sexta-feira, 16 de setembro de 2022

HELWYS – DEUS E O REI

 

Estava revendo aqui alguns escritos e me deparei com uma citação de Thomas Helwys (1550-1616), um advogado inglês que consideramos como um dos fundadores do que hoje chamamos de Igreja Batista.

 

... men’s religion to God is between God and themselves. The king shall not answer for it. Neither may the king be judge between God and man. Let them be heretics, Turks [that is, Muslims], Jews, or whatsoever, it appertains not to the earthly power to punish them in the least measure.

 

... a religião do homem está entre Deus e ele.  O rei não tem que responder por ela e nem pode o rei ser juiz entre Deus e o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus, ou outros mais, não cabe ao poder terreno puni-los de maneira nenhuma.

 

Essas palavras escritas no livro "A short Declaration of the mystery of iniquity" (publicado em 1612) expressam o posicionamento de Helwys contra a Igreja estatal na Inglaterra e o consequente poder do rei sobre a fé de seus súditos.

Na época esse era um problema sério a ser enfrentado e o texto sobre o Mistério da Iniquidade foi um dos primeiros a advogar: (1) liberdade religiosa; (2) liberdade de consciência e (3) separação Igreja/Estado – princípios que depois seriam adotados como fundamentais pelos batistas mundo afora.

 

Realmente minha pesquisa inicial – a que me levou a citação de Helwys – tinha como mote a relação atual da Igreja na Inglaterra com a mudança na coroa britânica depois de sete décadas.  Ora, o mundo agora é outro, as mentalidades e demandas são diferentes, mas tradição inglesa ...

 

E uma coisa leva a outra.

 

Então comecei a tentar dialogar com Helwys, trazendo-o do seu século XVII inglês para nosso Brasil do século XXI.

Citei inicialmente a ele que, sob sua inspiração inicial, nós batistas “compramos essa briga” e conseguimos incutir o conceito que hoje pertence ao mundo civilizado.

Eu me vi expondo a ele que depois de tanto tempo e tanta luta para fincar a bandeira da separação Igreja/Estado como causa pétrea das democracias modernas (inclusive o Brasil) ainda há tanta escaramuça.

 

Acho que ele ficou abismado quando lhe falei a que ponto chegamos!

 

Mas ele, como advogado, me trouxe a argumentação a partir de sua convicção. 

A fé de um homem é questão exclusiva dele e ninguem, nem o Estado, nem o Congresso, nem o presidente, nem fundamentalismo de direita ou esquerda cristã, nem patrulha ideológica podem determinar o que eu devo crer ou confessar.

Que haja heréticos, blasfemos, apóstatas entre os cidadãos.  Mas que ninguem seja julgado pela fé – nem pela minha fé.  Pois a nenhum poder dessa terra foi dado o direito de julgar a doutrina e o culto alheio.

 

Foi assim que Helwys observou que ele encaminhou uma cópia de sua obra sobre o Mistério da Iniquidade ao Rei James I – com dedicatória e tudo – mas, mesmo assim, acabou preso por suas convicções.

É sempre assim: “o profeta nunca ceia na mesa do rei!

 

Para então finalmente trazer a memória o que pode dar esperança.  E nas palavras do Mestre Jesus:

 

Se o Filho libertar vocês, só assim vocês vão experimentar liberdade verdadeira.
(Jo 8:36)

 

Na imagem lá em cima,
o frontispício da obra
A short Declaration of the mystery of iniquity de 1612.
Fonte: wikipedia.org

terça-feira, 13 de setembro de 2022

POR AMOR DO SEU NOME

 

No final do Século VI a.C., a ascensão do Império Babilônico derrubou o Reino de Judá e dominou toda a região.  Cinco anos depois da primeira leva, Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, iniciou seu ministério profético com uma bela visão da Glória de Javé nas margens do rio Quebar onde estava exilado.   

E o que impulsionou o profeta-sacerdote Ezequiel a cumprir fielmente a missão que lhe foi imposta foi uma firme convicção de possuir a Palavra de Deus viva e eficaz em sua boca. 

A cidade haverá de cair – esta foi a ênfase da mensagem do profeta até que sua profecia finalmente se cumpriu em 587 a.C.   

Depois da queda, porém, ele ainda retomou a ênfase e voltou a falar da ruína de Jerusalém, só que então a tonalidade foi outra: o mesmo Deus que pode destruir é o mesmo Deus que sempre está pronto para reconstruir, e assim se faria com Jerusalém.   

Finalmente a Glória de Javé voltou ao Templo, e em sua conclusão apocalíptica do livro Ezequiel continuou trazendo uma mensagem e um desafio bem vivos. 

Nem as adversidades do exílio, nem a aparente incompatibilidade das funções sacerdotais e proféticas, nem o descrédito do povo, nada conseguiu afastar o homem Ezequiel de seu alvo, seu objetivo.   

