terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Quatro conselhos bíblicos sobre o ADULTÉRIO

Por vezes a questão da sexualidade é tratada em círculos cristãos com extremos, ambos condenáveis: ou como elemento central de nossa prática religiosa – que não o é – ou como algo escondido e a ser esquecido – que também não deve ser. 
Quando Deus criou o ser humano constatou que era tudo muito bem (veja em Gn 1:31) e isto inclui e vida conjugal com seus privilégios e suas regras.  Na Bíblia, o livro de Provérbios, ao tratar do adultério, apresentou o tema como Deus o deseja: sem um moralismo aparente, mas tratando-o e enfrentando-o com o cuidado que merece e mantendo seu contorno espiritual adequado.
São a partir destes conselhos de Provérbios que aplicaremos as lições aqui aprendidas.
a) Considere o tema da pureza conjugal como algo ordenado pelo próprio Deus e que deve ser tratado com sabedoria e bom senso.
b) Tenha cuidado em não alimentar sequer idéias imorais e levianas quanto ao tema do respeito e da santidade.  Nunca sequer abra espaço em suas idéias para cogitar tal deslize (veja a sequência do pecado em Tg 1:14-15).
c) Não se deixe seduzir por palavras doces ou pela beleza passageira que convidam ao pecado.  Lembre-se que no início podem até ser agradáveis, mas seu fim é de morte (veja a advertência de Pv 14:12).
d) Assuma e valorize seus compromissos – principalmente conjugais – feitos diante de Deus e viva-os como uma dádiva divina para você (observe ainda Pv 18:22).

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

QUANDO SOPRA O VENTO

No segundo versículo da Bíblia é dito que o Espírito – como um vento – de Deus soprava sobre a terra ainda em formação.  Até então só havia silêncio e caos.  É aí que, de maneira poética, o texto diz que Deus com o seu vento pairava sobre o nada primordial.
Essa associação entre espírito e vento que transcorre o texto sagrado, além de linguística, permite deixar voar minha mente e alma e ser envolvido pela beleza e fascínio deste sopro.   Com esta poesia, veja comigo o que acontece quando sopra o vento de Deus.
Em primeiro lugar, Deus fala.  Em Gênesis capítulo primeiro, o que domina a narração é: E disse Deus...  Quando sopra o vento do Senhor ouve-se a sua voz.
O Deus que com seu Espírito pairou no princípio é o Deus que fala com os seres humanos.  Como um vento que sopra e toca nossos ouvidos, o Senhor sempre fala de suas maravilhas a sua obra prima (uma boa referência é a conversa de Jesus com Nicodemos – veja Jo 3:8; mas também a indicação de Amós em Am 3:7). 
Ainda no Gênesis, do nada o universo é criado.  Não me interessa informações astronômicas ou documentação científica.  O sopro espiritual é poesia criativa e beleza que gera mundos.
Através da leitura bíblica sou levado a acompanhar o processo criativo do vento divino enquanto ele sopra.  Não havia material pré-existente – Deus não precisa disso, ele faz do nada o tudo acontecer, traz a existência o que não existe (o texto aos Hebreus diz que aceitamos isso somente pela fé – Hb 11:3; leia ainda como é bela e forte a resposta do Senhor a Jó a partir do capítulo 38).
Quando sopra o vento do Espírito, o caos se transforma em jardim: o que era deserto e desordem, com o passar deste vento, é processado em um lugar acolhedor e belo.
O vento soprando é a garantia que tenho na existência de um projeto maior para a criação.  Deus não criou o mundo e o abandonou a própria sorte; ele quer que eu viva num lugar aconchegante, por isso sopra sobre a desordem para que haja vida e bem neste lugar (a Isaías é dito bem claro – Is 45:18; e este sentido pode também ser lido na promessa de Rm 8:18-25).
O mesmo Espírito que soprou no princípio ainda assobia em meus ouvidos e me enche de vento sagrado, pois foi soprado sobre os discípulos pelo próprio Jesus (confira em Jo 20:22).  É por isso que continuo crendo que nesta brisa divina ainda posso escutar a voz do Senhor, posso ver um mundo novo sendo criado e nele um jardim de delícias sendo plantado.
Que sejamos embalados neste vento que sopra sobre nós.

