O relacionamento de Deus com o povo de Israel se estabeleceu baseado
numa aliança mútua. O Senhor que tirou o povo do Egito deu a eles seus
estatutos e normas “pelas quais o homem viverá ao cumpri-las” (Ez 20.11). Mas o
povo não seguiu as instruções divinas nem lançou “fora as abominações que
encantavam os seus olhos” (v. 8).
Embora o Senhor tenha dado seus estatutos para que servissem de
testemunho entre Deus e Israel (Ez 20.20), o povo, a começar por seus sacerdotes,
não fez diferença entre o santo – aquilo que deveria ser separado para Deus – e
o profano – aquilo que deveria ser rejeitado (Ez 22.26).
É verdade que o Senhor nunca desistiu do seu povo pois continuou
buscando “entre eles um homem que levantasse o muro e se pusesse na brecha” (Ez
22.30); mas não achou ninguém dentre os filhos de Israel que fizesse esse
compromisso com Deus e com o povo.
Restou o lamento: “Ai da cidade que derrama sangue sobre si mesma e faz
ídolos contra si mesma, para se contaminar!” (Ez 22.3). E o conjunto de
acusações contra a cidade infame incluía: derramar sangue (v. 6), desprezar os
pais, oprimir estrangeiros, ser injusto com órfãos e viúvas (v. 7), profanar
coisas santas (v. 8), caluniar (v. 9), adulterar (v. 11) e extorquir o próximo
(v. 12). Todos pecados que afastam o ser humano dos caminhos de Deus.
Diante de tal quadro, o Senhor entregou ao profeta Ezequiel sua palavra.
E o fez através da parábola das duas irmãs: Oolá e Oolibá; as quais ele mesmo
identificou pelo nome: “Samaria é Oolá, e Jerusalém é Oolibá” (Ez 23.4).
Na narrativa, as duas irmãs “seguiam o mesmo caminho” (Ez 23.13) de
prostituição com seus amantes assírios e egípcios e como consequência o Senhor
já havia dado sua sentença: “Farei subir uma multidão contra elas e as
entregarei ao tumulto e ao saque” (Ez 23.46).
E quando a sentença se cumpriu com a queda da cidade, registrada com
data no livro profético (Ez 24.2), o Senhor ainda usou uma tragédia pessoal de
Ezequiel para servir de sinal. Com a morte da mulher do profeta (o desejo dos
seus olhos – Ez 24.16,18), ele foi instruído a não demostrar luto e a gemer em
silêncio (v. 17), simbolizando a tragédia que se abateria sobre a nação os
faria definhar e gemer (v. 23).
O motivo principal, contudo, de toda essa situação seria para que no fim
todos soubessem quem é o SENHOR (Ez 26.27).
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