Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2026

FILMES QUE ME MARCARAM – 1ª parte

Na minha formação como homem (talvez: ser humano diga melhor!) e como estudante de Teologia, alguns filmes me marcaram.  Veja aí uma lista com alguns deles, entre os antigos e os mais recentes – apresentada na sequência por ano de produção.

Recomendo cada um deles:

 

🎞AMADEUS

🎥 Filme americano de 1984, dirigido Milos Forman.

⌨️ A obra é uma interpretação livre da vida do compositor Wolfgang Amadeus Mozart e suas desavenças e ciúmes com o também compositor Antonio Salieri.

✍️ Valeu pela imersão na obra genial de Mozart e como ela nos fala a alma.  Sobre o Réquiem do Mozart, clímax do filme, eu até já escrevi (leia no link).

 

🎞INIMIGO MEU

🎥 Título Original: Enemy Mine.  EUA, 1985.  Dirigido por Wolfgang Petersen e baseado numa novela de Barry B. Longyear.

⌨️ Filme de ficção científica que narra a história de um soldado da Terra e de um alienígena Jeriba que, inimigos em uma guerra espacial, depois de perdidos ambos em um planeta inóspito, terminam por se tornarem profundamente amigos, dando lugar a consequências imprevisíveis.

✍️ De saída: para os fãs de Spielberg, talvez seu ritmo lento pareça monótono – e não sei se foi assim de propósito – mas penso que isso até ajude.  Entre as idas e vindas do enredo, o diálogo sobre Mickey Mouse é um dos melhores para se refletir sobre os conceitos de religião e como construímos nosso relacionamento com o sagrado.

 

🎞A MISSÃO  

🎥 Título Original: The Mission.  Filme britânico de 1986, dirigido por Roland Joffé.

⌨️ Com Robert de Niro no papel de Rodrigo Mendoza, ele é um mercador de escravos espanhol, que mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama.  Porém, o remorso o leva a juntar-se aos jesuítas, nas florestas brasileiras.  Lá, ele fará de tudo para defender os índios que antes escravizara.

✍️ No começo de minha formação teológica, esse filme ajudou a demolir alguns conceitos ingênuos de meu cristianismo (e a associação que fiz depois com a vida de Bartolomeu de las Casas – já falei sobre ele, leia no link – só fez fortalecer as bases de minha fé).  A cena final com o violino é sublime.

 

🎞EU SEI QUE VOU TE AMAR

🎥 Filme brasileiro de 1986 escrito e dirigido por Arnaldo Jabor.  Com Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.

⌨️ Um casal separado volta a se encontrar.  Sozinhos, eles decidem realizar um jogo da verdade sobre tudo o que já lhes aconteceu ao longo da vida.  

✍️ Para quem trabalha com psicanálise, ou coisas do ramo, talvez o filme proponha uma excelente discussão.  Para mim, lembro que uma frase me marcou – e aqui cito de memória – porque atiçou minha mente teológica: — Deve haver uma palavra que, uma vez dita, mude o mundo!  Então minha associação com o Logos que se fez carne foi inevitável.

 

🎞A FESTA DE BABETE  

🎥 Original: Babettes Gœstebud.  Dinamarca (1987), dirigido por Gabriel Axel, e com roteiro baseado em um conto de Karen Blixen.

⌨️ A história se passa em 1871 num vilarejo nos confins da Dinamarca e tem seu ponto alto quando Babette – uma cozinheira parisiense refugiada naquele lugar fugindo da repressão da Comuna de Paris – oferece sua arte para celebrar o centenário do pastor local aos fiéis rabugentos.

✍️ Usei esse filme num texto sobre arte (leia no link).  Sobre sua influência: lembro-me de sentir o peso devastador do puritanismo religioso na vida das pessoas (o fundamentalismo provoca o mesmo efeito!), e como Deus pode se manifestar e trazer vida em abundância e com leveza e qualidade através da arte.  Também a cena da refeição comum me trouxe pontes teológicas interessantíssimas com a ceia pascoal celebrada por Jesus e repetida pela Igreja. 

