QUER CRESCER?
Reflexão
baseada na narrativa de Daniel capítulo primeiro.
1. Mude
2. Ouse
3. Avalie
4. Confie em
Deus
QUER CRESCER?
Reflexão
baseada na narrativa de Daniel capítulo primeiro.
1. Mude
2. Ouse
3. Avalie
4. Confie em
Deus
Continuando
a lista de filmes que influenciaram na minha formação como homem (ainda: ser
humano diga melhor!), apresento mais alguns aqui.
Se quiser
rever a primeira lista, aqui é o link.
Continuo
recomendando cada um deles:
🎞️ A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO
🎥
Título Original em inglês: The
Last Temptation of Christ. EUA,
1988. Dirigido por Martin Scorsese. Baseado
no romance homônimo do grego Níkos Kazantzákis, publicado em 1951.
⌨️ O
enredo do filme retrata uma suposta vida de Jesus Cristo e a sua luta contra
várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e
luxúria.
✍️ Embora
o filme traga um aviso explícito de se tratar de obra de ficção, sem base
bíblica, o filme causou frisson e revolta em vários cristãos mundo afora. Talvez tenha sido isso que me atraiu para
assistir. Detalhe: o diálogo (imaginado)
do Jesus do filme com Paulo é primoroso.
E posso afirmar que não abalou em nada a minha fé nem a minha Teologia,
pelo contrário, trouxe-me bons argumentos humanos para enriquecê-las.
🎞️ A LISTA SCHINDLER
🎥
Original
em inglês: Schindler's List. Filme
norte-americano de 1993, dirigido por Steven Spielberg. Embora o personagem principal, Oskar Schindler, seja
real e histórico, o enredo é baseado num romance do australiano Thomas Keneally.
⌨️ O
filme começa em 1939 com os alemães iniciando a relocação dos judeus poloneses
para o Gueto de Cracóvia, pouco depois do início da II Guerra Mundial. Enquanto isso, o empresário da Morávia Oskar
Schindler, planeja fazer fortuna através de contratos com os nazistas. Mas, o que começa como empreendimento
capitalista, converte-se num plano de salvamento de judeus.
✍️ Obra
fundamental para a compreensão do nazismo e seu rastro de destruição. É bastante interessante acompanhar o
humanismo e seu processo de formação na mente e alma de Schindler, em contraste
com a deformação do Reich alemão.
🎞️ A PAIXÃO DE CRISTO
🎥
Título
Original: The Passion of the Christ.
EUA (2004). Produzido e dirigido
por Mel Gibson. Falado em hebraico,
aramaico e latim.
⌨️ O
filme cobre principalmente as últimas doze horas antes da morte de Jesus
Cristo, conhecida como "a Paixão", iniciando-se com a agonia no
Getsêmani, seguindo com a traição de Judas Iscariotes, a flagelação, o
sofrimento de Maria e tendo a crucificação e morte de Jesus como ponto
alto. No final, uma breve descrição de
sua ressurreição.
✍️ Começando
pelos diálogos nas línguas originais, a obra se mostra bem fiel em retratar o
ambiente em Jerusalém naquela última semana na vida de Jesus. Eu o trouxe para mostrar lá no Sol Nascente,
quando era pastor ali, e serviu de ponto de partida para uma rica e profunda discursão
sobre o que evento significou para minha vida, fé e Teologia. Penso que todo estudante que leve a sério sua
jornada teológica deveria se incluir nesse debate.
🎞️ 10.000 AC
🎥
Título
Original: 10,000 BC. Nova Zelândia / EUA (2008),
dirigido por Roland Emmerich, com Steven Strait e
Camilla Belle
⌨️ Numa
era pré-histórica, um caçador lidera um grupo através de um imenso deserto para
encontrar o esconderijo de outra tribo, cujo líder raptou a mulher que ele ama.
✍️ Filme
recente, entre os melhores que já assisti. Valeu como uma aula de linguística, antropologia
e da construção da humanidade enquanto ser histórico e comunitário. Além de uma excelente demonstração de
formação de liderança. O plot twist
final é meio clichê, mas o motivo romântico perdoa.
🎞️ TEMPOS DE PAZ
🎥
Filme brasileiro
de 2009, dirigido por Daniel Filho, com roteiro de Bosco Brasil baseado em sua
peça teatral "Novas Diretrizes em Tempos de Paz".
⌨️ O
enredo simples acontece em 1945 com o fim da segunda guerra quando um ator
polonês chega ao Brasil e precisa convencer o agente da alfândega a deixá-lo
ficar. E lança um desafio de fazer
chorar o duro agente. E se conseguisse,
ganharia salvo conduto. O filme é
basicamente o diálogo entre eles.
