terça-feira, 18 de junho de 2019

MINHAS REDES, MINHAS REGRAS


É fácil me achar por aí nas redes sociais. Não as escondo e até gosto de deixar disponível para qualquer contato necessário. Mensagens rápidas de texto, imagens, e-mail etc. São as incumbências dos tempos, ainda mais quando a distância nos impedem o encontro. Mas que fique claro: minhas redes, minhas regras – e só as submeto a Cristo, que é Senhor de tudo.

1. Minha prioridade é viver, não estar on-line. Sempre que posso, visualizo e respondo – é um compromisso. Quando não posso, não tem neura: fico off-line e continuo vivendo numa boa. E quando eu posto é porque creio que tenho algo para dizer.

2. Não leio textão (e isso vale para vídeos enormes). Se quiser apresentar um argumento e tratar dele comigo, seja objetivo na postagem e me chame para uma conversa sincera. Eu gosto da conversa.

3. Não compartilho correntes, campanhas, nem a última novidade ou descoberta. E quando a postagem que chega me pede para compartilhar, eu a descarto. Acredito que se é importante, haverá contato pessoal.

4. Figurinhas bonitinhas, gifs charmosos e tocantes e infinitos bom-dias são prontamente ignorados. Não insista. Agora, aquela foto inusitada – ou o por-do-sol – que você pessoalmente registrou são bem-vindas.

5. Política, filosofia, economia, futebol, psicologia, questões de gênero ou raça e afins são sérias demais para serem resumidas em postagens. E nem tente me doutrinar, nem destile seus preconceitos. Sobre questões assim, podemos trocar ideias – pessoalmente.

6. A vida pessoal dos famosos não me interessa, nem mesmo gospel. Em vez de me mostrar seu último lanche, me chame para compartilhar um com você. Em vez da self com biquinho, me procure para um abraço.

7. Teorias de conspirações é coisa que, em geral, não acredito, nem levo a sério. Para falar a verdade, minha primeira atitude é desacreditar, para depois, havendo comprovação razoável, eu eventualmente pensar no assunto.

8. Entendo a diferença entre o contato privado e os grupos. O que você me mandar no privado só será compartilhado com sua autorização, fique tranquilo. Já os grupos são, por definição, públicos. E parabéns e felicitações cabem melhor no privado.

9. Se tem algo que eu não possa lhe dizer pessoalmente por vergonha ou medo, eu jamais lhe direi nas redes sociais. E espero que você faça isso também. E prefiro olhar nos olhos e dizer o que é importante – sempre há mais riqueza e sinceridade assim.

10. Eu me dou a liberdade de interpretar emojis, emoticons e textos com abreviaturas como eu bem quiser. Tanto os que posto quanto os que recebo. Então, se for diferente de sua intenção e compreensão, tente outra técnica.

11. Bom senso e coerência são atitudes que eu valorizo muito. Tanto na vida ao vivo, quanto nas redes. Também ignoro e relevo erros de gramática ou outros equívocos de digitação. Mas tudo tem limite.

12. Acredite: eu tenho Bíblia – até várias edições. Então não transcreva textos bíblicos. Eu posso ler lá. Caso queira compartilhar alguma lição espiritual, apenas faça a citação do ‘endereço bíblico’. E se quiser tirar dúvidas, não se acanhe em postar e perguntar. Eu reconheço que não tenho resposta para tudo – isso só Jesus –, mas tenho o maior prazer e satisfação em pesquisar, responder e compartilhar o aprendizado.

EM TEMPO: Não substitua sua devocional bíblica diária por uma leitura de rede social.

