Chegando ao reinado de Dario, Daniel ainda continuava com prestígio na
corte, enquanto outros homens da corte “procuravam um motivo para acusar
Daniel” (Dn 6.4).
Usando de um estratagema, os adversários de Daniel levaram Dario a
assinar um decreto proibindo, num prazo de trinta dias, a adoração a qualquer
deus que não o próprio rei e que quem descumprisse tal decreto fosse lançado aos
leões (Dn 6.7).
O decreto, contudo, não intimidou Daniel e quando ele foi flagrado
orando ao seu Deus (Dn 6.11) foi denunciado e sentenciado, sendo jogado na cova
dos leões para ser devorado (Dn 6.13-16).
Na manhã seguinte, o próprio rei foi verificar o que teria acontecido
com Daniel e, para sua surpresa, constatou que o Deus vivo “enviou seu anjo e
fechou a boca dos leões” (Dn 6.22).
Ficou então demonstrado tanto a intenção dos adversários em perseguir
Daniel e o destruir, como a sinceridade de Daniel, que era fiel às suas
obrigações e ao rei, e cuja intenção não foi afrontar Dario, mas manter sua fé
no seu Deus.
Então, “porque havia confiado em seu Deus”, Daniel foi poupado de
maneira milagrosa por Deus. E quando o tiraram da cova “não acharam ferimento
algum nele” (Dn 6.23).
Assim, mais uma vez, o Deus de Daniel foi honrado e, com um decreto
real, ficou ordenado que “os homens tremam e temam diante do Deus de Daniel,
pois ele é o Deus vivo. Ele livra e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e
na terra” (Dn 6.26-27). Como ficou demonstrado no livramento de Daniel da cova
dos leões.
(A partir
da revista COMPROMISSO – Convicção Editora; Ano CXVII; nº 468. Na imagem: Daniel in the Lions' Den
– óleo sobre tela do pintor flamenco Peter Paul Rubens – cerca de 1614 a 1616;
atualmente exposto no National Gallery of Art / Washington, D.C. – fonte:
wikipedia.org)