 

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

PORQUE HOJE É SÁBADO

 


Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

 

Assim começa o poema O DIA DA CRIAÇÃO de Vinicius de Moraes, publicado no livro "Poemas, Sonetos e Baladas" em 1946.

 

Lembro-me de ter lido pela primeira vez esses versos quando estudava Literatura Poética na Universidade, ainda no Recife, e guardei de memória os últimos versos da segunda estrofe (recordando inclusive seu padrão de verso/refrão, como o Sl 136):

 

Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado

 

Um sábado desses, espairecendo as ideias, fui buscar na Internet o poema completo. Encontrei, li, reli e compartilhei com meu filho.  E mais uma vez me vi envolto na poesia das palavras.  Recomendo a leitura.

 

Mas não vou me deter na análise crítica literária (isso é chato e mata a arte.  E por falar nisso, indico uma postagem sobre a arte no link).

Também não quero fazer uma abordagem humanística das ideias do texto (embora reconheça que, no campo da Antropologia Teologia, suas ideias renderiam várias páginas acadêmicas).

 

E um parêntese: enquanto hoje discutimos a escala de trabalho 5x2, Vinicius já reconhecia, na década de 1940, que "Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa".  Somente essa citação já vale o argumento.  Fechando o parêntese.

 

É bom também frisar que o poema começa citando o texto sagrado: "Macho e fêmea os criou. Bíblia: Gênese, 1, 27). E eu, ousadamente, acrescentaria outra das palavras de Jesus: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2,7).

 

Assim, para finalizar, devolvendo a palavra ao poetinha, sem muita argumentação, mas me vendo humanamente descrito:

 

Ao revés, precisamos ser lógicos, frequentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

E 2025 JÁ ESTÁ INDO

 


 

Na primeira postagem de 2025 aqui no Escrevinhando eu escrevi: JÁ É 2025 (está neste link).  E com certa admiração matemática constatei que nesse ano o longínquo ano 2000 distava a mesma lonjura (ou proximidade como queira perceber) de 2050!

 

Ali eu refleti sobre essa marca irresistível do tempo, e escrevi:

 

O tempo insiste em ter essa característica:  independente de nossa vontade ou expectativa, ele continua passando.  Mais lento ou mais rápido. Com tédio ou adrenalina.  Trazendo boas ou más lembranças.  O tempo continua implacável e passando.

 

Mas agora, nessa última postagem de 2025 – já beirando mais um novo ano – volto a deixar escorrer as ideias e tentar pescar o que vem daí.

 

Veja: o Brasil (acho que o mundo também) continua polarizado – o que não é bom para ninguém!  Mas ainda permaneço no fundamento e, radical mesmo, só sou em ser servo de Cristo (insisto na palavra servo).  E isso basta.

Também: a igreja segue triunfante e perseguida (aqui e ali). Sinal que o Apocalipse já está em andamento e os sons da eternidade estão a ecoar (como o fazem há 20 séculos). E eu somente declarando minha adoração ao Único que é Digno.

(Por falar nisso: tenho um livro comentando o Apocalipse nessa perspectiva – recomendo a leitura. Para achá-lo, clique no link.)

Sobre Ciências e tecnologias não vou nem comentar.  Rapidamente ficaria obsoleto.  A humanidade continua criativa e o capital insiste em inventar soluções para problemas que eu nem sabia que tinha.  E talvez outros humanos também não.

 

E 2025 já está indo...
Continuamos correndo — prá onde?
Agenda cheia — de quê?
Muito barulho — o que se canta?
Brilhos intensos — algo a ver?
Relações intensas — efêmeras?
Ansiedade à flor da pele — e o que somamos?

 

Além do mais, a essa altura, começamos a perder a ilusão da eternidade.

 

Então, daqui a pouco vai amanhecer o ano novo, e a ampulheta continuará seu sucessivo derrame de areia: inflexível e constante.

