terça-feira, 20 de novembro de 2012

DA HONRA E DA VERDADE


Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: não jurem falsamente... (Mt 5:33).  Jesus continua reinterpretando a Lei dada por Deus aos antigos, aplicando-a ao coração e a vida dos seus discípulos.  O tema agora é a verdade.
Nos Dez Mandamentos está preceituado: “Não dirás falso testemunho” (Êx 20:16).  O que a Lei quer preservar aqui é o valor da honra e da verdade.  Por conta da possibilidade da mentira, os antigos garantiam suas palavras chamando Deus por testemunha – o juramento (Dt 6:13).  Assim o juramento atestava os ditos em relação ao passado e garantia os votos futuros.
Agora Jesus exige dos seus discípulos uma postura de verdade radical: sim, sim; não, não (Mt 5:37).  Nada menos que toda a palavra do servo de Cristo deve ser verdadeira; desta forma, o cristão não tem necessidade de atestar as suas palavras, tomando Deus como testemunha no juramento.  A mentira (filha do diabo como é dito em Jo 8:44) já deve ter sido extirpada de minha vida pelo poder que emana da cruz de Cristo, logo posso tomar posse de toda a verdade e viver baseado nela.
A pergunta é inevitável: Mas como viver assim?  A resposta tem que também ser radical: lendo a Bíblia reconheço duas respostas. a) em relação ao passado, tenho o auxílio do Espírito Santo que faz lembrar fielmente da Palavra de Deus (Jo 14:26), logo não preciso atestar mais minhas palavras pois o Espírito em mim já o faz em todos os momentos; e b) quanto ao futuro, como ele para mim permanece incerto, a instrução é que toda garantia dos planos futuros seja colocada no Senhor (Tg 4:15).  Assim não preciso jurar, pois Deus fará o que bem quiser da minha vida.
Certo de que o próprio Deus me fará, pela sua graça e poder, viver um discipulado verdadeiro.  Que eu me dedique àquele que é a própria verdade – Jesus (Jo 14:6) para sua glória.

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