SDG – 1Co 10:31

sexta-feira, 14 de junho de 2019

O CULTO PRESCRITO POR DAVI


Então disse Davi a toda a assembleia:
“Louvem o SENHOR, o seu Deus”.
E todos eles louvaram o SENHOR,
o Deus dos seus antepassados,
inclinando-se e prostrando-se
diante do Senhor e diante do rei
.
(1Cr 29:20)
O texto destacado aqui se refere a uma celebração dirigida por Davi já nos seus últimos dias quando comemorou as dádivas para a construção do templo e anunciou Salomão como seu sucessor.
O rei sabia que seus dias estavam chegando ao fim e ainda neste momento demonstrou algumas de suas melhores características: como administrador hábil, nomeou Salomão de maneira inquestionável seu sucessor político e comandante-em-chefe das tropas militares; e como adorador fiel convocou o povo para uma celebração e adoração ao Senhor.
Esta cerimônia de louvor e adoração comandada pelo rei Davi se configurou como uma espécie de modelo ou projeto de culto que deveria ser prestado no santuário de Jerusalém a ser construído. Dela é possível apontar alguns destaques.
Em primeiro lugar, embora Davi soubesse que a construção do templo central provocaria uma mudança radical no modelo de adoração ocorrida até então, ele tinha a consciência de haver uma linha de continuidade entre o culto em Jerusalém e a adoração dos antepassados. Tanto no próprio louvor proferido pelo rei como pela resposta do povo há uma referência ao Deus dos pais (veja mais 1Cr 29:10).
Embora muita coisa nova estivesse acontecendo, o culto no templo não deveria ocorrer como um rompimento definitivo com as manifestações de Deus no passado. Na adoração de Davi estava o reconhecimento de que o mesmo Deus que o tinha escolhido e conduzido até aquele momento era o Deus que tinha se revelado ao patriarca Israel.
Isto daria historicidade e legitimidade ao seu culto, e Davi sabia da importância de tais elementos em sua adoração.
Na celebração real também pode ser observado um oferecimento de ofertas. A motivação inicial do culto já incluía as ofertas.
Davi sabia que ofertar a Deus e ao seu templo era suficiente motivo para já celebrar, e ele o faz com mais oferendas e doações. Acompanhados de muito louvor e alegria, foram colocados no altar de Deus mais de três milhares de animais para serem sacrificados em holocausto.
Chama a atenção na narração em língua original que a expressão usada para o oferecimento no culto de Davi – que em nossa língua é traduzida por holocausto – significa um sacrifício queimado totalmente (o verso é 1Cr 29:21). É como se o texto bíblico estivesse enfatizando que o oferecimento de Davi em seu culto era completo e que aquilo que o rei trazia para o Senhor em seu culto deveria ser para o próprio Deus apenas, sem esperar nada em troca.
Ainda precisa ser destacado que todo o culto oferecido pelo rei Davi está revestido de beleza e grandiosidade. Davi era uma artista – o que significava que sua alma era tocada pela beleza poética de forma diferenciada – além de que, como citado, aquela celebração deveria se constituir um modelo de culto para o futuro templo.
Tudo era muito belo, tudo era muito festivo. Aquilo era adoração na sua mais pura forma, com ofertas e cânticos diante de Deus. Se a alma estava prostrada em adoração diante de Deus, o corpo assim se posicionava e todo o culto se revestia da beleza da santidade de Deus – uma antecipação do esplendor do santuário que seria erguido (o próprio Davi no Sl 29:2 conclama a uma adoração assim).
E o texto descreve o desfecho deste culto: naquele dia comeram e beberam com grande alegria na presença do Senhor (1Cr 29:22).


terça-feira, 11 de junho de 2019

O SALTÉRIO E O SEU CONTEXTO LITÚRGICO



Paralelamente ao processo canônico que fez surgir e arranjou os diversos componentes do texto do Saltério, este livro foi o Hinário do Culto judaico de Jerusalém – principalmente no segundo templo. Em todos os momentos o Livro dos Salmos sempre esteve associado ao culto, que lhe serviu de inspiração e momento, e principalmente, além de manual e guia.
Mas não é só o culto formal no Templo que se utilizou dos poemas dos Salmos como forma de sua expressão. Toda a vida de adoração e de fé de judeus e cristãos foi influenciada por este texto. E a igreja cristã, desde o seu início, se utilizou do Saltério como guia de culto e adoração.
Embora estudiosos modernos tenham citado diferentes pontos de partida para os Salmos no contexto litúrgico, muitos parecem concordar com os já clássicos estudos do norueguês Sigmund Mowinckel (escritos em 1962) que afirmava a origem litúrgica do culto e dos salmos em Israel numa Festa da Entronização de Yahweh.
Ora, embora tal festa não esteja descrita ou ordenada explicitamente em parte alguma da tradição do AT, mas a ligação íntima entre os salmos e a liturgia é tida como certa por todos os comentadores.
Ainda o alemão Artur Weiser observa que no Saltério podem ser encontrados numerosos fragmentos da liturgia do culto e alusões a procedimentos cúlticos. E embora essas informações não nos permitam reconstituir nos detalhes a sequência da festa, mas revelam os elementos essenciais da tradição cúltica. O que pode nos indicar que o culto da festa da Aliança deve ser considerado o “contexto vital” (Sitz im Leben) da grande maioria dos salmos e dos seus gêneros literários.
São dos espanhol Luís Alonso Schökel estas palavras com as quais concluo:
Em geral, os salmos não expõem doutrina. Dirigindo-me a Deus, não o faço como mestre. E se ensino algo à assembleia, talvez como dirigente da liturgia, é para que se volte a Deus. Posso, na verdade, refletir em alta voz para proveito dos que me escutam, mas não para instruir a Deus.
... orar a Deus tem sentido e valor. No simples ato de orar, o homem crê fazer algo que vale a pena. Coloca-se num lugar de homem, humilde e nobilíssimo. Humilde, porque tem consciência de ser criatura perante o criador; nobilíssimo, porque se sabe interlocutor do Deus.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Doenças da Alma – ESCOLIOSE