Este é o principal desafio que ele lança a nós, cristãos do século XXI.  Devemos ter em mente sempre a ideia de que o Deus que em seu zelo traz punição é principalmente movido para restaurar seu povo, e o faz por amor de seu nome

 

sábado, 10 de setembro de 2022

OS 144 MIL

Para entender os 144 mil selados do Apocalipse (citados nos capítulos 7 e 14) é interessante antes dar atenção ao número em si.

A indicação do número doze aponta para eleição e mil, multidão. Daí: 12 x 12 x 1000 = 144.000.  A multidão da multidão dos eleitos.

Sobre quem seriam eles.  Inicialmente os versos de Ap 7:3-4 já apontam para os 144 mil como os selados para serem servos de Deus.  E depois do detalhamento da lista, no verso 9, lemos que a multidão é composta de "uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro".

Sei que tem muita teoria sugerida por aí sobre essa relação dos versos 5 a 8.  Em geral eu não comento interpretações (principalmente quando elas não se baseiam numa Teologia Bíblica muito sadia).  Mas, considerando que estamos lendo Apocalipse, entendo que uma boa e coerente exegese me leva a entender a lista como sendo apenas um simbolismo espiritual que representa todo o Israel de Deus.

Assim, numa leitura mais ampla do texto, temos aqui uma marcação no Apocalipse daqueles que Deus tem separado e selado para ele mesmo: os que foram comprados pelo Cordeiro.  Isso será sempre nossa garantia.  E por isso os 144 mil selados participam do coro celestial em adoração (Ap 14:3).

 

Aproveitando: duas sugestões para ajudar nessa compreensão –
Um texto aqui do Escrevinhando link
Um vídeo do YouTube link

 


Leia também o livro TU ÉSDIGNO – Uma leitura de Apocalipse.  Texto comovente, onde eu coloco meu coração e vida à serviço do Reino de Deus. Você vai se apaixonar por este belíssimo texto, onde a fidelidade a Palavra de Deus é uma marca registrada.

 

Disponível na:
AD Santos Editora

 

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

ESCRITO NA PAREDE

No início de sua regência, o rei Belsazar (neto do grande Nabucodonosor II), resolveu dar uma festa, provavelmente para demonstrar maior glória e poder que seu antecessor, e para isso mandou buscar os utensílios que seu avô havia trazido do templo em Jerusalém, na deportação dos judeus, para neles servir o vinho (a história está narrada em Dn 5).

Enquanto a festa rolava, o inusitado aconteceu: o rei viu uma mão que escrevia umas palavras estranhas na parede!

 

‒ Que coisa será essa aí!?

 

Consultados os sábios da corte, nenhum deles foi capaz de decifrar aquele enigma.

Então, por curiosidade, aí vai o que estava escrito em aramaico, segundo o relato:

 

 

Mene (palavra duplicada no original) – com a grafia aramaica מנא (no grego da LXX: ΜΑΝΗ; e no latim da Vulgata: MANE).  Esse termo provavelmente deriva da palavra מָנֶה – uma porção ou dose; medida de peso ou monetária – geralmente em torno de 50 shekels

 

Tequel – com a grafia aramaica תקל (no grego da LXX: ΘΕΚΕΛ; e no latim da Vulgata: THECEL).  O significado exato do termo provém da expressão שקל – pesar em balança, equilibrar.

 

Parsim – com a grafia aramaica ופרסין (no grego da LXX: ΦΑΡΕΣ; e no latim da Vulgata: PHARES).  Aqui o verbo פרס (precedido da conjunção ו) que significa partir, quebrar, dividir em dois.

 

Voltando ao episódio bíblico.

O problema, contudo, dos sábios não foi linguístico.  Então essas explicações daí só servem para curiosidade mesmo.

O problema foi espiritual.  Ali estava exposta uma sentença divina e somente Daniel seria capaz de decifrar – e isso porque a ele tinha sido dada uma aptidão sobrenatural (relembre Dn 1:17).

Então o profeta do Senhor foi trazido à presença do rei e se prontificou em apresentar a compreensão espiritual daquelas palavras.  E elas eram duras:

 

‒ Ó rei Belsazar, Deus já avaliou o teu reinado e determinou o fim dele.  Porque fostes achado em falta, perderás já teu reino para teus inimigos (Dn 5:26-28).

 

E o texto bíblico conclui a narrativa do capítulo afirmando que naquela mesma noite o rei dos babilônios foi morto e o rei Dario, o medo, apoderou-se de seu reino.

 

A verdade bíblica é séria.  Deus não se deixa escarnecer (Gl 6:7).  Quando qualquer um zomba do que é sagrado, trazendo para um profano palácio aquilo que deveria estar no santuário, o próprio Senhor da história escreve sua sentença na parede.

