terça-feira, 24 de abril de 2012

QUANTA BÍBLIA!!!


Hoje em dia, nas prateleiras de qualquer livraria, e não precisa ser especializada, há uma infinidade de Bíblias em exposição.  Haja Bíblias!  Há modelos de luxo e populares; traduções e tradições variadas; Bíblia para jovens, homens ou mulheres; para quem ora, luta e quer ter vida vitoriosa; há edições comentadas, coloridas e anotadas; na linguagem de hoje, de ontem e de trasantontem...   E por aí vai...  Há Bíblias para todo gosto!
Mas antes de prosseguir nesta linha principal de raciocínio, deixe-me apresentar uma citação:
No final do século II de nossa era, Tertuliano – o primeiro e um dos principais pais latinos da Igreja Cristã – afirmou: “Aquilo que nós os cristãos somos, são-nos as Escrituras desde a sua origem”.  Ou seja, desde a nossa origem, nós cristãos sabemos que toda a nossa fé, toda a nossa prática e toda a nossa existência estão pautadas exclusivamente nas Escrituras Sagradas – a Bíblia.  Somos a religião do livro, nos apegamos a ele e dele retiramos todas as nossas convicções e padrões. 
Voltei.  Não quero julgar ninguém – não tenho este direito – mas como toda questão, esta também tem pelo menos dois lados: um bom e um ruim.  Senão, acompanhe comigo.
Por um lado é bom ter variedade de edições da Bíblia.  Ela é a Palavra de Deus e foi escrita num contexto muito diferente do nosso.  Era um mundo antigo, rural e oriental; hoje eu vivo num mundo moderno, urbano e ocidental.  Então para eu ter acesso às verdades eternas contidas no Livro uma boa tradução se faz necessário.  E há homens e mulheres de Deus que ainda fazem muito bem esta tarefa.
É útil e válido ter versões diferentes que procurem compreender o que foi dito no passado e transmitir para o nosso povo, em nossa linguagem e de modo relevante.  E mais, a tarefa de ler e comparar diferentes trabalhos de tradução só faz ajudar a entender o que o original queria dizer.  O estudante sério da Palavra de Deus tem obrigação tanto de não ser ignorante nas línguas originais quanto ser capaz de fazer este trabalho comparativo.
Mas há um outro lado.  Quando noto tanta Bíblia a venda, entendo que a maioria está ali publicada e disponível com o principal objetivo comercial.  É só para vender e ganhar dinheiro mesmo!  Algumas são como carro novo: muda-se o desenho do retrovisor para vender o carro novo – a montadora precisa faturar!  Faz-se uma apresentação gráfica diferenciada para incrementar o negócio – a editora precisa faturar!
O conteúdo bíblico propriamente dito de muitas destas Bíblias são copiados ou transcritos de outras versões já no mercado, acrescenta-se mapas, comentários, opiniões(!); destaca-se versos específicos e, pronto!  Um novo produto está nas prateleiras.
Como disse: não tenho o direito de julgar ninguém, mas esta relação comercial com a Palavra de Deus me assusta (já pensou em aplicar Mt 10:8 a este contexto?).  E se você me perguntar sobre o que fazer a respeito: confesso que não sei.  É salutar para a igreja ter diferentes versões à disposição, mas negócio é negócio...

2 comentários:

  1. Minha visão sobre este assunto é bem parecido com esse seu.Acrescentando-se a ele que por termos muitas variedades de alimentos é bom, mais não se deve aplicar isso nas escrituras sagrada que hoje já não se chama mais assim e sim BÍBLIA.No futuro vai surgir afirmativas de que a palavra foi totalmente modificada! Isso trará o descredito e a apostasia.Sem falar no escândalo que já se levantou.

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    1. Boa colocação. Realmente a multiplicidade de versões acarreta sempre o risco de desvio do sentido original. Precisamos nos manter alertas à fidelidade.
      Abs

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