A próxima doença que devo trazer para nosso conhecimento, reflexão e cuidados é a escoliose – ou "coluna torta" numa linguagem menos técnica. Como esse é um mal que, com facilidade, pode ser percebido visivelmente, desde os primeiros médicos gregos e hindus já havia prescrição e proposta de tratamento desta deformação física.
Ainda citando os termos técnicos, segundo a ABRACES, associação que cuida de pacientes com escoliose, ela pode ser definida como uma curvatura da coluna espinhal anormal, maior que 10º no plano coronal, podendo ser acompanhada de rotação das vértebras, apresentando-se como uma coluna em “S” ou em “C”.
Vamos ampliar um pouco nosso conhecimento. Ao citar a escoliose como uma doença que aflige a coluna, entendo ser apropriado também definir a coluna vertebral. Isso ajuda a entender o mal que a doença causa. Em termos gerais, a coluna vertebral é uma haste flexível formada pelas vértebras. Ela possui, entre outras funções, o sustentamento do corpo e a proteção da medula espinhal.
Observando então a vida e postura de muitos cristãos entre nossas igrejas, uma constatação é inevitável: a escoliose da alma é uma doença bastante recorrente. Visivelmente vários cristãos, membros de nossa comunidade de fé, estão com suas colunas espirituais tortas.
Independente das causas que levam a coluna espiritual do cristão a entortar – elas são variadas – o mal da escoliose espiritual pode ser listada em dois tipos de doentes: o primeiro grupo são das crianças e adolescentes na fé que, por problemas congênitos ou de má postura, desenvolvem um crescimento inadequado de suas estruturas ósseas da alma.
Sem uma formação adequada, as crianças na fé não conseguem manter o alinhamento de suas vidas e condutas espirituais e vão sistemicamente se entortando e deixando de apresentar um posicionamento saudável para um cristão.
O outro grupo de doentes, são os que, mesmo já mais maduros na fé, porém a postura cristã continuadamente errada e o sobrepeso que a vida lhes impõe faz com que suas colunas espirituais se deformem a tal ponto que nem sequer mais podem se manter eretos, estáveis e adequadamente sustentados.
Seja qual for o caso, a escoliose da alma provoca assimetria nos ombros e cintura espirituais, levando a que o corpo penda para um lado ou outro, nunca mantendo o equilíbrio sadio; também dificuldade motora, o que implica em perder liberdade e agilidade para seguir e administrar sua vida cristã. Além da óbvia deformação estética!
Prosseguindo o problema, outras complicações podem ser acrescentadas à doença como dores na alma, algumas até intensas; sensação de fadiga, principalmente depois de prolongado período de inércia espiritual; comprometimento da respiração, com a falta do fluir do Espírito; e até danos na medula e sistema nervoso espiritual.
Mas não devemos falar dos males sem lhes citar a cura. A escoliose espiritual caracterizada como má formação – ou deformação – da coluna precisa urgentemente ser corrigida. E a terapia – principalmente preventiva – foi recomendada pelo apóstolo-médico Paulo a Timóteo: Que nada lhe entorte em sua infância e juventude, mas mantenha a postura exemplar na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza (a receita está em 1Tm 4:12 – aqui me dando liberdade a uma leitura própria).
Se porém o problema da escoliose espiritual é cansaço e fadiga da coluna por excesso de peso, sobrecarga, postura ou exposição espiritual inadequada, o remédio é direto e oferecido pelo nosso Médico por excelência: Todos vocês que sofrem com escoliose espiritual, cansados de tanta carga, venham a mim e deixem aqui seu sobrepeso, levem apenas a minha leve e suave mochila (o texto é conhecido e está em Mt 11:28-30).
(Na imagem lá em cima, um detalhe do conhecido “Uomo vitruviano” desenhado por Leonardo da Vinci, provavelmente em 1490, e que atualmente faz parte da coleção da Gallerie dell'Accademia em Veneza / Itália)

