quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

SALMO 8 - leitura africana

 

Entre os diversos poemas que compõem o Livro do Saltério hebraico – O Livro dos Salmos – o de número oito é assim intitulado no original: Para o mestre de música.  De acordo com a melodia Os Lagares. Salmo davídico.  E como o próprio título indica esta é uma canção atribuída à lavra de Davi. 

 


 

 

Um pouco de com um africano lê esse Salmo:

 

O salmista começa esse salmo como se tivesse falando à comunidade e se dirige a Deus como “Senhor nosso” (8:1).  Quando se assenta ao ar livre à noite e observa as miríades de estrelas, porém, deixa de falar em nome de outros e louva a Deus pessoalmente: Quando contemplo (8:3).  Ele considera os céus [...] a lua e as estrelas obra das mãos do Senhor que leva suas impressões digitais.

(...)

Diante de tal majestade, ninguém pode permanecer calado.  Até mesmo os pequeninos, as crianças, os fracos, louvam ao Senhor (8:2a).  A referência ao louvor oferecido pelas crianças não tem paralelo no AT.  Quando, porém, as crianças louvaram a Jesus, ele citou esse versículo para aqueles que o criticavam por aceitar o louvor (Mt 21:16).

(...)

Existe uma ligação estreita entre o papel e o lugar da humanidade nesse salmo e o relato da criação dos seres humanos em Gênesis 1 e 2.  O fato de termos sido criados à imagem de Deus significa que todo ser humano merece ser tratado com respeito e considerado precioso aos olhos do Senhor.

Não é de se admirar que o salmista encerre da mesma forma que começou: Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnifico em toda terra é o teu nome! (8:9).

(Nupanga Weanzana – no Comentário Bíblico Africano)