✍️ Já
citei esse filme num texto que me propus a descrever o que é arte (leia no link). Além
das exuberantes atuações dos artistas Tony Ramos e Dan Stulbach, o argumento
demonstra o poder que as palavras são capazes de exercer sobre a mente e a vida
humana.
Na
minha formação como homem (talvez: ser humano diga melhor!) e como estudante de
Teologia, alguns filmes me marcaram. Veja
aí uma lista com alguns deles, entre os antigos e os mais recentes – apresentada
na sequência por ano de produção.
Recomendo
cada um deles:
🎞️ AMADEUS
🎥
Filme
americano de 1984, dirigido por Milos Forman.
⌨️ A
obra é uma interpretação livre da vida do compositor Wolfgang Amadeus Mozart e
suas desavenças e ciúmes com o também compositor Antonio Salieri.
✍️ Valeu
pela imersão na obra genial de Mozart e como ela nos fala a alma. Sobre o Réquiem do Mozart, clímax do filme, eu
até já escrevi (leia no link).
🎞️ INIMIGO MEU
🎥
Título
Original: Enemy Mine. EUA, 1985. Dirigido por Wolfgang Petersen e baseado numa
novela de Barry B. Longyear.
⌨️ Filme
de ficção científica que narra a história de um soldado da Terra e de um alienígena
Jeriba que, inimigos em uma guerra espacial, depois de perdidos ambos em um planeta
inóspito, terminam por se tornarem profundamente amigos, dando lugar a
consequências imprevisíveis.
✍️ De
saída: para os fãs de Spielberg, talvez seu ritmo lento pareça monótono – e não
sei se foi assim de propósito – mas penso que isso até ajude. Entre as idas e vindas do enredo, o diálogo sobre
Mickey Mouse é um dos melhores para se refletir sobre os conceitos de religião
e como construímos nosso relacionamento com o sagrado.
🎞️ A MISSÃO
🎥
Título Original: The
Mission. Filme britânico de 1986, dirigido por Roland Joffé.
⌨️ Com
Robert de Niro no papel de Rodrigo Mendoza, ele é um mercador de escravos espanhol,
que mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama. Porém, o remorso o leva a juntar-se aos jesuítas,
nas florestas brasileiras. Lá, ele fará
de tudo para defender os índios que antes escravizara.
✍️ No
começo de minha formação teológica, esse filme ajudou a demolir alguns
conceitos ingênuos de meu cristianismo (e a associação que fiz depois com a
vida de Bartolomeu de las Casas – já falei sobre ele, leia no link – só fez fortalecer as bases de minha fé). A cena final com o violino é sublime.
🎞️ EU SEI QUE VOU TE AMAR
🎥
Filme
brasileiro de 1986 escrito e dirigido por Arnaldo Jabor. Com Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.
⌨️ Um
casal separado volta a se encontrar.
Sozinhos, eles decidem realizar um jogo da verdade sobre tudo o que já
lhes aconteceu ao longo da vida.
✍️ Para
quem trabalha com psicanálise, ou coisas do ramo, talvez o filme proponha uma
excelente discussão. Para mim, lembro
que uma frase me marcou – e aqui cito de memória – porque atiçou minha mente
teológica: — Deve haver uma palavra que, uma vez dita, mude o mundo! Então minha associação com o Logos que se fez carne foi inevitável.
🎞️ A FESTA DE BABETE
🎥
Original: Babettes
Gœstebud. Dinamarca (1987), dirigido
por Gabriel Axel, e com roteiro baseado em um conto de Karen Blixen.
⌨️ A
história se passa em 1871, num vilarejo nos confins da Dinamarca e tem seu ponto
alto quando Babette – uma cozinheira parisiense refugiada naquele lugar fugindo
da repressão da Comuna de Paris – oferece sua arte para celebrar o centenário
do pastor local aos fiéis rabugentos.
✍️ Usei
esse filme num texto sobre arte (leia no link). Sobre sua influência: lembro-me de sentir o
peso devastador do puritanismo religioso na vida das pessoas (o fundamentalismo
provoca o mesmo efeito!), e como Deus pode se manifestar e trazer vida em abundância
e com leveza e qualidade através da arte.
Também a cena da refeição comum me trouxe pontes teológicas interessantíssimas
com a ceia pascoal celebrada por Jesus e repetida pela Igreja.
Vou continuar essa lista:
→ FILMES
QUE ME MARCARAM – 2ª parte – link
MAGNIFICAT – Um cântico
feminino pelos 90 anos de minha mãe.
Reflexão baseada
no Cântico de Maria em Lc 1.46-55.
Por que Maria
magnificou ao Altíssimo?