terça-feira, 4 de junho de 2019

DUAS CITAÇÕES PATRÍSTICAS SOBRE O CULTO CRISTÃO


Justino Mártir (100-165) –
No capítulo I de sua Apologia (c. 150) Justino apresenta a visão que tinha do culto cristão. Em especial no verso LXVII está descrito o que seria a ordem ou estrutura de uma celebração litúrgica na igreja daquele período:
Aliás, no transcorrer dos dias, nunca deixamos de renovar entre nós estas lembranças. (...) Em nossas oblações, invariavelmente, louvamos o Criador de todas as coisas em nome de Jesus Cristo seu Filho e do Espírito Santo. No dia denominado de dia do sol há uma reunião de todos aqueles que vivem tanto na cidade como no campo. Ali se dá a leitura das Memórias dos apóstolos ou das Escrituras dos profetas até onde o tempo permite. Terminada a leitura o presidente faz uso da palavra para nos admoestar e nos exortar à imitação e prática dessas coisas admiráveis. Logo nos levantamos e oramos juntos. Terminada a oração, do modo como já foi dito, traz-se pão e vinho com água. O presidente dirige a Deus orações e ações de graças, o povo aquiesce com a aclamação: Amém.
Reunimo-nos no dia do sol por ser o primeiro dia da semana, dia em que Deus, afugentando as trevas do caos [matéria], criou o mundo, neste dia também nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, pois crucificaram-no na véspera do dia de Saturno, e no dia posterior ao dia de Saturno, ou seja, no dia do sol, Cristo apareceu aos apóstolos e discípulos, ensinando-lhes estas coisas que, para vossa consideração, vos temos transmitido.
Hipólito de Roma (170-235) –
Citação extraída da Tradição Apostólica (c. 225) de Hipólito que ficou conhecida como a “Liturgia da Igreja Egípcia”:
Por esta razão, nós, em memória da sua morte e da sua ressurreição, oferecemos-te este pão e este cálice, dando graças a ti porque nos fizeste digno de apresentar-nos a ti e de servir como teu sacerdote. E te imploramos te dignes enviar teu Santo Espírito sobre a oblação de tua santa Igreja, concedendo que todos os teus santos que dela participem sejam feitos um para a plenitude do Espírito Santo e a confirmação de sua fé na verdade. Assim possamos louvar-te e glorificar-te por Jesus Cristo teu Filho [servo] através de quem seja glória e honra a ti, ao Pai e ao Filho com o Espírito Santo em tua santa Igreja, hoje e eternamente. Amém.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

JESUS É O MODELO DE FAMÍLIA


O mês de maio é tradicionalmente denominado como o Mês da Família. Então, também é costume, durante este mês de maio, refletir sobre questões relacionadas às nossas famílias, buscando encontrar modelos bíblicos que nos servissem de paradigmas para nossas vidas diárias.
Hoje, neste último dia do mês e crendo ser a igreja compreendida como uma família em Deus, quero partir da instrução paulina para refletir: “sede imitadores de Cristo como filhos amados” (Ef 5:1).
Sendo a igreja uma família, Jesus Cristo é o nosso modelo; e é deste modelo filial que busco ouvir as palavras: depois de ter multiplicado pães e peixes, e enquanto apresentava à multidão a sua missão, Jesus disse explicitamente: “eu desci (…) para fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:38).
O próprio Jesus esteve entre os homens com a intenção exclusiva de cumprir aquilo que lhe foi atribuído pelo Pai que lhe enviou; e nós que queremos seguir o seu modelo devemos conduzir a nossa vida para que ela seja também exclusivamente um cumprimento da vontade do Pai.
Tudo o que somos e queremos deve sucumbir ante a vontade soberana de Deus que deve imperar em nossa vida.
Adiante, na sua Oração Sacerdotal (Jo 17), Jesus foi além quando se apresentou como modelo daquilo que espera que façamos. Ele falou sobre a missão dos discípulos, falou da santidade que se deve ter mas apresentou o objetivo disto tudo: “a fim de que sejam um; e com és tu, ó Pai, em mim e eu em ti” (verso 21).
Jesus rogou ao Pai que fôssemos iguais a ele: assim como há unidade entre Deus-Pai e Deus-Filho, deve haver unidade real entre nós – filhos – e nosso Pai celeste, e também entre nós mesmos. Esta é a vontade de Deus e este é o modelo proposto por Jesus para a igreja – família de Deus.
Tomemos o modelo de Jesus como nosso padrão. Assim seremos uma família segundo a vontade do Pai, para sua glória.


terça-feira, 28 de maio de 2019

PLÍNIO E O CRISTIANISMO PRIMITIVO


Caio Plínio, conhecido como Plínio o jovem, foi um orador, poeta, jurista e político romano que viveu entre os séculos I e II da era cristã. Em 111 d.C. ele foi nomeado governador da Bitínia (atual Turquia). Chegando lá, teve de lidar com diversas situações relativas à população e a administração, entre eles estava um grupo até então desconhecido para ele e que eram conhecidos como cristãos. Foi então que ele resolveu escrever para o imperador Trajano expondo a situação, indicando as providências que havia tomado e pedindo apoio do Império.
Na carta, além reconhecer que verdadeiros cristãos nunca “veneravam vossa imagem e as estátuas dos deuses, amaldiçoando a Cristo”, Plínio assim descreveu as práticas e costumes cristãos, e o seu culto nos seguintes termos:


(…) quod essent soliti stato die ante lucem convenire, carmenque Christo quasi deo dicere secum invicem seque sacramento non in scelus aliquod obstringere, sed ne furta ne latrocinia ne adulteria committerent, ne fidem fallerent, ne depositum appellati abnegarent. Quibus peractis morem sibi discedendi fuisse rursusque coeundi ad capiendum cibum, promiscuum tamen et innoxiu.


