terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A FÉ

 


“Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”

II Coríntios 13.5

 

            Se na palavra de Deus encontramos o desafio de nos examinar e provar para ver se permanecemos na fé, consequentemente nos vem à mente que somos falhos, sendo necessário sempre pararmos para rever nossos conceitos .  A questão é: “Por quanto tempo permanecemos com nossa fé firmada sem ser abalada/influenciada pelas circunstâncias?”

            Talvez pareça absurdo pensar que a fé seja influenciada pelas circunstâncias, porque não dizer que não deveria ser assim mas, o que dizer dos homens de Deus como Elias, que após tamanha demonstração do poder de Deus diante dos profetas de Baal foi se esconder com medo de Jezabel? Ou Moisés que mesmo diante da maravilha da sarça ardente relutou diante do chamado de Deus, sendo necessário a manifestação de vários sinais para que ele obedecesse?  Imagine nós?  Nossa fé é sim abalada pelas circunstâncias da vida.  Entretanto diante da admissão desse fato resta-nos lidar conscientemente com a realidade, tendo certeza que apesar da nossa pouca fé, com base na palavra de Deus, precisamos acreditar que “Jesus Cristo está em nós” e que ainda que não entendamos as situações enfrentadas o Deus da Palavra está no controle de tudo. Precisamos nos recordar que “sem fé é impossível agradar a Deus”; e fé é viver experiências DIÁRIAS com Deus.  E nunca esquecer também que avaliar faz parte da vida.  É necessário perguntar sempre:

  • O que eu estou fazendo em minha Vida Cristã é suficiente ou eu posso fazer mais?
  • Eu realmente estou entendendo o que Deus quer de mim?
  • Eu consigo ver o agir de Deus em minha vida?

Com as respostas sinceras, nós saberemos em que grau a fé que professamos nos aprova diante de Deus.

Reflexão escrita por Elda Linhares Lima Nogueira – esposa que o Senhor me deu – e que publico aqui com distinção.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

SALMO 8 - leitura africana

 

Entre os diversos poemas que compõem o Livro do Saltério hebraico – O Livro dos Salmos – o de número oito é assim intitulado no original: Para o mestre de música.  De acordo com a melodia Os Lagares. Salmo davídico.  E como o próprio título indica esta é uma canção atribuída à lavra de Davi. 

 


 

 

Um pouco de com um africano lê esse Salmo:

 

O salmista começa esse salmo como se tivesse falando à comunidade e se dirige a Deus como “Senhor nosso” (8:1).  Quando se assenta ao ar livre à noite e observa as miríades de estrelas, porém, deixa de falar em nome de outros e louva a Deus pessoalmente: Quando contemplo (8:3).  Ele considera os céus [...] a lua e as estrelas obra das mãos do Senhor que leva suas impressões digitais.

(...)

Diante de tal majestade, ninguém pode permanecer calado.  Até mesmo os pequeninos, as crianças, os fracos, louvam ao Senhor (8:2a).  A referência ao louvor oferecido pelas crianças não tem paralelo no AT.  Quando, porém, as crianças louvaram a Jesus, ele citou esse versículo para aqueles que o criticavam por aceitar o louvor (Mt 21:16).

(...)

Existe uma ligação estreita entre o papel e o lugar da humanidade nesse salmo e o relato da criação dos seres humanos em Gênesis 1 e 2.  O fato de termos sido criados à imagem de Deus significa que todo ser humano merece ser tratado com respeito e considerado precioso aos olhos do Senhor.

Não é de se admirar que o salmista encerre da mesma forma que começou: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnifico em toda terra é o teu nome! (8:9).

(Nupanga Weanzana – no Comentário Bíblico Africano)