A
carta aos Romanos é um texto básico para a fé cristã: sua compreensão e
sistematização.
É aos Romanos
que Paulo vai enfatizar a justificação pela fé, o mistério da graça, a justiça
divina e a vida renovada do cristão. E
assim, alinhando todo esse arcabouço doutrinário, o tema da esperança pode nos
servir de fio condutor que liga esses vários aspectos.
Acompanhe:
→ Rm 4.18 – Abraão tornou-se pai se apegando a uma esperança que
se estabeleceu contra a própria esperança.
→ Rm 5.2 – nossa participação na justificação só está acessível em
esperança.
→ Rm 5.4-5 – o caráter aprovado do cristão produz sempre
esperança. E essa esperança nunca decepciona.
→ Rm 8.20 – a própria natureza, decaída pelo pecado humano,
aguarda em esperança o momento de sua redenção.
→ Rm 8.24-25 – afirmação basilar de nossa fé: a nossa salvação baseia-se
unicamente na esperança, uma vez que confiamos naquilo que não vemos e não
comprovamos.
→ Rm 12.12 – a recomendação é para ser paciente em meio aos
aperreios da vida e isso fazer com alegria na esperança.
→ Rm 15.4 – o propósito das Escrituras está em que elas nos
encorajam a permanecer em esperança.
→ Rm 15.12 – a partir da citação do profeta Isaias, cremos com convicção
que da raiz de Jessé se levantou o rei onde está posta nossa esperança.
→ Rm 15.13 – em sua oração, o apóstolo roga para que o Deus de
onde provém nossa esperança nos encha de alegria, paz e fé, no poder do
Espirito Santo.
Assim,
permita-me fazer três destaques daquilo que a esperança significa em nossa vida
cristã:
Primeiro. Nossa situação perante Deus é de uma dívida
impagável, por conta de nosso pecado. E
isso nos leva a uma condição de carentes da glória de Deus (certifique-se em Rm
3.23).
Observação:
e ser judeu não traz vantagem nenhuma, segundo o próprio apóstolo (confira Rm
3.1).
Voltando
ao primeiro destaque. Cristo Jesus,
através de sua graça, nos declarou justo, quitando a nossa dívida eterna. E, embora venhamos a enfrentar dificuldades e
provações, desfrutamos da segurança de que participaremos da sua glória (leia novamente
Rm 5.1-2).
Segundo. Isso implica em que agora não podemos ainda
(enfatizo: ainda) desfrutar de todas as conquistas da justificação advindas da
graça e conquistada na cruz, mas já vivo na certeza absoluta de ouvir no grande
dia o “vinde bendito do meu pai” pela certa esperança de que “aquele que prometeu
é fiel” (alinhe Mt 25.34 e vá mais adiante a Hb 10.23).
E
terceiro. Enquanto progredimos nessa
vida aqui, nossa alegria, paz e fé deve estar inteiramente depositada em Deus que
é a única fonte de nossa esperança.
Somente o Espírito Santo pode nos fazer transbordar de esperança e
convicção santa de que no porvir reinaremos com Cristo em glória (volte a Rm
15.12-13). Essa, sim, é a essência
básica de nossa mensagem e vida cristã.
Que
também seja essa nossa oração e missão, anunciar e fazer extravasar nessa
geração a esperança que há em Cristo Jesus.

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