(…) em reunir-se regularmente em certo dia antes do nascer do sol, entoar alternadamente entre os presentes um hino em honra de Cristo, como se de um deus se tratasse, e comprometer-se mediante juramento a não perpetuar alguns tipos de crimes, como se comenta, a não cometer furto nem roubo, nem adultério, a não faltar com a palavra dada e a não se negar a restituir um depósito quando chamados a pagar. Também manifestaram que, uma vez cumpridos esses ritos, tinham o costume de retirar-se e voltar a se reunir mais tarde para celebrar com comida, composta, ao contrário do que foi dito, de alimentos normais e inocentes.


Estas considerações do governador nos dizem basicamente duas coisas sobre a prática do culto cristão primitivo:
Uma – que o culto durante o período da igreja primitiva acontecia frequentemente nas primeiras horas do dia num “certo dia” (stato die), o que pode nos levar a interpretar como significando o domingo. E sempre era conduzido por cânticos de adoração a Cristo, considerando-o com verdadeiro Deus – sendo isso o que incomodou ao imperador e ao seu culto.
E outra – que as reuniões cristãs no primeiro século consistiam de celebrações em que se comia uma refeição completa em comum. Hoje entendemos que se tratava daquilo que denominamos de o partir do pão ou a Ceia do Senhor onde não apenas reavivam a memória do sacrifício de Cristo como comprimento da aliança e das profecias antigas e como a certeza das vindouras.

Observe que estas duas características do culto primitivo, mesmo representando ritos diferentes, mas deveriam ser compreendidas como compondo uma mesma estrutura de culto. Além do mais, os dois ritos em conjunto, como marcas do culto no período da igreja primitiva, indicavam que ela – a igreja – procurou destacar em sua celebração tanto as afirmações e anúncios contidos na Ceia do Senhor (como destacou Paulo na sua instrução em 1Co 11:26) quanto sua crença na divindade daquele a quem adoravam (Cl 1:15-20 e Hb 1:6).

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Doenças da alma - AUTISMO


Outra doença da alma que deve merecer atenção nessa nossa série de reflexões é o autismo. E antes que eu diga algo errado, deixe-me passar a palavra à APA – Associação Americana de Psiquiatria que identificou o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) como "um transtorno complexo do desenvolvimento que pode causar problemas com o pensamento, o sentimento, a linguagem e a capacidade de se relacionar com os outros".
Então aqui, nessa reflexão sobre o autismo, vou evitar o termo "doença da alma" e preferir "transtorno da alma". E nesse aspecto devo acrescentar que, embora diferente das moléstias com as quais temos nos deparado nesta série, por não se apresentar com infecções, rupturas ou danos físicos, o autismo precisa ser listado quando se aborda os males humanos.
Como a própria definição já indica, o autismo é um transtorno que faz o portador não desenvolver a capacidade de se relacionar adequadamente com as pessoas e o mundo que o cercam, tendo dificuldade até de falar e interagir. Além de que, é comum a incidência de movimentos estereotipados e repetitivos e certa deficiência mental.
Causas genéticas e fatores ambientais são citadas pelos estudiosos modernos como responsáveis pelo desenvolvimento do autismo e, sendo considerado um distúrbio crônico, não há tratamento padrão ou garantias de cura para este transtorno.
Indo além em nossa observação sobre o autismo da alma, ele é um transtorno do desenvolvimento grave que tem prejudicado a capacidade de muitos cristãos de se comunicarem e interagirem, tanto com o próximo e irmão e até com o Deus-Pai.
Algumas vezes, este transtorno passa despercebido na vida de muitos cristãos – estamos tão ocupados com a vida e a agenda eclesiástica que nem notamos os outros! Mas penso que a ocupação e correria da vida e agenda são apenas disfarces para o real problema: estamos acometidos de autismo espiritual.
Sei que transtornos como esse começam a se manifestar logo na infância, e se não tratados adequadamente podem se desenvolver em diversos graus de intensidade, dos mais leves com os quais com um pouco de cuidado é possível uma boa convivência, até mais graves que impossibilitam uma saudável interação cristã.
Há cristãos que na infância espiritual já manifestam este transtorno de desenvolvimento. Certamente eles terão dificuldade em desenvolver uma vida espiritual adequada que os faça interagir e se desenvolver em meio à comunidade e comunhão dos santos.
Mas quando os sintomas começam a aparecer, só há uma providência a ser tomada. Buscar a ajuda adequada do único terapeuta capaz de, não somente identificar o transtorno no seu nascedouro, como também promover o tratamento correto que possa mais que minimizar os efeitos, mas eliminá-lo por completo garantindo uma vida de relacionamentos espirituais saudáveis.
Jesus é o terapeuta. Só ele tem o domínio completo de todas as técnicas de cura para qualquer transtorno. E o seu tratamento é todo baseado no amor – mas não um amor-sentimento qualquer – o amor como somente ele é capaz de demonstrar.
Observe as caraterísticas do tratamento amoroso deste santo terapeuta. Em primeiro lugar ele é o único que tem amor suficiente para comprometer sua vida por um autista que não consegue devolver este amor (alinhe Jo 15:13 e Rm 5:7-8).
Sabe mais, a terapia amorosa promove realmente a cura completa de todo transtorno, tenha ele a origem que tiver, o alcance que tiver, as implicações e profundidade que tiver. Jesus, quando inicia o tratamento, o faz por completo – a cura é total e definitiva, pois ele vai até o fim (veja o que diz Jo 13:1).
E finalmente. Nada se compara à promessa de que, por mais estragada que esteja uma vida cristã e seus relacionamentos, Jesus fará novas todas as coisas, inclusive aquelas vidas que se fecharam transtornadas. É verdade, o TEA – Transtorno Espiritual do Autismo não mais causará dano (considere Rm 6:14 e principalmente a palavra divina escrita em Ap 21:5).


