terça-feira, 18 de agosto de 2026

FILMES QUE ME MARCARAM – 2ª parte

Continuando a lista de filmes que influenciaram na minha formação como homem (ainda: ser humano diga melhor!), apresento mais alguns aqui.

Se quiser rever a primeira lista, aqui é o link.

Continuo recomendando cada um deles:

 

🎞A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO

🎥 Título Original em inglês: The Last Temptation of Christ.  EUA, 1988.  Dirigido por Martin Scorsese.  Baseado no romance homônimo do grego Níkos Kazantzákis, publicado em 1951.

⌨️ O enredo do filme retrata uma suposta vida de Jesus Cristo e a sua luta contra várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e luxúria.

✍️ Embora o filme traga um aviso explícito de se tratar de obra de ficção, sem base bíblica, o filme causou frisson e revolta em vários cristãos mundo afora.  Talvez tenha sido isso que me atraiu para assistir.  Detalhe: o diálogo (imaginado) do Jesus do filme com Paulo é primoroso.  E posso afirmar que não abalou em nada a minha fé nem a minha Teologia, pelo contrário, trouxe-me bons argumentos humanos para enriquecê-las.

 

🎞A LISTA SCHINDLER

🎥 Original em inglês: Schindler's List.  Filme norte-americano de 1993, dirigido por Steven Spielberg.  Embora o personagem principal, Oskar Schindler, seja real e histórico, o enredo é baseado num romance do australiano Thomas Keneally.

⌨️ O filme começa em 1939 com os alemães iniciando a relocação dos judeus poloneses para o Gueto de Cracóvia, pouco depois do início da II Guerra Mundial.  Enquanto isso, o empresário da Morávia Oskar Schindler, planeja fazer fortuna através de contratos com os nazistas.  Mas, o que começa como empreendimento capitalista, converte-se num plano de salvamento de judeus.

✍️ Obra fundamental para a compreensão do nazismo e seu rastro de destruição.  É bastante interessante acompanhar o humanismo e seu processo de formação na mente e alma de Schindler, em contraste com a deformação do Reich alemão.

 

🎞A PAIXÃO DE CRISTO

🎥 Título Original: The Passion of the Christ.  EUA (2004).  Produzido e dirigido por Mel Gibson.  Falado em hebraico, aramaico e latim.

⌨️ O filme cobre principalmente as últimas doze horas antes da morte de Jesus Cristo, conhecida como "a Paixão", iniciando-se com a agonia no Getsêmani, seguindo com a traição de Judas Iscariotes, a flagelação, o sofrimento de Maria e tendo a crucificação e morte de Jesus como ponto alto.  No final, uma breve descrição de sua ressurreição.

✍️ Começando pelos diálogos nas línguas originais, a obra se mostra bem fiel em retratar o ambiente em Jerusalém naquela última semana na vida de Jesus.  Eu o trouxe para mostrar lá no Sol Nascente, quando era pastor ali, e serviu de ponto de partida para uma rica e profunda discursão sobre o que evento significou para minha vida, fé e Teologia.  Penso que todo estudante que leve a sério sua jornada teológica deveria se incluir nesse debate.

 

🎞10.000 AC

🎥 Título Original: 10,000 BC.  Nova Zelândia / EUA (2008), dirigido por Roland Emmerich, com Steven Strait e Camilla Belle

⌨️ Numa era pré-histórica, um caçador lidera um grupo através de um imenso deserto para encontrar o esconderijo de outra tribo, cujo líder raptou a mulher que ele ama.

✍️ Filme recente, entre os melhores que já assisti.  Valeu como uma aula de linguística, antropologia e da construção da humanidade enquanto ser histórico e comunitário.  Além de uma excelente demonstração de formação de liderança.  O plot twist final é meio clichê, mas o motivo romântico perdoa.

 

🎞TEMPOS DE PAZ

🎥 Filme brasileiro de 2009, dirigido por Daniel Filho, com roteiro de Bosco Brasil baseado em sua peça teatral "Novas Diretrizes em Tempos de Paz". 

⌨️ O enredo simples acontece em 1945 com o fim da segunda guerra quando um ator polonês chega ao Brasil e precisa convencer o agente da alfândega a deixá-lo ficar.  E lança um desafio de fazer chorar o duro agente.  E se conseguisse, ganharia salvo conduto.  O filme é basicamente o diálogo entre eles.

✍️ Já citei esse filme num texto que me propus a descrever o que é arte (leia no link).  Além das exuberantes atuações dos artistas Tony Ramos e Dan Stulbach, o argumento demonstra o poder que as palavras são capazes de exercer sobre a mente e a vida humana.