(Esta reflexão foi publicada originalmente no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 20/05/2010)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quatro Conselhos bíblicos sobre a HUMILDADE



Deixe-me afirmar que o tema da humildade é tratado na Bíblia como um tema de profundo interesse espiritual e que, portanto, para nós, servos de Deus, como tal deve merecer igual importância.  Não é só uma atitude de simplicidade exterior, mas uma predisposição íntima de viver no temor do Senhor e buscar com santo zelo evitar o coração soberbo e arrogante.
Com esta intenção, vejamos algumas aplicações práticas que podemos trazer para a nossa vida diária:
a) Antes de demonstrar humildade em suas atitudes, compreenda que comportamento sem coração é fingimento, e Jesus não tolera tal proceder (como na crítica aos fariseus em Mt 23:27).
b) Também antes de buscar a honra e o reconhecimento por suas ações e vida, lembre-se que a humildade de alma e o temor de Deus são condição para que se obtenha o galardão do Senhor (lembre-se de Pv 22:4).
c) Mantenha uma atitude vigilante contra o espírito arrogante – mesmo que seja uma pretensa arrogância espiritual – pois em toda a Bíblia tal atitude sempre nos afasta de Deus e configura-se como pecado (em Pv 16:5 e no NT em Tg 4:6 e 1Pe 5:5).
d) Assim, faça da humildade a sua real e essencial característica de vida cristã (observe que o termo é revista-se em Cl 3:12-14).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESTEJAM ALEGRES SEMPRE

No último domingo de 2013, estava escalado para trazer a mensagem no culto da noite em nossa igreja.  Alguns chamam de sermão, para mim é um misto de privilégio com responsabilidade.  E me senti assim: um responsável privilegiado.
Consultando o Senhor, entendi que deveria refletir sobre o tema da alegria.  Estávamos celebrando batismos e era o último domingo do ano – ano do nosso centenário, nossa celebração.  Ou seja, motivos e mais motivos para alegria.  E assim foi.  E como ainda estou respirando os ares daquelas celebrações, quero compartilhar o esboço comentado do que levei ao púlpito dominical.
Como texto base, tomei a instrução – ordenamento ficaria melhor – do apóstolo Paulo aos crentes de Tessalônica em sua primeira carta: Estejam sempre alegres (1Ts 5:16 – no original grego são apenas duas palavras: um advérbio e um verbo imperativo). 
O tema da alegria é extremamente abundante em toda a Bíblia.  Há perto de uma centena de passagens em que ela é mencionada, de maneira direta ou indireta.  Então, de saída já posso entender que Deus, o autor da Bíblia, não somente se interessa muito pela alegria, como também deseja comunicá-la aos seus amados.
Senão vejamos, por exemplo:
ü       Em Ne 8:10 – a alegria do Senhor é a nossa força
ü       Em 1Cr 16:21 – está em sua habitação
ü       No Sl 30:5 – vem pela manhã
ü       No Sl 100:2 – devo servir ao Senhor com alegria
ü       No Sl 126 – é gerada pelas grandes coisas que Deus fez por nós
ü       Em Mt 5:12 – antecipa o galardão do ceu
ü       Em Lc 10:20 – é motivada por se ter o nome no Livro da Vida
ü       Em Rm 14:17 – é o próprio Reino de Deus
ü       Em Gl 5:22 – é fruto de Espírito
ü       Em Jd 24 – glória àquele que nos apresenta a Deus em alegria
ü       E em Ap 21:5 – ele enxugará de nossos olhos toda lágrima.
Mas, como cumprir uma ordem desta? Como se manter alegre?
Em primeiro lugar, mude o foco de sua vida.  Hc 3:17-18 reconhece que mesmo diante das adversidades: todavia eu me alegarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação.
Lembre-se de Paulo (em At 16) que mesmo na prisão orou e cantou louvores.
Também reconheça os verdadeiros motivos:
1.       Sofonias lembra que o Senhor está no nosso meio (Sf 3:14-17)
2.      Jeremias cita a nossa salvação (Jr 31:31)
3.      Paulo instrui a apresentar ao Senhor nossas ansiedades (Fl 4:4-7)
E finalmente, aceite o desafio do Sl 16:11 – deixe-se ser tomando pela presença do Senhor, pois nela há abundância de alegria.