Assim, antes que o último grão escoe, preciso apurar meus ouvidos para me deixar ser tomado pelas palavras daquele que desde sempre está assentado sobre o trono. Pois é dele que vem a reconfortante promessa:

 

"Eis que faço novas todas as coisas." (Ap 21:5)

 

 

Aproveitando, aí vai uma relação de postagens aqui no Escrevinhando sobre passagens de ano:

 

Já é 2025link
Ele faz nova todas as coisaslink
E o fim do mundo?link
Um Salmo fúnebre para 2021 – link
Esse anolink
Apenas hojelink
A primeira segunda de 2014link
Não por enquantolink

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

SEXTOU – prá casa!

 


Um Congresso Teológico me levou às Minas Gerais na semana passada.  Então chegou a sexta-feira e era momento de voltar para Aracaju – para casa.

 

Vamos à narrativa: sextou – prá casa!

 

Com o fim da programação na noite anterior, ficamos uns poucos para o último sono.  Boas conversas, bons momentos, restinho de fraternidade.

 

Amanheceu e, antes das seis, uma sinfonia canora me acordou (ah! não entendo de pássaros logo, não os identifiquei – sei que eram distintos!).

E não penso que o Criador os colocou ali somente por minha causa – não tenho essa pretensão.

Mas eles me despertaram e pude começar bem antes do burburinho.  É sempre salutar, antes das liturgias e das agendas, deixar a alma vibrar limpa na frequência do Eterno.

 

Descemos para um derradeiro café matinal mineiro: uma fruta, pão com ovo, um pedaço de bolo, biscoito e café quentinho feito na hora.   Simples, mas digno de um príncipe, pois foi feito na nossa intenção.  E vale mais que gastronomia gourmet.   

Deus abençoe as mãos que prepararam.

 

Pegamos a estrada em direção ao aeroporto.  O dia prometia!

 

Antes que esqueça: o Gerson foi comigo.  Além dos laços de sangue e de profissão, sempre enriquece tê-lo junto no caminho.

 

— Sim.  Em direção ao aeroporto.

 

Talvez até desse para antecipar o voo para fazer sem escalas.   Não deu.   Com as passagens marcadas, a previsão seria o dia todo aqui e ali até chegar em casa.   Assim fomos.

 

Sentamos juntos.  A conversa animada – nada de técnico ou específico: apenas fagulhas de lembranças comuns, observações pontuais dos transeuntes, uma ou outra citação e o mais...

Mas, aos poucos, as palavras vão se escasseando e os temas esparsos.  Então o silêncio chega.  Só que isso não é um problema.  Jamais.

 

Na verdade, não vou lhe definir do que se trata.

— Para certas coisas faltam palavras!

Certamente não seria obrigação, nem networking (assim em inglês fica mais ridículo ainda).

Era só a presença.  Era apenas saber que em qualquer aeroporto ou entroncamento da vida, não estávamos sós.  Estivemos ali.  Não eu e tu: nós.

E consegui me ver pensando que o Eterno se sentou na cadeira da frente, no saguão dos Confins, em silêncio, apenas como se quisesse dizer que ELE, mesmo sendo, gosta de estar.

 

Levantamos para comer, a conversa voltou a jorrar como uma fonte de renovo – ou filete da água.  Não havia secado.  Apenas guardada como tesouro que valia a pena usar no tempo certo para o próprio silêncio se revestir de preciosidade.

Nada de importante: a escolha do prato, uma ou outra citação, um diz aí...

Comemos juntos.

 

— Certas coisas têm preço.  Compartilhar uma fatia de pizza numa mesa de aeroporto tem vida e história.

 

Mais um trecho aéreo e já caia a noite quando, em Aracaju, meu filho nos apanhou na porta do aeroporto.

 

Assim: sextou – prá casa!

 

E agora o fim de semana promete.

 

terça-feira, 30 de maio de 2023

ELE NOS FEZ UM

 


Tenho visto e lido várias coisas sobre temas da última pauta das mídias.  Até me sinto atraído por comentar algo que está nos trending topics – confesso.  Mas nem quero apenas reproduzir posts alheio nem, muito menos, me apresentar como expert em generalidades.

 

CPMI, fake news, racismo, big techs, democracia, redes sociais, justiça, meio ambiente ... hashtag ... hashtag ... hashtag ...

