sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A BÍBLIA, O CULTO E O DATASHOW

Participo de vários grupos de discussão nas redes sociais.  Na maioria das vezes se perde muito tempo discutindo inutilidades.  Em um deles, surgiu o tema do uso de tecnologias em nossos cultos, em especial o datashow e a transcrição de textos bíblicos.
Sei que o assunto não é novo e que também não se esgotará por enquanto, mas resolvi acrescentar alguma contribuição para a conversa.  O que disse lá, compartilho aqui.  E se quiser também trazer sua contribuição à discussão será bem vindo.


A questão de tecnologia em nossa vida eclesiástica me parece muito simples.
É preciso deixar bem claro logo duas coisas. Primeiro que quem louva e adora é o servo ao seu Senhor.  Equipamentos são instrumentos, e apenas isso! O microfone pode ser útil, mas quem fala é o ministro de Deus.  Piano ou violão podem acompanhar, mas quem canta é o crente.  Da mesma forma que o computador pode armazenar e transmitir dados, mas quem escreve é o homem/mulher.  Creio então que quanto ao uso do datashow o pensamento deve ser o mesmo: é apenas mais um equipamento ou instrumento e pode ser usado, mas tudo vai depender de quem estiver no controle do mesmo – já pensaram nas implicações espirituais desta última frase!
Segundo: a Bíblia é a Palavra de Deus (um princípio básico), isto é, o conteúdo divinamente inspirado, mas nada tem a ver com a forma em que ela é disponibilizada.  Os antigos usaram papiros e pergaminhos escritos a mão. Graças a Deus a tecnologia evoluiu e chegou-se ao texto impresso – o que permitiu uma certa dose de confiabilidade às versões e principalmente permitiu maior distribuição do conteúdo bíblico.  Se os novos recursos de informática e telecomunicações/mídia também estiverem disponíveis para a divulgação cada vez maior da Palavra eterna, por que não?
E tem mais: a nossa nova geração está cada vez mais influenciada por tais tecnologias (sei que não estou dizendo nenhuma novidade!) e se a igreja se omitir desta seara, talvez torne incompleta sua missão.  Eu penso que o apóstolo Paulo concordaria comigo – é só vê o que ele diz em 1Co 9:22.

6 comentários:

  1. Pastor, compartiho de sua opinião. O que falta muitas vezes é a consagração e atenção das pessoas que estão operando estes equipamentos. Isto sim atrapalha a sintonia do culto e quebra toda atmosfera de adoração. É obvio que equipamentos eletrônicos estão suscetíves a problemas técnicos, mas por experiência digo que 80% por cento das falhas são humanas.
    Tudo que tivermos para ajudar é bem vindo, o que muitas vezes não contribue não são os equipamentos mas sim as pessoas.

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    1. Querido, Para o nosso Deus temos de dedicar sempre o nosso melhor, isso inclui nossos equipamentos. Mas você usou a palavra certa: consagração. Isso sim é o que mais agrada a Deus.
      Abs

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  2. Muito boa sua mensagem. Concordo plenamente. A tecnologia quando usado de maneira correta, pode ser uma benção, contribuindo inclusive para o avanço do evangelho!

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    1. Obrigado querido. Que o Senhor nos ajude nesta seara.
      Abs

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  3. Sou contra o uso de Bíblias em celulares no Culto.Sou contra o seu uso. Sou contra o seu uso durante qualquer atividade na Igreja e isso vai da EBD ao Culto Vespertino e demais públicas de adoração e de estudo da Palavra de Deus.

    Mas, por que sou contra o uso de Bíblias em celulares no Culto - por 4 razões:

    1 - Por causa da incontrolável coceira dos dedos tamborilantes e do cérebro moderno, afetado pelo terrível vírus Dii;

    2 - Por causa do que eu considero ser um mau exemplo para crianças e adolescentes;

    3 - Por causa da questão do situar-se na Bíblia através do campo de visão retendo a passagem lida e com a Palavra desenvolver uma maravilhosa intimidade de manuseio;

    4 - Por causa da Identificação com O Livro.




    Esse é a opinião do Pr, Jáder Borges Filho, que comungo em GRAU, GÊNERO E NÚMERO.

    Missionário João Vitor - Congregação Batista em Monte Alegre de Sergipe




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    1. Querido. Entendo as suas razões que o levam a não aceitar o uso do celular em nossos cultos. Embora não tenha sido este o enfoque no texto, mas percebo a relação entre ambos: a tecnologia já chegou! Vamos tentar pensar um pouco sobre os pontos que você levantou.
      1. A incontrolável coceira nos dedos realmente é um problema pois desvia a atenção e o foco na adoração; mas o crente que vai ao culto pensando no feijão que deixou em casa ou no carro novo do outro também o faz. Ambos estão errados. É um mal da modernidade que precisa ser trabalhado em nossas igrejas com edução cristã e oração. Sobre isso leio Is 42:8.
      2. Quanto ao mau exemplo, temos que concordar que isso depende do tipo de crente que desejamos forjar em nossas crianças. Aqui leio Pv 22:6.
      3. No que se refere ao campo de visão, não sou especialista em oftalmologia; mas até concordo que o manuseio do texto no papel traz intimidade. Há toda uma experiência sensorial com o texto impresso que faz bem à minha alma. Sinto que as novas gerações possam perder esta bênção. Mas creio que Deus ainda acrescentará a tais gerações outras sortes de bênçãos. Enquanto escrevo tenho o texto aberto em Ef 1:3.
      4. O LIVRO. Aí insisto: A Palavra de Deus é conteúdo. Considero Hb 4:12.
      Querido João Vitor. Sei que seria bom conversamos mais demoradamente e de modo pessoal. E neste caso a tecnologia até ajuda, mas gostoso mesmo seria cara a cara. Sei que cresceremos juntos na graça.
      Abs

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