Tinha saudades dela.
Diz-se que a palavra “saudade” só existe na língua portuguesa.  Grande coisa.  “Borogodó” também.  Ter saudades não é privilégio de falantes da língua de Camões.  Em outras línguas, o conceito é expresso por outras palavras.  Não há a palavra, mas há o sentimento.
Temos saudades do que nos é valioso.  Não temos saudades de uma doença.  Nem de uma provação esmagadora.  Mas, o que nos é valioso? Do que temos saudades? Os hebreus, no deserto, tinham saudades do Egito: “Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos” (Nm 11.5).  Não era de graça.  Pagavam caro pelas cebolas e alhos: chicotadas nas costas.  Mas seu coração estava no Egito, então romantizavam o passado, esquecendo-se de como fora ruim.  Há cristão com saudades do mundo.  Queixa-se das provações que enfrenta na peregrinação por esta vida, esquecido que antes era pior.  Ou se não era, o destino seria pior.  Escravo não tem futuro.
Saudades de Deus! Que bonito! Para quem ama a Deus, o melhor lugar do mundo é a igreja.  O melhor momento da vida é o culto.  Não ir à igreja ou perder um culto traz um vazio! Garret chamou a saudade de “gosto amargo de infelizes”.  É frustrante: podemos estar em qualquer lugar, mas se nosso coração é do Senhor, ficar longe de sua igreja, do seu povo, do culto, é gosto amargo e infeliz.
Saudades de Deus! Diz o hino 484, do Cantor Cristão: “Da linda pátria estou mui longe/Triste eu estou/Eu tenho de Jesus saudades/Quando será que vou?”.  Muitos cristãos se apaixonaram pelo mundo e não têm saudades de Jesus e da linda pátria.  Não são mais peregrinos.  Naturalizaram-se cidadãos do Mundo.  Não cantam mais o Céu.  O coração não está lá.  Não se tem saudade do que não se ama.
Você tem saudades de Deus? Lembra-se dos bons momentos do passado e sente falta deles? Estando longe, tem saudades da igreja? Ou tem saudades do mundo, quando está na igreja? Saudades da casa de Deus ou do Egito?
Tenha saudades das boas experiências com Deus.  Queira-as de volta.  Busque-as.

No último dia 1º o Senhor recolheu para si o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – um dos grandes de nossa geração.  Como distinção ao seu legado, publico aqui este artigo de sua autoria publicado originalmente na pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá em 14/07/2013 e recolhido no sítio http://www.isaltino.com.br/2013/07/saudades

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O AMIGO – considerações sobre Sérgio Lopes

Ainda respirando os ares das celebrações do centenário de nossa Igreja (dê uma olhada aí no blog que você vai encontrar um bocado de coisas que já escrevi sobre estes 100 anos).  Como comecei dizendo: ainda respirando os ares do centenário de nossa Igreja que aconteceu no último dia 19 de setembro, quero aproveitar este espaço para traçar algumas linhas sobre a noite que antecedeu o grande dia da celebração. 
Na quarta-feira (dia 18/09) a nossa igreja abriu suas portas para uma noite muito especial.  O templo estava completamente lotado – inclusive na quadra anexa – para aquela que seria a abertura oficial da Série de Conferências alusivas à festividade centenária.
Para a ocasião convidamos o cantor Sérgio Lopes.  Não vou julgar a intenção de ninguém, talvez alguns ali até pensaram em show ou coisa parecida, mas para nós seria um culto de gratidão – como o foi.
Aqui começam as considerações sobre o Sérgio – dá licença, não estou sendo desrespeitoso em chamá-lo apenas assim!
Ah, sim! O título: O AMIGO é uma referência a uma de suas belíssimas músicas (redundância?), mas também um pouco de liberdade em descrevê-lo.
Voltemos à noite.  Antes de subir no altar, tive a oportunidade de desfrutar de alguns minutos com o Sérgio na ante-sala do santuário.  Mais que um artista em seu camarim, ou um poeta aguardando o instante de expor sua obra aos fãs; mais que reconhecer fisionomias ou rebuscar migalhas de lembranças em comum; naqueles poucos minutos oramos juntos e pude reconhecer mais um vez ali um servo de Deus: alguém a quem o Senhor concedeu a graça de fazer música com simplicidade, mas também com profundidade e arte, e está fazendo para a glória do Altíssimo.
O que aconteceu então? Sérgio Lopes foi à frente do povo, anunciou a Palavra e cantou uma dezena de entre as mais de duas centenas das músicas que ele tem em seu repertório.  E devo admitir, não é tarefa fácil destacar uma, elas são excepcionais, no sentido lato da expressão.
A poesia das canções (e com esta consideração tenho bem consciência que estou sendo repetitivo e pouco original, mas não tenho como fugir dela), suas melodias familiares e a capacidade de guiar nossa alma aos lugares sagrados honrou ao Cristo, Senhor da igreja, e nos conduziu em adoração.  Realmente, foi uma noite exuberante!
E para terminar, permita-me uma pequena indiscrição.  Depois daqueles momentos em que a música nos levou à presença de Deus, fomos jantar.  O salão estava caprichosamente decorado, a comida deliciosa, mas o melhor foi sentar numa mesa reservada (não vou me esquecer que o Fábio, seu produtor, estava conosco) e entender que mesmo que a distância geográfica entre nós não nos permita desenvolver maiores laços de amizade, mas em Cristo somos mais que isso, somos irmãos, filhos do mesmo Pai e herdeiros da mesma graça.
Sérgio Lopes, que o Senhor continue te abençoando.

