No
livro de Provérbios há um que diz de maneira direta: Não
havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é
feliz
(Pv 29:18 ARA). Foi com tal pano-de-fundo que me ocupei em refletir
o quanto o conhecimento bíblico é - deve ser! - importante para
nós.
Veja
logo de interessante que neste verso estão alinhados a profecia (no
original significando revelação ou instrução divina) e lei (o
conjunto de ditames prescritos). A antiga e consagrada tradição e
a novidade revigorante. O espírito e a letra.
Daí
foi fácil ser conduzido a pensar nos profetas clássicos de Israel.
Até por que eles viveram numa época em que a Lei moisaica já
estava cristalizada - escrita - e a voz do Senhor continuava ativa -
falada.
Os
profetas eram homens profundamente comprometidos com Deus e sua Lei
revelada: seu conhecimento, aplicação e contextualização. Mas
também revestidos de uma paixão contagiante pelo Deus que falou e
fala. Assim se faz profecia.
Se
por um lado a alma e as emoções daqueles profetas estavam sensíveis
ao contato espiritual com a revelação cotidiana, por outro, suas
mentes permaneciam aguçadas para assimilar e compreender a essência
da Lei.
Assim:
O
alerta profético sempre foi no sentido de que ao abandonar a Lei,
seu conhecimento e estudo sistemático, o povo correia risco de
perecer (compare profecias como as de Os 4:6 e 6:3-6; Is 1:3; Ml
2:8-9; Dn 9:11-13 entre outras).
Foi
o ardor profético que desafiou o povo a estudar, conhecer,
investigar, aprender e seguir o que está estabelecido por Deus em
sua lei (folheei mais na Bíblia em Ml 2:7 e 4:4; Is 54:13; Mq 4:2;
Ag 2:11 e por aí vai…).
Assim
diante de nós hoje também está a Lei e a profecia. Uma não pode
subsistir sem a outra. Ou atinamos nossos ouvidos espirituais para
ouvir as profecias e também renovamos nossa sede de conhecimento da
Palavra, ou não teremos nenhum dos dois.
(Do
Boletim dominical da PIBA em 29/04/2018)
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