terça-feira, 19 de junho de 2012

Disciplina cristã VI – TESTEMUNHO


Para nos aprofundarmos no estudo da disciplina do testemunho é necessário trazer para a reflexão dois textos:
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.
(At 1:8)
Isto foi o que o próprio Jesus falou aos seus discípulos que assistiram o momento de sua ascensão aos céus revestido de glória.  O Espírito Santo era uma promessa divina que seria derramado sobre o povo de Deus (Pedro reconhece como o cumprimento da profecia de Joel – veja At 2:16-21).  Mas a certeza da presença do divino Espírito Santo no meio da nova igreja não tinha como objetivo apenas proporcionar a eles uma variedade de experiências novas e diferentes.  O que o Senhor pretendia era capacitar cada um daqueles homens e mulheres a serem testemunhas eficazes e poderosas.
Aqui os dois lados se complementam e se interpenetram.  Não há verdadeira experiência de enchimento do Espírito Santo sem que isto resulte em uma vida de disciplinado testemunho do poder de Deus e suas realizações na história.  Também não haverá testemunho significativo enquanto não formos tomados por completo pelo controle do Espírito de Deus derramado entre nós (leia Ef 5:18).  Ou seja, a disciplina do testemunho começa quando o Espírito da promessa vem sobre nós com o seu selo (confira Ef 1:13) e a partir daí não há como não se viver intensamente moldados por esta disciplina.
O outro texto vem das palavras de Jesus no Sermão da Montanha:
Vocês são a luz do mundo.  Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.  (...) Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.
(Mt 5:14-16)
O Mestre nos qualifica como luz no meio deste mundo de trevas.  Ser luz não é uma opção para aqueles que seguem Jesus e vivem como cidadãos do Reino de Deus.  E por ser luz não há como se viver escondidos.  Observe, contudo, que ele nos fala sobre decisões a serem tomadas e responsabilidades que devem ser assumidas.  É preciso assumir com responsável decisão as implicações de uma vida disciplinada de fazer a luz brilhar, mesmo em meio as mais densas trevas.  Não é somente uma questão de esperar para ver o que pode acontecer com a luz que há em nós – ou aguardar alguma oportunidade de dizer certas palavras as quais mostrem que compomos o esquadrão do exército de Deus. 
A questão principal é demonstrar com coragem e decisão em cada atitude da vida que somos comprometidos com o Reino de Deus e seus valores (veja Mt 6:33).

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