terça-feira, 13 de setembro de 2016

Os 12 Profetas Menores

A lista dos Profetas Menores do Antigo Testamento consta de doze livros.  Vamos visualizá-los rapidamente um a um na ordem que aparecem em nossas Bíblias:
Oséias – O profeta Oséias desenvolveu o seu ministério na segunda metade do século VIII a.C.  Atuou no reino do norte e sua mensagem consistiu em ações simbólicas que conclamaram o povo de Israel a deixar a infidelidade para com Deus pois o juízo estava próximo.
Joel – Este profeta, deve ter exercido seu ministério por volta do século VIII no reino do norte e sua mensagem tinha por tema básico uma advertência sobre o juízo iminente de Deus.  São de Joel as palavras proféticas citadas por Pedro na pregação no dia de Pentecostes.
Amós – Profeta oriundo do reino do norte mas que exerceu seu ministério em Jerusalém.  De origem simples – era boiadeiro – pode ser considerado o primeiro entre os profetas clássicos de Israel (séc. IX a.C.).  Sua mensagem foi centrada na condenação da idolatria além de ter um forte apelo de consciência social para o povo, desafiando-o a abandonar a opressão aos pobres e a religião superficial. 
Obadias – O único livro do AT a ter apenas um capítulo, o livro de Obadias consiste de uma mensagem profética contra Edom e sua traição a Jerusalém.  O profeta Obadias viveu e exerceu seu ministério pouco antes da queda de Jerusalém no século VI a.C.
Jonas – Talvez o livro cuja história seja mais conhecida entre os profetas menores.  O homem Jonas deve ter vivido no século VII ou VIII a.C. e seu ministério consistiu de um chamado para pregar em Nínive, capital da Assíria.  O profeta inicialmente recusou o chamado, tentando fugir de Deus indo a Társis, porém em uma reviravolta na história ele chega à cidade e prega a mensagem provocando arrependimento em seus moradores.
Miquéias – Foi contemporâneo dos reis Jotão, Acaz e Ezequias em Judá, onde desenvolveu seu ministério – final do século VIII e início do VII.  O profeta convocou os sacerdotes e líderes nacionais a se apresentarem diante de Deus em arrependimento pois estavam próximos de serem julgados.  É neste livro que encontramos a profecia sobre o nascimento do Messias em Belém.
Naum – A data de seu ministério é incerta, talvez o século VII a.C.  O conteúdo central de sua mensagem foi um juízo de Deus contra a Assíria e a sua queda.
Habacuque – Este profeta viveu no século VII e testemunhou a decadência do reino de Judá.  Sua mensagem questionou a soberania de Deus diante dos desmandos morais e espirituais observados.  Mas, mesmo questionando, o profeta anunciou a queda de Judá sob as hostes babilônicas.  O livro conclui com uma oração que reafirma a certeza da esperança do profeta na ação soberana de Deus na história.
Sofonias – O contexto da profecia de Sofonias são as grandes reformas empreendidas pelo rei Josias no século VII a.C.  Vivendo neste tempo, o profeta deu suporte espiritual ao rei e legitimação a sua reforma insistindo no retorno do povo aos caminhos do Senhor antes da vinda do terrível dia do Senhor.  Também proferiu ameaças contra nações vizinhas e pregou a restauração da filha de Sião.
Ageu – O profeta Ageu viveu os dias de Esdras e Neemias e junto com o também profeta Zacarias e o sacerdote Zorobabel representaram a voz de Deus no processo de retorno do cativeiro e restauração da nação de Israel (séc. VI a.C.).  Ageu exortou o povo a reedificar o templo, repreendeu a infidelidade do povo, alertando-o a se purificar para um novo tempo de restauração dado por Deus e conclui confirmando Zorobabel como o escolhido do Senhor.
Zacarias – O livro da profecia de Zacarias pode ser dividido em duas partes.  A primeira deve ter sido escrita na mesma época de Ageu (cap. 1 a 8 – séc. VI a.C.) e se compõe de oito visões que, de maneira figurada, anunciam a nova situação moral e espiritual de Jerusalém com o segundo templo.  A segunda parte (cap. 9 a 14 – séc. V a.C.) é composto de discursos proféticos sobre as bênçãos que virão sobre a nova nação e sua liderança, dando ênfase à chegada do Messias vindouro.
Malaquias – Este é um livro anônimo entre os profetas do AT.  O termo que em nossas Bíblias nomeia este livro significa em hebraico meu mensageiro – conforme bem traduzido em 3:1.  Pelas lições e contexto a profecia deve ter sido pregada no final do século V, sendo assim o último dos profetas clássicos de Israel.  O propósito da profecia deste livro é confrontar o povo com seus pecados, sua adoração fingida e corrupção, além de restabelecer a comunhão com Deus.  O estilo do livro é a formulação de perguntas retóricas que o próprio profeta responde segundo a palavra de Deus.  É seguindo este estilo que o povo é conclamado a se manter fiel aos dízimos.


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