O pensador judeu Martin Buber, explicando o conceito da palavra
hebraica para santo, como aplicada a Deus no AT, assim diz: “Deus está separado
do mundo e o transcende, mas Deus não está afastado dele. Israel, ao imitar a Deus por ser uma nação
santa, também não deve se afastar do mundo, mas sim irradiar uma influência
positiva sobre ele através de todos os aspectos da vida judaica”.
Afirmar que Deus é santo equivale a reconhecer que ele é distinto
e único – ao que o salmista canta: “Não há nenhum deus como tu, Senhor; não há
nenhum que possa fazer o que tu fazes. Só tu és Deus” (Sl 86:8-10).
Mais que uma qualidade moral qualquer, ou um atributo relativo que
pode ser quantificado, a santidade de Deus é o que há em sua essência e que o
faz ser exclusivamente Deus. Em tal
sentido, ser santo, em suma, é ser como Deus é – nada mais nem nada menos que
isso.
Vários atributos divinos são compartilhados com homens e mulheres,
mesmo que em caráter relativo. O Deus
que é bom e justo criou os seres humanos compartilhando essas
características. Mas a sua santidade é
distinção exclusiva do Criador que ele nos chama a compartilhar.
(A partir da Revista DIDASKAIA – 1º quadrimestre /
2023 – IBODANTAS)

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