terça-feira, 18 de agosto de 2015

SAL DA TERRA NA CENTENÁRIO

Mas veja como são as coisas! Veja se não é assim que Deus faz! Há pouco tempo eu escrevi sobre o Forró pra Jesus (leia aqui) e ali citei, como um bom exemplo, o grupo pernambucano Sal da Terra.  E expie só que eles vieram cantar aqui em Sergipe este fim de semana.
É claro que fui lá ver e ouvir de perto!
Foi o aniversário da Igreja Batista do Centenário pastoreada por Elias Linhares na cidade de Riachuelo – a pouco mais de vinte quilômetros de Aracaju.  Dizer que a Igreja preparou uma grande festa para a ocasião é desnecessário – isso já está se tornando uma bela tradição nestes 33 anos da Centenário.  E este ano não foi diferente.
E antes de ir adiante, deixe-me deixar bem claro (fiz de propósito a redundância): Sal da Terra é bem mais que uma banda gospel.  Acho que este título até ofende.  Eles tocam forró – e do bom, daquele legítimo.  E o fazem para louvor e glória de Cristo.  Mas eles vão além.  Sal da Terra hoje tem desenvolvido um excelente ministério de evangelização em todo o sertão nordestino e promovido diversas ações que realmente se propõem a produzir nova vida para o sertanejo.  E tem conseguido resultados expressivos para a glória de Deus.
Se você não conhece o ministério, sugiro que dê uma olhada em sua página na Internet.  O endereço é este: http://www.bandasaldaterra.com.br
Mas vamos falar da celebração do fim de semana.  E antes que você espere outra coisa, só lembrando: não sou jornalista nem estou escrevendo uma reportagem.  Sou cristão nordestino e estive ali para adorar.
A formação estava composta por Nelito na sanfona, Washington na zabumba, Bill Crente no triângulo – todo pé-de-serra que se preze tem que ter isso – e mais Renatinho e Laércio Lins.
No sábado, eles abriram a noite nos convidando: Chegue pra cá, venha louvar! E daí, música não faltou, graças a Deus.  E nos falou o Nelito, que contou parte do seu testemunho, fortalecendo nossa fé e chamando a outros para terem também uma experiência pessoal com Cristo.
Na manhã do domingo eu não pude ir a Riachuelo.  Alguns compromissos eclesiásticos me seguraram em Aracaju.  Não que isso tenha sido um problema, sempre é bom servir a Cristo, e estar ocupado com sua igreja também.  Mas não fui ouvi-los pela manhã.  Disseram que foi maravilhoso e eu acredito.
No culto da noite, na Centenário, com a casa cheia e a área na frente do templo também, nossos irmãos pernambucanos começaram cantando uma toada, nos atraindo para a adoração.  E, novamente, forró não faltou.  Faço destaque para a canção Coração Nordestino – um verdadeiro hino:
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste, pelo Sertão,
Pelo Agreste, pelo sanfoneiro
Pelo homem sem escola, homem sem vitória
Pelo violeiro...
Outra canção que destaco foi Se Não For Verdade, de Laércio Lins.  Essa eu não conhecia, mas principalmente depois de saber da história por detrás da letra, já acrescentei entre as minhas favoritas.  Ela diz:
Se o que na Bíblia diz não for verdade
Se não houver um céu, se Deus não existir. 
Se Jesus um mito for, eu nada perdi
Valorizei o meu viver, um legado deixei:
Vivi em paz!
Vivi com alegria,
Vivi com esperança
De passar a eternidade
Na presença do Senhor.
Na mensagem da noite, Bill Crente usou a citação de Mc 10:17-22 que fala do encontro do jovem rico com Jesus para apresentar a mensagem de salvação.  Foi uma bênção com várias pessoas entregando suas vidas ao Mestre.
Depois mais forró.  Cantamos a esperança do céu, a certeza de que com Cristo até as mazelas da vida podem ser superadas e a alegria da vida cristã.  Música assim eu ouvia até amanhecer e não me cansaria.  Vale cada acorde da sanfona e cada toque da zabumba para glória de Deus.
E ainda teve o privilégio da refeição em comum.  Coisa de crente! Agora, melhor do que comer é desfrutar da companhia e da boa conversa dos irmãos.  Nada vale mais a pena: as experiências compartilhadas, os bons causos contados, a fé mútua reanimada, a certeza de que somos todos filhos do mesmo Pai – ainda que espalhados no rico Nordeste brasileiro.  Isso é que é bênção!
Mas cabô! Ficou a certeza de que se não nos encontrarmos novamente por estas terras, com certeza estaremos juntos no céu entoando um grande forró pra Jesus.
Assim foi este fim-de-semana com o Sal da Terra na Centenário.

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