 

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

FILMES QUE ME MARCARAM – 1ª parte

Na minha formação como homem (talvez: ser humano diga melhor!) e como estudante de Teologia, alguns filmes me marcaram.  Veja aí uma lista com alguns deles, entre os antigos e os mais recentes – apresentada na sequência por ano de produção.

Recomendo cada um deles:

 

🎞AMADEUS

🎥 Filme americano de 1984, dirigido por Milos Forman.

⌨️ A obra é uma interpretação livre da vida do compositor Wolfgang Amadeus Mozart e suas desavenças e ciúmes com o também compositor Antonio Salieri.

✍️ Valeu pela imersão na obra genial de Mozart e como ela nos fala a alma.  Sobre o Réquiem do Mozart, clímax do filme, eu até já escrevi (leia no link).

 

🎞INIMIGO MEU

🎥 Título Original: Enemy Mine.  EUA, 1985.  Dirigido por Wolfgang Petersen e baseado numa novela de Barry B. Longyear.

⌨️ Filme de ficção científica que narra a história de um soldado da Terra e de um alienígena Jeriba que, inimigos em uma guerra espacial, depois de perdidos ambos em um planeta inóspito, terminam por se tornarem profundamente amigos, dando lugar a consequências imprevisíveis.

✍️ De saída: para os fãs de Spielberg, talvez seu ritmo lento pareça monótono – e não sei se foi assim de propósito – mas penso que isso até ajude.  Entre as idas e vindas do enredo, o diálogo sobre Mickey Mouse é um dos melhores para se refletir sobre os conceitos de religião e como construímos nosso relacionamento com o sagrado.

 

🎞A MISSÃO  

🎥 Título Original: The Mission.  Filme britânico de 1986, dirigido por Roland Joffé.

⌨️ Com Robert de Niro no papel de Rodrigo Mendoza, ele é um mercador de escravos espanhol, que mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama.  Porém, o remorso o leva a juntar-se aos jesuítas, nas florestas brasileiras.  Lá, ele fará de tudo para defender os índios que antes escravizara.

✍️ No começo de minha formação teológica, esse filme ajudou a demolir alguns conceitos ingênuos de meu cristianismo (e a associação que fiz depois com a vida de Bartolomeu de las Casas – já falei sobre ele, leia no link – só fez fortalecer as bases de minha fé).  A cena final com o violino é sublime.

 

🎞EU SEI QUE VOU TE AMAR

🎥 Filme brasileiro de 1986 escrito e dirigido por Arnaldo Jabor.  Com Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.

⌨️ Um casal separado volta a se encontrar.  Sozinhos, eles decidem realizar um jogo da verdade sobre tudo o que já lhes aconteceu ao longo da vida.  

✍️ Para quem trabalha com psicanálise, ou coisas do ramo, talvez o filme proponha uma excelente discussão.  Para mim, lembro que uma frase me marcou – e aqui cito de memória – porque atiçou minha mente teológica: — Deve haver uma palavra que, uma vez dita, mude o mundo!  Então minha associação com o Logos que se fez carne foi inevitável.

 

🎞A FESTA DE BABETE  

🎥 Original: Babettes Gœstebud.  Dinamarca (1987), dirigido por Gabriel Axel, e com roteiro baseado em um conto de Karen Blixen.

⌨️ A história se passa em 1871, num vilarejo nos confins da Dinamarca e tem seu ponto alto quando Babette – uma cozinheira parisiense refugiada naquele lugar fugindo da repressão da Comuna de Paris – oferece sua arte para celebrar o centenário do pastor local aos fiéis rabugentos.

✍️ Usei esse filme num texto sobre arte (leia no link).  Sobre sua influência: lembro-me de sentir o peso devastador do puritanismo religioso na vida das pessoas (o fundamentalismo provoca o mesmo efeito!), e como Deus pode se manifestar e trazer vida em abundância e com leveza e qualidade através da arte.  Também a cena da refeição comum me trouxe pontes teológicas interessantíssimas com a ceia pascoal celebrada por Jesus e repetida pela Igreja. 

  

Vou continuar essa lista:

FILMES QUE ME MARCARAM – 2ª partelink

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

MAGNIFICAT – Cântico ao Altíssimo



MAGNIFICAT – Um cântico feminino pelos 90 anos de minha mãe.

Reflexão baseada no Cântico de Maria em Lc 1.46-55.

 

Por que Maria magnificou ao Altíssimo?

* Porque ela conhecia o Todo-Poderoso e sabia da sua atuação graciosa

* Porque Deus gosta de nos colocar no meio da sua manifestação da história

* Porque diante da ação divina, nada me resta a fazer a não ser exaltá-lo.

 

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