 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

O RICO, O CAMELO E A AGULHA

 

Estou pensando em escrever um ensaio sobre como Jesus lidou com as questões de pobreza e riqueza em seu ministério terreno, e como a igreja que o seguiu também tratou do tema.

Ainda estou na fase de pesquisa.  Comecei com o episódio do encontro de Jesus com o jovem rico (passagem bem conhecida e que foi registrada nos Sinóticos em Mt 19; Mc 10 e Lc 18).

Sei que este é um tema por demais complexo e por isso estou me detendo um pouco nessa fase da pesquisa para fundamentar algumas conclusões.  Então, como o trabalho parece que ainda vai demorar, vou compartilhar aqui alguns apontamentos iniciais (também na esperança de que comentários e contribuições me ajudem nessa empreitada).

Aqui, em destaque, a citação do fraseado sobre a dificuldade de um rico alcançar o Reino de Deus, registrado assim por Lucas (18:25):

 

É mais fácil um camelo entrar no furo de uma agulha
que um rico entrar no Reino de Deus!

 

Vamos lá.  Primeiro algumas análises de vocabulário da passagem, depois impressões iniciais do texto (vou evitar, por enquanto, citações de interpretações que tentam dar uma “ajeitada” na exegese!).

 

Antes, o contexto:

Jesus foi procurado por um personagem (não há citação do nome), indiretamente reconhecido como sendo jovem e rico, e que desejava saber o que fazer – como conquistar – para ter direito ao Reino.  Diante da proposta do Mestre e da recusa do interessado em seguir as instruções, Jesus citou a máxima que agora estudamos.

 

ANÁLISE DE VOCABULÁRIO –

 

Camelo (no grego κάμηλος e no hebraico גמל) – animal de montaria, típico do oriente médio (não há distinção nos termos para camelo e dromedário). 
No NT Grego há seis citações do animal – todas nos sinóticos.
No AT Hebraico ocorre mais de 60 vezes, sendo a primeira em Gn 12:16.

 

Furo (no grego τρύπημα – variante τρῆμαe no hebraico נקב) – literalmente, um furo ou buraco.  A forma como era referida inclusive o orifício na agulha onde se passava a linha para costura. 
No NT Grego a palavra só é citada nesta passagem.
No grego moderno é usada tanto no sentido médico-cirúrgico de perfuração, como num sentido geral.  Por exemplo: no furo que se faz para a aplicação de piercings.

 

Agulha (no grego βέλος, βελόνη e no hebraico מחט) – no léxico indica dardo, seta ou flexa.  Daí, por extensão, qualquer objeto com ponta afiada.
Aqui em Lucas é a única citação do termo nessa forma no NT Grego (em Ef 6:16 há um termo derivado que traduzimos como dardos).
Os sinóticos Mateus e Marcos usam outra palavra grega na mesma narração – ῥαφίς (do verbo ῥάπτω – costurar).
Os gregos modernos se referem com essa palavra ao peixe-espada.

 

Quanto ao verbo entrar (εἰσέρχομαι – aqui no infinitivo aoristo ativo), o adjetivo rico (πλούσιος) e a expressão Reino de Deus (βασιλεία τοῦ Θεοῦ), creio que não há muitas questões.

 

IMPRESSÕES INICIAIS –

 

O Mestre Jesus sempre foi brilhante em sua forma de falar, ensinar e inculcar suas lições.  Aqui eu consigo compreender claramente o uso do recurso de linguagem que chamamos de hipérbole – o exagero.

No uso desse recurso, Jesus, bem como seus ouvintes, deveria conhecer o Talmude Babilônico que citava a expressão: “como um elefante no fundo de uma agulha” para exemplificar algo implicitamente impossível.  Então ele deve ter adaptado o aforismo para se referir ao camelo, o maior animal do cotidiano daquele povo.

Assim, Jesus indicou a completa incoerência entre o enorme camelo e o pequeno furo onde passa a linha para a costura.  Da mesma maneira é completamente incoerente esperar que um rico possa conquistar o Reino de Deus. 

Chega a ser loucura pensar nisso!

Mas o Reino de Deus que Jesus veio instaurar seria um Reino de incoerências e impossibilidades, pois Deus – o Rei – é quem faz acontecer o impossível (minha base está na citação a seguir em Lc 18:27).

 

(Na imagem lá em cima,
uma gravura ilustrando a diferença entre camelo árabe e o camelo bactriano,
publicada originalmente no livro The New Student's Reference Work
de C.B. Beach em 1914
– fonte: wikipedia.org)

 

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

O HOMO RELIGIOSUS

 

Deixe-me tentar compreender melhor como o humano se faz homo religiosus diante do mundo.  Ao dominar a autoconsciência, o ser humano se vê diante do cosmo que mais lhe parece o caos.  Desta percepção brotará o primeiro estímulo do que virá a ser a sua essência religiosa. 