 

Mas, como disse, não sou expert em generalidades – mesmo sendo tentado a dar pitaco em tudo – então vou me ater em citar do que posso falar: do texto sagrado.

 

Num mundo de divergências, onde o discurso de ódio parece encontrar eco, e o diferente passa a ser visto como algo a ser extirpado, procuro na Revelação alguma indicação segura sobre como me posicionar.  E encontro as palavras apostólicas que dizem:

 

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um;
e, derrubando a parede de separação que estava no meio
(Ef 2: 14).

 

Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
(Gl 3:28)

 

E, para visualizar o contexto primitivo das citações, observe: os primeiros cristãos estavam tendo problemas com uma tendência tida espiritual (ou conservadora) de separar os eleitos – judeus e prosélitos – dos gentios e pagãos.  Como se a graça e a verdade coubessem aos primeiros e o ódio restasse aos demais (o nome disso é racismo e xenofobia, ou seja: pecado).

Foi contra essa postura virulenta anticristã que o apóstolo se posicionou.

 

A regra é clara.  Em Cristo não há discurso de intolerância (mesmo que seja disfarçado de zelo espiritual), pois ele acatou a todos sem distinção.

Judeus, gregos, europeus, africanos, americanos e cubanos.

Doutores, analfabetos, ricos, pobres, proprietários, sem-terra, empresários e assalariados.

Casados, solteiros, ajuntados, virgens, sisudos, alegres, iguais e diferentes.

Por que todos igualmente pecaram e por isso precisam todos imensamente da graça de Cristo (na linha de Rm 3:23).

 

No evangelho inaugurado por Cristo e anunciado por Paulo, o outro e o diferente são, em primeiro lugar, amados e acolhidos.  Nunca julgados e segregados.

Todas as nossas eventuais diferenças, frutos da etnia, da cultura, das posses – ou das escolhas que sejam – foram subjugadas na cruz de Cristo e nele fomos todos reconciliados de modo a nos tornarmos um só corpo em Cristo (sugiro ainda a citação de Cl 3:11).

Essa é a nova, grande e surpreendente verdade do Evangelho. ELE NOS FEZ UM.  Para a graça divina todos são igualmente atraídos e por essa mesma graça somos todos feitos irmãos.

E pelo projeto da cruz, deve haver uma só humanidade.

É por isso que qualquer atitude de separação, racismo, xenofobia, intolerância ou arrogância é tão ofensiva para Deus: pois é um pecado que despreza a cruz e a sua obra e graça.

Cristo morreu para nos fazer UM nele.  E que nada nos separe de uma graça assim.

 

domingo, 15 de janeiro de 2023

PREVISÕES DO FIM DO MUNDO – séculos XIX e XX

 

Preciso não perder de vista a afirmação de Jesus que sobre a data fixada em calendário para o fim do mundo e sua volta gloriosa ninguém sabe (confira em Mt 24:36).

Retomando: já apresentei duas listas de previsões erradas do fim do mundo pregadas desde o início do cristianismo (reveja aquilink).

Continuando a relação.  Com a chegada dos séculos XIX e XX as profecias sobre o fim do mundo prosseguiram estabelecendo datas (e consequentemente errando!).  Também não faltaram esquisitices.

Veja aí uma relação extremamente resumida dessas previsões que eu listei.

 

1805 – Christopher Love, pregador presbiteriano inglês, previu a destruição do mundo por um terremoto em 1805, seguido de uma era de paz eterna em que Deus seria conhecido por todos.

1806 – Em Leeds, Inglaterra, uma galinha começou a botar ovos com a frase "Cristo está vindo" escrita. Posteriormente, foi descoberto que se tratava de uma farsa. A dona da galinha, Mary Bateman, tinha escrito nos ovos com uma tinta corrosiva para causticá-los e então reinseriu os ovos no oviduto da galinha.

1814Joanna Southcott, de 64 anos de idade, afirmou que estava grávida (com Cristo em seu ventre), e que ele nasceria em 19/10/1814.  Ela morreu no final daquele ano sem ter dado à luz a uma criança; e uma autópsia provou que ela não estava grávida.

