Em
linhas gerais a resposta é bem simples e direta: sobre Jesus Cristo, sendo 100% humano e 100%
divino, não há como falar em maior ou menor virtude. No homem de Nazaré está encarnado toda a
divindade, então ELE personifica o absoluto de toda e qualquer virtude. ELE é a referência das virtudes.
Mas
como esse é um tema fundamental de nossa fé – a divindade e a humanidade do filho
de Maria – vou destrinchar um pouco.
Começando
pelo Credo Cristão declarado no Século IV.
No texto aprovado pela Igreja é dito explicitamente:
Cremos em um só Senhor: Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado
do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de
Deus verdadeiro; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as
coisas foram feitas; que, por nós e por nossa salvação, desceu dos céus, e se
encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria, e se fez homem.
Veja os destaques nas línguas originais:
→ Em Português – consubstancial
com o Pai
→ Em Grego – ομοούσιον τώ Πατρί
→ Em Latim – consubstantialem Patri
→ Em Português – desceu dos
céus, e se encarnou
→ Em Grego – κατελθόντα εκ τών ουρανών καί σαρκωθέντα
→ Em Latim – descendit de cælis et incarnatus est
Ou
seja, o legado que os Pais da Igreja nos deixou foi a crença e a convicção
absoluta de que Jesus Cristo (e somente ELE) possuiu de igual modo as duas
naturezas: humana e divina. E isso é
fundamental para nossa Teologia.
Aproveitando. Deixe-me citar versículos bíblicos sobre o
tema:
& João
1.1 –
No princípio [só] havia a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era
Deus.
& João
1.14 –
E a Palavra se fez carne e armou sua tenda entre nós, e a glória dele nos
chamou a atenção – glória como de um unigênito do Pai, completo de graça e
verdade.
& Colossenses
2.9 –
Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade...
& Hebreus
1.3 –
[0 Filho] é a expressão exata da substância de Deus.
& 1 João
4.2 –
... todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus.





