terça-feira, 28 de maio de 2013

DA LEI DE RECIPROCIDADE

Já temos aprendido que nos princípios do Sermão do Monte estão colocados os resumos de tudo aquilo que o Mestre pretendia estabelecer aos seus discípulos.  E no verso de Mt 7:12 isto é dito de modo explícito o que Jesus estabelece como padrão para o relacionamento entre seus seguidores: ... pois esta é a Lei e os Profetas. Efetivamente, então, qual é o resumo do que foi dito na Lei e nos profetas?
O resumo é simples: a lei da reciprocidade.  O seguidor de Jesus deve estabelecer como padrão de seus comportamentos e relacionamentos com outros fieis e com a sociedade em geral aquele tipo de atitude que gostaria de ver sendo dispensada a si mesmo.  Ou seja, como eu quero ser tratado, eu devo tratar os outros.  Jesus parece dizer que não há necessidade de maiores – ou mais detalhadas – regras de comportamento: se me dou valor e almejo por ser bem tratado então, em todas as minhas atitudes para com os outros, esta disposição deve ser a norma.
Importante também é destacar que o Mestre aponta como responsabilidade de iniciativa o seu discípulo.  Antes mesmo de saber como vão se comportar os que comigo convivem, ou que atitude tomarão ao meu respeito, é preciso assumir a iniciativa de buscar o bem que almejo ver no próximo.  A vida cristã tem que ser uma vida de iniciativa e ação, e não apenas uma existência de respostas e reações.
Discípulos radicais do Mestre Jesus Cristo: o Senhor resumiu tudo o que foi dito aos antigos sobre a convivência humana como uma Lei de Reciprocidade – e isto me é imposto como condição do discipulado.  Independentemente de como sou tratado, é preciso viver a iniciativa de buscar o bem que almejo na vida do próximo.  Que eu viva neste padrão para a glória do Mestre.

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