* Porque ela
conhecia o Todo-Poderoso e sabia da sua atuação graciosa
* Porque Deus
gosta de nos colocar no meio da sua manifestação da história
* Porque diante da
ação divina, nada me resta a fazer a não ser exaltá-lo.
#Magnificat
#CânticodeMaria
#Reflexãobíblica
#adoração
#mensagem
Falando à minha Igreja local sobre a História dos Batistas e como ela se liga à Igreja Primitiva eu rascunhei rapidamente um gráfico histórico tentando alinhar o movimento cristão primitivo e como ele foi tomando rumos, foi se partindo, até chegar no nosso grupo especifico.
O desenho saiu mais ou menos assim:
Com a explicação:
→ Partindo de Cristo – autor e consumador de nossa fé (Hb
12.2)
→ Igrejas apostólicas – desde o início as diversas tradições
apostólicas compartilham tradições comuns (sim, no plural)
→ Concílio de Niceia – no ano 325 líderes cristãos concordaram num
Credo unificado. Apesar de divergências
de termos, o Credo dos Apóstolos, na sua base, serviu afirmação do que é
essencial na fé cristã
→ Grande Cisma – em 1051 cristãos do Ocidente e do Oriente se
desentenderam e desencadearam a maior divisão que separou o cristianismo dos
dois lados
→ Reforma Protestante – no final da Idade Média, a Igreja do
Ocidente dividiu-se entre os Católicos alinhados com a Igreja Romana e os
grupos protestantes (a data de outubro de 1517 ficou reconhecida como marco da
Reforma)
→ Do grupo dos reformados e protestantes, entre os seguidores da
Igreja Anglicana (inglesa) surgiu um grupo de separatistas que entenderam que a
reforma da Igreja deveria ser mais profunda
→ Foi entre tais separatistas que as primeiras Igrejas nos moldes batistas
surgiram
Eu sei que o desenho é bem resumido, mas como está pronto, decidi
mostrar aqui.
Aproveitando. Aí vai uma
lista do que já publiquei aqui no Escrevinhando sobre o tema.
Pode enriquecer a pesquisa sobre história da igreja:
# 100 nomes que todo evangélico brasileiro precisa conhecer – link (1ª parte) / link
(2ª parte)
# Para além de atos dos apóstolos – link
# Plínio e o Cristianismo Primitivo – link
# Como o Ocidente se tornou cristão – link
# 0 destino dos apóstolos – link
# Situando o Apocalipse – O final do 1º século cristão – link
# Mapa dos teólogos cristãos – link
# Noções de História da Teologia – link
# Os Reformadores e o Culto – O Culto Anglicano – link
# Os Reformadores e o Culto – Os Anabatistas – link
# Cronologia da época da Reforma – link
# Helwys – Deus e o Rei – link
# Separação Igreja x Estado – um pouco de história – link
# Identidade Batista em tempos de mudança – link
# Igrejas Protestantes no Brasil – uma cronologia até o século XIX
– link
Como
um flashback o evangelista Marcos conta o que aconteceu com João, o Batista. A prisão de João já havia sido citada em Mc 1.14,
então, a partir de Mc 6.14 Marcos dá voz às lembranças de Herodes para narrar o
que aconteceu com o precursor de Jesus.
Herodes
mandou prender João, mas por receio da multidão e por ter ficado pessoalmente impressionado
com a sua pregação ele evitou executá-lo.
O que
aconteceu, porém, é que a pedido da filha de Herodias, a amante do rei, Herodes
ordenou a sua decapitação. A cena,
embora seja cruel (narrada em Mc 6.21-28), merece alguma citação quanto à
atitude de Herodes em relação a João.
Vejamos por dois ângulos.
Se, do
ponto de vista do próprio Herodes, ele assumiu uma atitude ambígua em relação
ao batista, pois tanto o respeitou e reconheceu ser ele um homem justo e santo
não ordenando a sua morte imediata, mesmo o mantendo preso (confira em Mc
6:17-20); mas também deu mais valor à sua imagem pública diante dos convidados
na festa de aniversário que a vida de um ser humano (e em Mc 6:26-27).
Por
outro lado, vemos a atitude dos discípulos de João que, tendo ouvido o que
ocorrera com ele, prontamente vieram, levaram o seu corpo e lhe deram uma
sepultura digna, honrando sua memória (observe em Mc 6:29).
E quanto
a nós, que reação a cena da morte do batista produz em nós?