terça-feira, 21 de maio de 2019

UMA PRIMAZIA CRISTÃ - Bonhoeffer e a Graça preciosa


Em dois textos Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) expõe seu conceito fundamental sobre aquilo que é realmente importante para o serviço litúrgico da igreja e para o cristão no mundo: Discipulado (publicado iniciantemente em 1937 – em alemão: Nachfolge) e Ética (obra que não chegou a ser concluída).
Inicialmente, preciso destacar que a percepção de Bonhoeffer vai além de apenas uma vida de devoção pessoal exclusiva, a vida litúrgica do cristão e da igreja no mundo deve partir do contato sagrado com o Jesus encarnado e crucificado para se transformar em ações concretas que façam diferença na sociedade.
Foi neste direcionamento ele escreveu sua teologia opondo dois conceitos a partir do tema da graça como peça fundamental do universo doutrinário cristão: a graça barata e a graça preciosa.
Por graça barata, Bonhoeffer entende como sendo aquele sentimento de relaxamento cristão por se acreditar que em se obter a graça divina isto nada implica na vida cotidiana do cristão. Afirma ainda que este tipo de concepção da graça é fruto de um culto do literalismo que prega um perdão sem arrependimento e um batismo sem disciplina. Esta graça não faz diferença na vida do cristão e, por isto mesmo, não faz nenhuma diferença na atuação da igreja no mundo.
Do outro lado está o conceito de graça preciosa, por ter custado a Deus a vida de seu Filho. Esta graça exige disciplina de um comprometimento exclusivo com a pessoa de Jesus Cristo. Ou seja, a vida litúrgica do cristão e da igreja tem que ser de um comprometimento ético disciplinado que indique o reflexo de um seguir a Jesus Cristo.
Para Bonhoeffer, este conceito de ética deveria ser a expressão exata de experiência de Cristo. Na vida do Jesus encarnado, crucificado e ressurreto está toda demonstração do engajamento cristão que se espera do discípulo.
Na ética do discipulado, que implica seguir a Jesus, está expresso também um dos conceitos mais caros para a teologia de Bonhoeffer: a relação entre o último e o penúltimo. O último é, e sempre deverá ser, o evento justificador da parte de Deus. A palavra justificadora de Deus jamais abandona sua posição de última palavra.
É no processo de justificação oriundo da graça de Deus que o ser humano atinge o seu fim último, fim este em relação ao qual tudo o mais se torna transitório e penúltimo. Daí que a liturgia disciplinada do cristão deve ser sempre na direção e na intenção do último através da concretização de penúltimos.
Nas palavras do próprio Bonhoeffer: Derradeiro e penúltimo estão intimamente ligados. Cabe aqui, pois, reforçar o penúltimo através de uma pregação mais enfática do derradeiro, bem como proteger o derradeiro através da preservação do penúltimo.
Mas, ainda refletindo na obra sobre o discipulado, depois de compreender sobre os conceitos de graça e suas implicações, Bonhoeffer apresenta um estudo sobre o Sermão da Montanha para compreender que a Comunhão dos Santos não é a comunhão ideal de pessoas isentas de pecado e perfeitas (…). Ao contrário, é a comunhão que se mostra digna do Evangelho do perdão.
Ou seja: A disciplina permeia toda a vida da Igreja. Nela existe uma ordem de sequência fundamentada no serviço da misericórdia. A origem de qualquer prática disciplinar é a pregação da Palavra de acordo com as duas chaves. Ela não se restringe à reunião litúrgica, porquanto o oficiante, em nenhuma circunstância, está licenciado de sua missão. “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta como toda longanimidade e doutrina.” (2 Tm 4.2) Esse é o início da disciplina eclesiástica.




