Os
olhos são a candeia do corpo (Mt. 6:22).
Com esta afirmação Jesus introduz um novo enfoque no projeto de
Discipulado Radical: os olhos. E como
início de abordagem sobre este tema já posso afirmar que, para o Mestre, os
olhos – aqui talvez mais num sentido físico mesmo mas com implicações
espirituais – são mais que simples reflexos da alma; são janelas que podem
arejar ou aprisionar a alma.
Como
janelas, os olhos demonstram claramente de que modo eu vejo! Meus olhos podem ver com maldade – enxergando
maldosamente a todos os que me rodeiam (acompanhe a descrição medonha em Rm
1:28-32 e a advertência de Pv 3:29).
Também podem ver com cobiça – desejando o que não deve me pertencer (2Pe
2:17-19 aborda esta perspectiva). Ou
ainda podem ver com julgamento – me tornando um crítico do meu semelhante (o
alerta pode ser visto em Rm 14:4). É com
esta visão que meus olhos tornam-se grades que prendem a alma – trevas
tremendas! (Mt 6:23).
De
outro lado, os meus olhos podem ver diferentemente. Meus olhos podem ver com bondade – oferecendo
um voto de confiança àqueles que me rodeiam (Rm 12:10 é um desafio). Também podem ver com doação – oferecendo-me
ao próximo (o mandamento de Jesus pode ser lido em Jo 15:17). Ou ainda podem ver com compaixão – acolhendo
com carinho e cuidado (leia ainda 1Pe 1:22).
Assim meus olhos se tornam janelas abertas para a alma que trazem renovo
e luz.
A
candeia que são os meus olhos deve ser instrumento para o discipulado
radical. Que eles possam arejar e
irradiar luz e vida para dentro e para fora da minha alma. Para glória do Senhor.