(...)

Defrontando-se com a realidade imensa da existência que por si só não faz sentido, nem lhe aponta saídas, o ser humano se sente pequeno, fraco e incapaz de transformar o deserto num jardim, o caos num cosmo, a dúvida e a incerteza na confiança e promessa, o ser humano se faz religioso.  Em outras palavras, a sua inconteste e inevitável descoberta de si mesmo e do mundo que o cerca transforma este ser de animal apenas em um homo religiosus: ser humano significa necessariamente ser religioso.  A vida não pode ser somente isto.  É assim que a admiração se transforma em espírito religioso: o maior-que-eu/além-de-mim eu não tenho nem controlo, mas eu tenho a crença.  A poetiza brasileira Clarice Lispector exclamava: "Obstinada, eu rezo.  Eu não tenho o poder.  Tenho a prece".

Desta forma o ser humano se constitui enquanto ente em busca do outro que possa lhe dar sentido e completude diante de um cosmo que não lhe transmite a sensação de contiguidade. (...) Culto e adoração para o ser humano então é a garantia de respostas a suas indagações últimas e a certeza de que não será tragado pela existência caótica.  Na religiosidade busca-se colocar ordem no caos, apoiando-se nos deuses e crenças para que estes lhes sejam favoráveis. 

(...)

Outra observação teórica que posso fazer aqui é a partir das colocações do filósofo romeno Mircea Eliade.  No seu texto sobre O Sagrado e o Profano Eliade usou a expressão homo religiosus para descrever o ser humano, ou seja, um ser determinado acima de tudo pela sua religião e seu senso de adoração.  Na introdução do texto o próprio Eliade observou: "o sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história".  E mais adiante, tratando mais claramente sobre como o ser humano encara a existência: "seja qual for o contexto histórico em que se encontre, o homo religiosus crê sempre que existe uma realidade absoluta, o sagrado".  O sagrado determina o ser humano, dando-lhe contornos dos quais ele não tem como escapar.  Estes contornos moldam o ser tanto na sua autocompreensão como nas suas tomadas de decisão.  Ou seja, esta visão faz do ser humano alguém que na sua existência está condicionado pelo transcendente. 

(Extraído do livro DE ADÃO ATÉ HOJE – um estudo do Culto Cristão)

 

 


O livro DE ADÃOATÉ HOJE – um estudo do Culto Cristão traz um estudo teológico sobre o Culto Cristo e está disponível no:

Clube de autores
amazon.com

 

Conheça também outros livros meus:
TU ÉS DIGNO – Uma leitura de Apocalipse
PARÁBOLA DAS COISAS

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O EVANGELHO DE LUCAS

 



Os três primeiros evangelhos que encontramos no Novo Testamento procuram apresentar a figura histórica de Jesus Cristo partir de um mesmo ponto de vista, por isso nós o chamamos de sinóticos. 

Mas mesmo olhando de um mesmo ângulo, cada um dos evangelhos procura destacar um aspecto da vida e ministério de Cristo.

Lucas é um deles.  Embora tenha realmente muitos pontos em comum com Mateus e Marcos, mas ele é um evangelista próprio. 

Numa primeira olhada no texto é fácil detectar diferenças significativas.  Dos três, Lucas é o mais minucioso e baseia seu Evangelho nas narrativas.  Ele demonstra entender que Deus se revelou na história e será contando-a que Lucas nos apresentará Jesus, o filho de Deus.

Por outro lado, também se deve destacar nesta introdução que Lucas é alegre e inclusivo.  Ele sempre registra cânticos (veja por exemplo os cantos de Maria e Zacarias no primeiro capítulo ou a citação da alegria dos setenta ao regressarem da missão no capítulo nove). 

O Evangelho também se ocupa com os que são social, moral ou religiosamente excluídos (ele observa que Jesus tomou para si as palavras da profecia: compare Is 61:1-2 com Lc 4:18-19).

Quanto ao autor, ele mesmo não se apresenta – apenas dedica seu trabalho ao excelentíssimo Teófilo (veja Lc 1:3).  Por tradição, atribui-se a Lucas, o médico amado, companheiro de Paulo a autoria do texto (vá a citação de Cl 4:14). 

Lucas não foi testemunha ocular do Jesus histórico e ele próprio reconhece isso, mas a partir de um meticuloso trabalho de pesquisa e documentação de tais testemunhas compôs seu Evangelho, deixando-nos um relato fiel para que tenhamos plena certeza das verdades ali narradas (leia Lc 1:4).

(A partir da introdução da lição 01 da revista “Lucas” – Editora Sabre)