sexta-feira, 17 de maio de 2019

HAVIA UMA GRANDE PEDRA


A família do Lázaro era muito próxima a Jesus. Sempre que o Mestre passava por Betânia, ele recebia acolhida naquela casa. Acontece que o texto de João 11 nos conta que Lázaro ficou doente e veio a falecer. Esta foi a situação que Jesus encontrou ao chegar naquela ocasião.
O texto diz que, ao ver isto, ele chorou e pediu para ver onde tinham colocado o corpo de Lázaro. Mas também é dito que havia uma grande pedra obstruindo a entrada da gruta onde jazia o morto.
Prontamente Jesus dá uma ordem: Tirem a pedra (Jo 11:39). Aqui começa a virada da história. Sob o poder divino a morte foi vencida. E embora deva crer que todos os elementos narrados como reais; posso compreendê-los de modo figurado para extrair lições para nossa vida.
Acompanhe comigo.
De um lado da pedra está morto um amigo de Jesus, do outro lado está Jesus com poder para ressuscitar. Ele então ordena que a pedra seja removida. Do mesmo modo, a pedra é aquilo que se coloca entre a minha história e a ação miraculosa de Deus. Mas o que seria esta pedra em minha vida hoje?
Posso apresentar três respostas:
(a) A pedra representa a preguiça e o comodismo que não me deixa agir e ainda bloqueia a ação divina – Pv 6:6 condena a atitude preguiçosa.
(b) A pedra também pode representar a incredulidade pois quem tem pouca fé não pode ver a manifestação do poder de Deus – Mt 8:26 questiona a falta de fé dos discípulos.
(c) A pedra ainda pode representar o pecado que impede Deus de agir com liberdade em minha vida – Is 59:1-2 diz claramente que são as iniquidades que separam o fiel de Deus.
Nesta vida passamos todos nós por problemas e privações e sempre há pedras que impedem a ação livre e soberana de Cristo em nossas vidas. Obedeçamos a Jesus e tiremos as pedras que estão entre nós e nosso Deus, e ele fará maravilhas em nosso meio.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A PINTURA DE JESUS


Geralmente eu primeiro escrevo os textos, releio o que escrevi para possíveis correções – reconheço que algumas vezes erros me escapam – e, depois, quando chega a hora de publicar aqui no Escrevinhando, é que vou procurar uma imagem que ilustrar um pouco a ideia do que foi escrito – ou simplesmente para não ficar “sem cor” a publicação!
Desta vez resolvi fazer o contrário. E a razão se justifica. Procurando outras coisas na internet, acabei por encontrar esta imagem aí (no sítio supercuriosos.com). Então resolvi partir da imagem para a reflexão.
Reconheço que a internet está bastante recheada de imagens e ilustrações das mais diversas sobre o tema. Depois de cruzar com esta, tirei um tempo e fui catar outras tantas – achei coisas interessantíssimas. Mas como foi ela que primeiro me chamou a atenção, quero tomá-la como ponto de partida aqui.
O artigo na página respectiva é intitulado de: “Essas são 5 das mais antigas pinturas de Jesus Cristo da história” e foi postada em março de 2018 (mas só vi agora). Ali, esta imagem é descrita como O Bom Pastoruma representação pouco habitual de Jesus Cristo, nesta pintura, Cristo aparece com um carneiro nos ombros – um símbolo das almas que ele salvou. Essa imagem foi encontrada nas Catacumbas de Calisto, em Roma, e acredita-se que tenha sido feita em meados do século 3.
Algumas observações a partir da própria descrição da imagem. Realmente, Jesus Cristo é o nosso Bom Pastor. Ele foi e é o centro de nossa fé. Representá-lo em imagens pode até ter um aspecto pedagógico, em especial contextualizando seus traços e ministério, e isso não é ruim. Mas sempre haverá um risco de descambar em idolatria. E mais:

(a) A representação é realmente pouco habitual. As imagens que se popularizaram, principalmente no Ocidente cristão, costumam mostrar um Jesus barbudo, sisudo, másculo, de feições pouco semitas. Aqui Jesus mais parece um garoto romano (também não semita!). De qualquer forma, não se tornou padrão.
(b) Por falar em estilização, no Oriente o que se tornou padrão foram os ícones de Jesus, chamados de Pantocrator – o Onipotente.
(c) Chamou a atenção também a figura do carneiro. Jesus foi apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus (figuração que o Apocalipse vai reaproveitar). Mas aqui ele é quem carrega o cordeiro. Acho que seria uma boa ilustração para Jo 10:11 e os Sl 23:1 e Sl 100:3.
(d) Sobre as almas que ele salvou, é bom notar que o tema da salvação como resultado da ação exclusiva de Cristo em manifestar sua graça já estava presente desde os primórdios da fé cristã.
(e) Embora eu reconheça as situações sociais e embates que levaram os primeiros cristãos a adorarem nas catacumbas, não deixa de ser significativo que foi lá entre os mortos que algumas das marcas mais duradouras da fé daqueles irmãos ficaram gravadas. Somente o verdadeiro cristianismo (está na moda chamar de raiz!) pode levar vida a um lugar onde jaz a morte.

