Como
um flashback o evangelista Marcos conta o que aconteceu com João, o Batista. A prisão de João já havia sido citada em Mc 1.14,
então, a partir de Mc 6.14 Marcos dá voz às lembranças de Herodes para narrar o
que aconteceu com o precursor de Jesus.
Herodes
mandou prender João, mas por receio da multidão e por ter ficado pessoalmente impressionado
com a sua pregação ele evitou executá-lo.
O que
aconteceu, porém, é que a pedido da filha de Herodias, a amante do rei, Herodes
ordenou a sua decapitação. A cena,
embora seja cruel (narrada em Mc 6.21-28), merece alguma citação quanto à
atitude de Herodes em relação a João.
Vejamos por dois ângulos.
Se, do
ponto de vista do próprio Herodes, ele assumiu uma atitude ambígua em relação
ao batista, pois tanto o respeitou e reconheceu ser ele um homem justo e santo
não ordenando a sua morte imediata, mesmo o mantendo preso (confira em Mc
6:17-20); mas também deu mais valor à sua imagem pública diante dos convidados
na festa de aniversário que a vida de um ser humano (e em Mc 6:26-27).
Por
outro lado, vemos a atitude dos discípulos de João que, tendo ouvido o que
ocorrera com ele, prontamente vieram, levaram o seu corpo e lhe deram uma
sepultura digna, honrando sua memória (observe em Mc 6:29).
E quanto
a nós, que reação a cena da morte do batista produz em nós?

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