A última grande questão humana a ser respondida sob a luz da
crença monoteísta é sobre o destino do ser humano – a questão da finalidade da
existência humana. Tendo determinado a
essência do seu ser e qual a função que tem a desempenhar nesta existência,
falta-lhe determinar qual o destino que espera o ser humano. A princípio podemos constatar que uma teoria
que ignore uma possibilidade de resposta à questão do destino humano, tende
naturalmente a se tornar uma teoria niilista na sua essência. Se não há destino a ser buscado a existência
torna-se vã – nula. Ora, tal nulidade
acaba por enfraquecer qualquer resposta que tenha sido dada às questões anteriores. Se o homem não tem para onde ir e tudo acaba
aqui então todo o seu esforço para dar significado a sua existência está fadado
a fracassar num abismo vazio.
Otimista ou pessimista, todos os mitos contados pelas culturas
antigas incluíam em suas narrativas a certeza de que haveria vida e destino
para o ser humano depois desta vida agora.
Os egípcios construíram suas pirâmides aguardando a passagem dos seus
faraós para vida futura. Os orientais
japoneses ainda hoje reverenciam os seus ancestrais fazendo com que os vivos se
saibam parte deste destino comum. Entre
os gregos, Caronte é o barqueiro que tem a responsabilidade de levar os homens
para o reino de Hades. Igualmente os
mitos babilônicos conclui a Epopeia de Gilgamexe com a expressão:
"este é o destino da humanidade".
As palavras bíblicas parecem concordar com toda esta certeza de ter a
vida humana uma finalidade e um destino: "... sabendo que o vosso trabalho
não é vão no Senhor" (1Co 15:58).
Um detalhe, entretanto, não pode escapar à nossa
observação. Em todas as narrativas o
destino da humanidade está profundamente ligado aos seus deuses. Para onde o ser humano vai, como e por que
são questões que estão na competência de seus deuses decidirem. Além de ter a certeza de que a existência humana
não se encerra nesta vida e, por isto mesmo, tem sua destinação apontada para o
além; ao atrelar seu destino aos deuses a humanidade cerceia a própria
liberdade de escolha. Se por um lado a
certeza de que se esperamos somente nesta vida somos os "mais miseráveis
entre todos os homens" (1Co 15:19); por outro é o próprio Deus quem nos
destinou para sermos "conforme a imagem de seu Filho" (Rm 8:29).
Mas, enquanto aguarda a vida além, o ser humano continua
vivendo nesta vida e traçando planos cuja realização não extrapolam a vida
presente. Numa analogia com a linguagem
freudiana: enquanto a espera pela vida futura seria a supremacia do princípio
do prazer – quando todos os males do presente serão superados e o paraíso enfim
será estabelecido – os imperativos da vida presente representaria um triunfo do
princípio da realidade – quando a incapacidade de realizar por conta própria o
futuro faz o homem se ocupar na construção do tempo presente.
Com este quadro, a crença politeísta poderia ser uma hipótese
de solução satisfatória. Se tenho na
minha relação de sagrado a presença de dois ou mais deuses, então posso
atribuir a cada um deles em separado as incumbências de resolver os problemas
do aqui e do além. Mas a crença no
politeísmo não contribui para a integração do ser, logo, tendo o ser desintegrado
pela crença em vários deuses, sem identificação existencial e funcionalidade
objetiva, como pode esta crença compor para que a integridade do ser seja
estabelecida no que concerne à sua destinação?
Então resta-nos a opção da crença monoteísta, e certamente a
formulação doutrinal cristã da esperança escatológica é mais consistente
englobando no seu bojo todos os elementos de destinação e realização aqui e no
além. Nesta perspectiva, a análise que
Gustavo Gutiérrez faz da escatologia cristã deva ser a resposta mais
significativa para a questão: Qual o meu destino?
Não basta por isto reconhecer
que a escatologia se dá no futuro e no presente. Isto, com efeito, pode afirmar-se ficando no
nível de realidades "espirituais", futuras e atuais. Dir-se-á então, com uma expressão que nos
pode levar a engano, que a escatologia desvaloriza a vida presente; mas se por
"vida presente" se entende só "vida espiritual presente",
não estamos diante da correta compreensão da escatologia. Sua atualidade é uma realidade
intra-histórica. O conflito graça-pecado,
a vinda do reino, à espera da parusia são também, necessária e inevitavelmente,
realidades históricas, temporais, terrenas, sociais, materiais.
(...)
As promessas escatológicas
vão-se cumprindo ao longo da história, mas isto não quer dizer que se identifiquem
pura e simplesmente com realidades sociais determinadas; sua obra libertadora
vai além do previsto e desemboca em novas e insuspeitadas possibilidades. O encontro pleno com o Senhor porá fim à
história, e este já se dá na história.
Conheça
também outros livros:
TU ÉS DIGNO – Uma leitura de Apocalipse
DE ADÃO ATÉ HOJE – Um estudo do Culto Cristão
PARÁBOLA DAS COISAS