1844 – William Miller, líder adventista, com base em seus estudos do livro bíblico de Daniel, afirmou que o fim do mundo se daria com a volta de Cristo em 21/03/1844.  Como o fim não chegou – o que ficou conhecido como o “Grande Desapontamento”, seus seguidores reinterpretaram suas profecias e recalcularam as datas sucessivas vezes.

1853 – O início da Guerra da Crimeia, nos Balcãs, levou muitas a acreditar que essa seria a Batalha do Armagedom citada no Apocalipse.

1862 – John Cumming, clérigo escocês, afirmou que em 1862 havia passado 6000 anos desde a Criação e que o mundo acabaria.

1874 – Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, previu o retorno de Jesus para 1874; e após esta data, reinterpretou a previsão e disse que Jesus tinha de fato voltado numa forma invisível.

1910Camille Flammarion previu que a chegada do Cometa Harley naquele ano impregnaria a atmosfera terrestre levando a extinção da humanidade.  Por conta disso "Pílulas de cometa" foram vendidas para proteção contra gases tóxicos.

1925Margaret Rowen, uma adventista, afirmou que o anjo Gabriel teria aparecido a ela numa visão e dito que o mundo acabaria à meia-noite do dia 13/02 daquele ano.

1935Wilbur Glenn Voliva, defensor da terra plana e criador de sua própria versão da Igreja Católica americana, anunciou que o mundo "explodiria e desapareceria" em setembro de 1935.

1967 – George Van Tassel, baseado em seus contatos com OVNI, afirmou que o dia 20/08 marcaria o começo do terceiro mal do Apocalipse, em que o Sudeste dos EUA seria destruído por um ataque nuclear soviético.

1969 – Charles Manson, famoso criminoso norte-americano, previu que uma guerra racial apocalíptica ocorreria naquele ano.

1977 – William Marrion Branham, televangelista americano, previu que o Arrebatamento ocorreria no máximo até 1977.

1980 – A seita brasileira conhecida como “Borboletas Azuis” anunciou em 1978 que em 13/05/1980 haveria um dilúvio que poria fim na humanidade.

1982 – John Gribbin, astrofísico britânico, escreveu que forças gravitacionais combinadas com planetas alinhados causariam diversas catástrofes, incluindo um enorme terremoto na falha de Santo André em 10/03.

1982 – Pat Robertson, pastor pentecostal afirmou em 1976, num programa de TV chamado Club 700, que o mundo acabaria em 1982.

1990 – Elizabeth Clare, mística norte-americana, disse que uma guerra nuclear começaria em 23/04, e refugiou-se com seus seguidores com estoque de suprimentos e armas.

1991 – Louis Farrakhan, líder americano da “Nation of Islam” afirmou que a Guerra do Golfo seria o Armagedon e ela seria a guerra final da humanidade.

1993 – David Berg, líder dos “meninos de Deus”, previu que a Grande Tribulação começaria em 1989 e a Segunda Vinda ocorreria em 1993.

1994 – Harold Camping, radialista norte-americano, publicou um livro onde afirmava que Jesus voltaria em setembro desse ano.  Depois recalculou a data para outubro de 2011.

1999 – Segundo Nostradamus (1503-1556), o mundo acabaria em setembro de 1999.

 

 

Sobre o ano 2000; bem, foram tantas e tão diversas as profecias, previsões, vaticínios, cálculos etc. que fica difícil numerar.  Até tentei começar uma lista, mas desisti...

Além de interpretações bíblicas e apocalípticas (algumas sinceras, mas erradas e outras esdrúxulas), a sociedade tecnicista aguardou o bug do milênio.  Mas a vida insistiu em continuar na Terra...

E não pense que o século XXI fez arrefecer o ímpeto dos oráculos.  Passamos pelo Calendário Maia, por luas de sangue, pela inversão dos polos planetários terrestres, pelo HAARP (Colisor de Partículas), pelo aquecimento global e camada de ozónio e...

E eu agora posso olhar pela minha janela e ver que chegamos a 2023.  Hoje o sol amanheceu e ainda estamos aqui.

 

O que posso dizer para terminar?

