terça-feira, 22 de setembro de 2026

POR CRISTO: ANUNCIANDO A ESPERANÇA



A carta aos Romanos é um texto básico para a fé cristã: sua compreensão e sistematização. 

É aos Romanos que Paulo vai enfatizar a justificação pela fé, o mistério da graça, a justiça divina e a vida renovada do cristão.  E assim, alinhando todo esse arcabouço doutrinário, o tema da esperança pode nos servir de fio condutor que liga esses vários aspectos.

 

Acompanhe:

 

→ Rm 4.18 – Abraão tornou-se pai se apegando a uma esperança que se estabeleceu contra a própria esperança.

→ Rm 5.2 – nossa participação na justificação só está acessível em esperança.

→ Rm 5.4-5 – o caráter aprovado do cristão produz sempre esperança.  E essa esperança nunca decepciona.

→ Rm 8.20 – a própria natureza, decaída pelo pecado humano, aguarda em esperança o momento de sua redenção.

→ Rm 8.24-25 – afirmação basilar de nossa fé: a nossa salvação baseia-se unicamente na esperança, uma vez que confiamos naquilo que não vemos e não comprovamos.

→ Rm 12.12 – a recomendação é para ser paciente em meio aos aperreios da vida e isso fazer com alegria na esperança.

→ Rm 15.4 – o propósito das Escrituras está em que elas nos encorajam a permanecer em esperança.

→ Rm 15.12 – a partir da citação do profeta Isaias, cremos com convicção que da raiz de Jessé se levantou o rei onde está posta nossa esperança.

→ Rm 15.13 – em sua oração, o apóstolo roga para que o Deus de onde provém nossa esperança nos encha de alegria, paz e fé, no poder do Espirito Santo.

 

Assim, permita-me fazer três destaques daquilo que a esperança significa em nossa vida cristã:

Primeiro.  Nossa situação perante Deus é de uma dívida impagável, por conta de nosso pecado.  E isso nos leva a uma condição de carentes da glória de Deus (certifique-se em Rm 3.23).

Observação: e ser judeu não traz vantagem nenhuma, segundo o próprio apóstolo (confira Rm 3.1). 

Voltando ao primeiro destaque.  Cristo Jesus, através de sua graça, nos declarou justo, quitando a nossa dívida eterna.  E, embora venhamos a enfrentar dificuldades e provações, desfrutamos da segurança de que participaremos da sua glória (leia novamente Rm 5.1-2).

Segundo.  Isso implica em que agora não podemos ainda (enfatizo: ainda) desfrutar de todas as conquistas da justificação advindas da graça e conquistada na cruz, mas já vivo na certeza absoluta de ouvir no grande dia o “vinde bendito do meu pai” pela certa esperança de que “aquele que prometeu é fiel” (alinhe Mt 25.34 e vá mais adiante a Hb 10.23).

E terceiro.  Enquanto progredimos nessa vida aqui, nossa alegria, paz e fé deve estar inteiramente depositada em Deus que é a única fonte de nossa esperança.  Somente o Espírito Santo pode nos fazer transbordar de esperança e convicção santa de que no porvir reinaremos com Cristo em glória (volte a Rm 15.12-13).  Essa, sim, é a essência básica de nossa mensagem e vida cristã.

 

Que também seja essa nossa oração e missão, anunciar e fazer extravasar nessa geração a esperança que há em Cristo Jesus.

 

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