(Aquela foto lá em cima eu tirei com o celular para registrar Sérgio Lopes cantando no templo da PIBA na noite de 18/09/2013)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COMPLETAMENTE APAIXONADO PELA IGREJA

Este ano de 2013 a nossa Igreja completa 100 anos.  A Primeira Igreja Batista de Aracaju (PIBA) foi organizada em setembro de 1913 por irmãos vindos de Penedo no Estado de Alagoas e hoje ela se reconhece como uma Igreja firme, forte, e dinâmica no seu centenário.
Aproveitando o ensejo das comemorações, na noite do domingo de carnaval, eu me declarei para os irmãos que estavam ali acampados conosco: Eu sou completamente apaixonado pela igreja!
Preciso confessar que, mesmo depois de trinta anos pregando, naquela noite foi difícil disfarçar uma ponta de ansiedade e nervosismo.  Nunca é fácil abrir o coração e expressar a paixão, principalmente quando a declaração deve ser feita diante da amada.
Orei bastante pedindo coragem e acho que me saí bem.  Agora, mas uma vez, tomado da mesma coragem, quero compartilhar a mesma declaração de amor que fiz em fevereiro e também igualmente apontar as bases da minha paixão: sou tomado de uma profunda e completa paixão pela igreja, e sabe por quê? (se quiser conferir Mt 16:18 vai ver que está por ali o meu alicerce).
Sou apaixonado pela igreja porque ela foi criada pelo próprio Cristo.  Como não ter paixão por algo que meu amado forjou? Sei que ao longo da história algumas páginas da igreja não nos enchem de orgulho e ela se desenrola através de ações e decisões humanas.  Mas nada pode mudar a realidade de que igreja é alguma coisa que foi idealizada e tem seu fundamento no Senhor Jesus Cristo.
Também tenho paixão pela igreja porque ela é constituída de ovelhas do rebanho divino.  Se Cristo os amou tanto que chegou a morrer por elas, posso eu não os amar? Na atividade pastoral às vezes queremos tomar posse do rebanho e nos esquecemos que foi o Cordeiro de Deus quem deu seu sangue para resgatá-los.
Amo de paixão a igreja porque é no meio dela que experimento as mais significativas experiências de fé.  Há como não ser tomado de paixão pelo grupo no maio do qual o sagrado acontece? Sei que Deus pode se revelar como quiser, inclusive na individualidade do quarto fechado, mas me parece claro que o Senhor tem uma predileção toda especial em se manifestar no meio do seu povo, a igreja.
E mais ainda, a paixão pela igreja aflora em mim de maneira indomável porque ela é do Senhor Jesus.  Como não nutrir paixão por um povo que foi adquirido por Cristo? Até reconheço que alguns líderes venham a agir como se quisessem usurpar a posse da igreja, é vexatório.  Contudo, volto a dizer: a igreja é do Senhor Jesus, e eu a amo de paixão!
Ora, porque sou completamente apaixonado pela igreja, como um organismo vivo ligado a Cristo de maneira sobrenatural e universal, então posso demonstrar tal paixão de forma histórica e palpável a minha igreja local: sendo infinitamente apaixonado pela igreja, amo concretamente a PIBA – venha amar comigo a igreja de Cristo.

(A imagem lá em cima não é nova.  Ela me estampa pregando no antigo púlpito da PIBA num domingo pela manhã há alguns anos)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

1913-2013

Em 1913 Aracaju era uma jovem cidade. Com pouco mais de meio século de fundação, Aracaju, com suas ruas em xadrez, era uma cidade planejada que se abria com perspectivas de futuro. 
Naquelas primeiras décadas do século XX, a cidade via acontecer o seu primeiro boom de desenvolvimento comercial e industrial. Ela então deixava de ser apenas uma utopia de sonhadores para assumir sua vocação de capital de todos os sergipanos.
Foi também lá em 1913 que alguns irmãos e irmãs, vindo das Alagoas, atravessaram o Rio São Francisco e, chegando às margens do Rio Sergipe, fundaram aqui uma Igreja Batista - a primeira em solo de Sergipe del Rey: a Primeira Igreja Batista de Aracaju - a nossa PIBA.
No princípio, o grupo foi pequeno e talvez aquela dezena de crentes não tenha se feito notar entre as pouco mais de 35 mil pessoas que viviam em Aracaju à época. Mas é verdade que aqueles pioneiros fizeram história, estabeleceram-se e fincaram suas marcas nesta terra.  E se hoje a PIBA é centenária, devemos a eles.
Agora estamos em 2013. E me vejo levado a pensar nas palavras bíblicas que leio em Pv 22:28 - "não mude de lugar os antigos marcos que foram colocados por seus antepassados". Até posso entender que a direção do provérbio possa ser outra, mas me sinto à vontade em Cristo para atualizar as palavras sagradas.
Aqueles homens e mulheres de 1913, bem como os de 1923, 1933... deixaram para nós referências, mesmo que elas hoje nos pareçam longínquas, mas são marcas que não podemos relegar à bruma do esquecimento. 
Assim, quando já nos dispomos a olhar o que seguirá 2013, 2023, 2033... Que os marcos antigos estejam bem fincados - somos o que somos pela graça e riqueza de nossa herança - e que assumamos o desafio profético de Isaías: "alargue o lugar de sua tenda... estique suas cordas e firme suas estacas" (Is 54:2).
Glória ao Senhor da Igreja por 1913 e por 2013.

(Lá em cima, uma imagem da Ponte do Imperador, tradicional marco da cidade de Aracaju, num registro do século passado)