Contudo, para mim, o principal que evoca olhar imagens com o essa é trazer um pouco mais de historicidade à minha fé e riqueza à minha herança cristã e cultural. Que o Bom Pastor nos faça fieis a ele pois sei ele nunca vai deixar que os lobos devorem seus carneiros.
SDG

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Doenças da Alma – VIROSES


Com certeza, essa situação é bem comum. Uma série de sintomas e mal-estar nos leva ao médico, e o doutor pronuncia seu diagnóstico: – É virose! E, para os ouvidos leigos, essa sentença se impõe com uma ambiguidade quase pior que a própria doença. – O que será que eu tenho!?
Antes que o mal cause estragos maiores, vamos entendê-lo. Por virose se diz de todo mal e doença causado por um vírus – minúsculos agentes infeciosos que invadem nossos corpos e trazem transtornos vários. Ou seja, virose não uma doença específica (por isso, no título usei o plural).
Em geral os sintomas físicos são febres, vômitos e diarreias – que é o corpo reagindo ao agente do mal e tentando expulsá-lo – dores espalhadas pelo corpo e falta de apetite. Nas viroses mais simples os sintomas costumam desaparecer em poucos dias, é que o próprio corpo ganhou a batalha contra os invasores.
Viroses também infectam nossa alma e causam sintomas espirituais. A febre, que é um calor doentio. Vômitos e diarreias, na tentativa de extirpar o mal espiritual. Dores, pois a alma já está sofrendo. Falta de apetite, quando a luta se torna mais complicada.
Então, para não ficar nestes diagnósticos generalizados, permita-me citar algumas mais comuns viroses da alma que podem acometer um cristão:
Sarampo – Os sintomas em geral são as manchas na pele (embora possa vir acompanhado de febre, dores, tosse e corrimento nasal). O sarampo mancha a alma do cristão e é transmitido pela saliva contaminada pelo vírus da malícia e maledicência.
Rubéola – É bem parecido com o sarampo, embora seu agente infeccioso seja diferente, com diagnóstico de manchas avermelhadas. O perigo maior é quando infecta grávidas, pois causa malformações no feto. O cristão doente de rubéola espiritual precisa de tratamento urgente para que não gere cristãos também deformados.
Catapora – Também conhecida como varicela. Apresenta como sintoma, além dos comuns a outras viroses, bolhas e caroços generalizados. Essa doença requer cuidados especiais por que costuma deixar sinais e imperfeições na alma que ficam como traumas e sequelas para a vida toda.
Dengue – E aqui faço acompanhar das suas irmãs: chikungunya e zica. Tida como doença tropical, a dengue infecta a alma e ali permanece em período de incubação, quando não apresenta sintomas, até que finalmente expõe todo o seu mal. Geralmente debilita o cristão, incapacitando-o para seu trabalho santo, e algumas vezes termina em morte espiritual.
Caxumba – Ou papeira. Visivelmente a marca mais característica é o inchaço das glândulas da saliva (no pescoço) o que implica na dificuldade de ingerir o sólido alimento espiritual. Se não tratada pode levar inclusive à surdez espiritual, mal que vai comprometer a boa saúde da alma, e à infertilidade.
Varíola – Essa está entre as mais antigas moléstias conhecidas da humanidade, porém hoje a doença é tida como erradicada. Ela trazia como sintomas o aparecimento fístulas que são caroços que deformam completamente o corpo. Todo mal que deforma nossa alma também deve ser erradicado.
Raiva – Virose que ataca o sistema nervoso central provocando sintomas como confusão mental, agressividade, alucinações, paralisia motora e salivação excessiva entre outros. Ela é transmitida no contato com animais infectados. Na alma, esta doença causada pelo contato com bestas espirituais raivosas, provoca toda espécie de transtorno, destruindo o sistema espiritual central e levando fatalmente à morte.
Estas são apenas algumas viroses (sei que há outras que também infectam nossa alma). Mas em todo caso o importante é a prevenção que se dá, na maioria dos casos, através de vacinação apropriada e principalmente com a adoção de medidas de higiene e alimentação adequada.
Veja o que o Médico recomenda como medida de prevenção à qualquer virose:
Tomem a santa e correta vacina divina que os fará resistir ao diabo, mantenha-a em dia. Cuidem da higiene espiritual: limpem as mãos e purifiquem seus corações (leia a profilaxia completa em Tg 4:7-10).