 

– E o fim do mundo?

 

Jesus disse: – Não andem aperreados com o dia de amanhã [nem com o fim], o mal de cada dia já lhe é suficiente! (Mt 6:34).

 

Você pode rever algumas relações de PREVISÕES DO FIM DO MUNDO:

Do início do Cristianismo até a Reformalink

Da Reforma ao século XVIIIlink

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

PREVISÕES DO FIM DO MUNDO – da Reforma até o século XVIII

 

Ainda lembrando que Jesus afirmou que sobre a data fixada em calendário para o fim do mundo e sua volta gloriosa ninguém sabe (confira em Mt 24:36).

Já apresentei uma lista de previsões erradas do fim do mundo pregadas desde o início do cristianismo (reveja aquilink).

Para continuar nossa relação, é importante observar que a partir do advento da Reforma Protestante no século XVI, multiplicaram profetas e adivinhos do fim do mundo. 

Aqui eu trago uma relação bem resumida de previsões (nem sei dizer quantas outras foram afirmadas).

Veja aí:

 

1524 – Um grupo de astrólogos de Londres previu que o mundo acabaria com um dilúvio que começaria em Londres.

1525 – O anabatista Thomas Müntzer (1490-1525) afirmou que o ano de 1524 marcaria o começo do milênio.  Seus seguidores se mostraram irredutíveis e acabaram morrendo numa batalha contra tropas do governo alemão.

1533Melchior Hoffman (1495-1544), um visionário alemão, previu que a segunda vinda de Cristo ocorreria em Estrasburgo nesse ano e somente 144 mil seriam poupados.

1533 – O matemático alemão Michael Stifel (1487-1567) calculou o dia do julgamento final em 19/10/1533 as 8h.

1534 – O carismático Jan Matthys (1500-1534) corrigiu a data de Stifel para 05/04/1534 e acrescentou que somente a cidade alemã de Munique seria poupada.

1585 – O espanhol Miguel Servet (1511-1533) afirmou que o reinado do diabo começou com o Concílio de Niceia (em 325) e por isso o mundo acabaria 1260 anos depois.

1624 – Os astrólogos londrinos recalcularam suas previsões para o dia 01/02/1624 (sob as mesmas condições).

1657 – Cristãos do grupo inglês denominado de “Homens da Quinta Monarquia” previram que a batalha apocalíptica final e a destruição do Anticristo ocorreriam entre 1655 e 1657 e que esse desaparecimento definitivo do poder terreno dos seres humanos ocorreria em 1666.

1658 – Cristóvão Colombo (1451-1506) afirmou que o mundo foi criado em 5343 a.C. e duraria 7000 anos. Partindo do pressuposto que não há ano zero, isto significa que o fim aconteceria em 1658.

1666 – O número 666 no ano e a morte de centenas de milhares pela peste e incêndio em Londres, fez reascender as afirmações do fim mundo naquele ano.

1688 – Estudando Apocalipse, o matemático escocês John Napier (1550-1617) previu que o mundo acabaria naquele ano.

1694 – Johann Alstedius, um filósofo e teólogo alemão, afirmou que o milênio começaria nesse ano.

1697 – O puritano americano Cotton Mather (1663-1728) previu que o mundo acabaria nesse ano. Após a previsão falhar, ele corrigiu a data duas outras vezes.

1719 – Com a vista de um cometa em 05 de abril, o matemático suíço Jakob Bernoulli (1654-1705) previu a destruição da terra.

1736 – Novamente por um cometa, o matemático inglês William Whiston (1667-1752) que o fim viria em 16 de outubro.

1792 – A seita milenarista inglesa dos "Shaking Quakers" previu que o mundo acabaria nos anos 1792 ou 1794.

 

Realmente nunca faltaram previsões escatológicas com marcação para o fim (e continuo pensando que não é preciso dizer que todos erraram bastante!).  Afinal, já chegamos a 2023 e ainda estamos aqui. 

 

 

Tem mais.  Atente para mais relações de PREVISÕES DO FIM DO MUNDO:

Do início do Cristianismo até a Reformalink

Séculos XIX e XXlink