Antes de concluir, deixe-me fazer a propaganda.  Aqui é só o esboço, se você quiser ver e ouvir todo o culto do dia 29/12/2013, acesse a página da igreja – pibasergipe.com – e no link do culto ao vivo você pode encontrar lá a gravação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A PRIMEIRA SEGUNDA DE 2014

Na primeira segunda-feira do ano levantei cedo, cuidei de todos os prefácios matinais e fui até o ponto do ônibus pegar a condução para ir ao trabalho.  Nada de excepcional.  Ir e vir de ônibus não é novidade – eu o faço com relativa frequência e até já postei sobre isso mais de uma vez.
Então, além do fato de ser o início da primeira semana efetiva do ano depois das festividades, nada de mais.  Fiquei entre 5 e 10 minutos (não cronometrei), o ônibus chegou, cheguei ao terminal, troquei de linha e prossegui.  Quase uma hora depois de ter fechado a porta de casa, estava diante de minha mesa de trabalho.  Continuo na rotina. 
Cheguei a fazer algumas anotações sobre o que observei neste trajeto, pensei em refletir sobre o peso da rotina do trabalhar, ou aspectos sociológicos da interseção social forçada, mas larguei tudo prá lá.  Era só a primeira segunda de 2014.  O rascunho não foi adiante e agora já nem sei onde coloquei o papel rabiscado.
Neste caso vou retomar apenas do que me lembro de ter chamado minha atenção e ocupado minhas ideias naquela manhã cedo.
— Eh! Segunda-feira cedo também se pensa!!!
Vamos lá:
Lembro-me de ter achado curioso ter lido algo sobre mobilidade urbana; e ter reforçado a ideia de que o termo pouco representa além de discurso de engravatado em sala com ar-condicionado.  Muita teoria e práticas escassas de serventia igualmente poucas para o bem comum. 
Enquanto o próprio povo que precisa tomar lotação todo santo dia (e a palavra é essa mesma: precisa – por que ninguém pega ônibus lotado suando já de manhã cedo por amar aquilo!).  Sim, enquanto eles, ou melhor nós – eu também estou lá – formos apenas rebanho em pau-de-arara pagando caro por serviço barato...
Mas antes que o parlatório político tome conta, deixe-me voltar ao que lembro.
No ponto do ônibus, notei que passaram diversos carros – era hora de ir ao batente.  Mas o que chamou à atenção foi constatar que a absoluta maioria era ocupado quase que exclusivamente pelo motorista.  Aqui ou ali, dois ou três passageiros.  Mas isso foi exceção.
— Não vou criticar, se não estivesse esperando também minha condução talvez o meu carro tivesse passado por ali só com o motorista! Não sou juiz de ninguém.
A questão é que o carro passou a ser necessidade nesta sociedade.  – Lá vou eu de novo com reflexão sociológica.
Mas, fala sério! Um carro de quatro metros, no mínimo, todo dia consumindo combustível exclusivo, poluindo em escala, entulhando as vias e descarregando stress para todo lado servindo a apenas um ser humano.  Tem alguma coisa errada!
Mas já está bom por hoje.  Queria falar ainda sobre as pessoas dentro do coletivo.  Também observei isto.  Acho que daria uma boa reflexão, mas vai ficar para outra vez...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

É TUDO NOVO

A partir do capítulo 21 de Apocalipse nós lemos a descrição da visão final de João sobre os eventos gloriosos dos últimos tempos.  Depois de transcrever as cartas, de contemplar o trono, de testemunhar a ruína da besta e a convocação dos lavados pelo sangue e de adorar junto com os seres viventes; depois disso tudo, o apóstolo ouve a voz do trono que declara a vitória definitiva do Cordeiro.
Desta narração das bodas eternas me chama a atenção logo de início que as primeiras coisas já são passadas (atestado no verso de Ap 21:4).  O antigo céu e a antiga terra, com seus espinhos, dores e lágrimas se acabaram.  O provisório deu lugar ao definitivo.  O ainda não deu lugar ao agora eterno de Deus.  Os novos céus se abrem para receber aqueles que venceram e, já de posse da coroa da vida, agora podem desfrutar da companhia estimada do noivo e celebrar a presença do tabernáculo de Deus com os homens. 
É a festa da presença absoluta entre nós!  É exatamente aqui onde se cumprem as palavras de Paulo quando diz que as aflições deste tempo presente – com suas mazelas e doenças – hão de dar lugar a incomparável glória em nós revelada (como gosto de Rm 8:18!).  Enfim chegou o dia: minha face será limpa das lágrimas que hoje insistem em correr e assim poderão brilhar refletindo a luz que vem do trono.
Claro que isso só é possível por que aquele que está sentado sobre trono declara que faz pessoalmente novas todas as coisas (dito no verso de Ap 21:5).  Isso quer dizer que o novo não é produzido a partir de elementos tirados do velho.  Os novos céus não são simples herança transmudada do velho céu. O velho já não existe e o todo novo agora acontece.
Com alegria percebo que aquele que realiza tanto o querer quanto o efetuar (expressão tirada de Fl 2:13); o que do nada traz tudo a existência (expressão aprendida de Hb 11:3); sim, é ele que faz acontecer para sua noiva o reino que está preparado desde antes da fundação dos séculos (expressão encontrada em Mt 25:34).
Mas quem é ele?  É o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (declarado em Ap 21:6).  Aquele que não conhece limites para o seu poder pois abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre (escrito à igreja de Filadélfia em Ap 3:7).  Este é o Cordeiro que foi morto mas vivo está (confira Ap 1:18) e a quem foi dado todo o poder nos céus, na terra e debaixo dela (ele o declarou em Mt 28:18). 
O Soberano supremo, Senhor dos senhores, Rei dos reis, aquele que era, que é e que havia de vir (palavras de Ap 1:8).  Finalmente chegou o grande dia do Senhor em que ele, postado no seu trono, receberá toda glória, honra, louvor e adoração.  É ele que faz tudo novo!
Hoje quando releio as palavras da descrição desta visão final de João lá em Patmos, sou levado a me juntar desde já àquela multidão e bradar: Aleluia pois reina o Senhor e chegou a hora da festa (o canto está em Ap 19:6-7).
 (Reflexão publicada originalmente no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 19/02/2009.  
A imagem lá em cima é um detalhe da Nebulosa Horsehead e foi capturada a bordo do Ônibus Espacial Discovery em comemoração ao 23º aniversário do lançamento do Hubble ainda em 2009. 
Fonte: hubblesite.org)

Leia também o livro TU ÉS DIGNO - Uma leitura de Apocalipse.  Texto comovente, onde eu coloco meu coração e vida à serviço do Reino de Deus. Você vai se apaixonar por este belíssimo texto, onde a fidelidade a Palavra de Deus é uma marca registrada.

 


Disponível na:
AD Santos Editora

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

BODAS DE OURO

Hoje, exatamente hoje, dia 07/01/2014, a minha mãe - Idea e o meu pai - Jabes completam 50 anos de casados.  É claro que vamos fazer uma grande festa para celebrar estas BODAS DE OURO!  O culto será no templo da 1ª Igreja Batista às 20h.  Depois eu conto como foi.  Por enquanto, ficam aí duas fotos: uma tirada há cinquenta anos outra mais recente.
O casal em 07/01/1964

O casal hoje