terça-feira, 9 de setembro de 2014

Parábola das coisas – O PÃO JACÓ

Todo sergipano que se preze sabe que na padaria se compra é pão Jacó.  Sei que por aí a fora ele tem nomes variados e também, para falar a verdade, já ouvi muitas histórias sobre a origem deste nome especificamente nosso, mas não vou cuidar disso por agora.  O que importa é que por aqui se conhece diversos pães: cilindro, doce, carrapicho, de forma, e outros.  Contudo, o pão nosso de cada dia é o pão Jacó.
Quando qualquer mãe daqui diz para o filho:
— Menino, vá na padaria e me traga meia dúzia de pão.
Com certeza ela está pensando no inigualável pão Jacó.  O mais é agregado, ou variação.
Com ele tudo vai bem.  Parta-o e coloque manteiga, margarina, queijo, tomate, salame, patê, carne, presunto, molho de frango, requeijão, alface. Ou então geléia, doce de leite, goiabada... Ou nada disso, já que ele é uma delícia até puro! Para acompanhá-lo pode ser chá mate gelado, café, suco de qualquer coisa, chá quente, refrigerante, leite, iogurte e mais o que tiver.
Algumas poucas moedas já são suficientes para se voltar da padaria com pelo menos um pão Jacó ('tá certo! Vou concordar que cada dia ele fica mais caro!).  Mas ainda é alimento encontrado na mesa do rico e do pobre.  Come dele a empregada e a patroa, o peão e o engenheiro e toda criança aprende a gostar dele desde cedo.
Pode ser comido no café-da-manhã ou no jantar, mas também não pode ser esquecido em nenhum outro momento em que a barriga acusa.  Ele é bom a toda hora.
A versatilidade do pão é tanta que se poderia escrever diversas laudas sobre ele.  Não vou fazer isso.  Apenas tomá-lo como parábola.  E para isso quero me lembrar das palavras de Jesus Cristo.  Ele declarou: Eu sou o pão da vida.  Aquele que vem a mim nunca terá fome (leia em Jo 6:35).
Ora, o que eu sei é que se o próprio Jesus estivesse andando pelas ruas de Aracaju enquanto pregava sua mensagem e se apresentava aos seus discípulos ele teria dito: eu sou igualzinho a pão Jacó.  Todo mundo e qualquer um pode vir a mim e a ninguém eu me nego.  A todos ofereço alimento para a alma.  O rico e o pobre, a empregada e a patroa, o peão e o engenheiro e toda criança deveria aprender a gostar de mim desde cedo.
O mais é agregado, ou variação.

10 comentários:

  1. Amei esse texto. Deus te abencoe!

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    1. Obrigado, querida.
      Que bom que gostou.
      A glória seja a Cristo: o Pão da Vida.
      Abs.

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  2. Ótimo texto eu nem imaginava que em Sergipe esse tipo de Pão era chamado de Pão Jacó realmente em cada região ele é chamado e nomes diferentes aqui em São Paulo ele é conhecido por Pão Frances ou Pão de Sal

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    1. Obrigado, querido. Realmente o pão nosso de cada dia chamamos de Pão Jacó - esse mesmo que aí em São Paulo é conhecido como Pão Frances.
      Abs.

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  3. Clara e oportuna a analogia do pão com o Mestre. Um alimento nobre, milenar, e tem a graça de alcançar todas as camadas. Vivo em uma área de periferia, onde a pobreza é acentuada e pelas nossas ruas empoeiradas passa diariamente o nosso "pãozeiro", vendendo pães de diversos tipos, principalmente o jacó que aqui chamamos francês... curiosamente, ao para a bicicleta para vender pão, em torno do pãozeiro sempre há um aglomerado de compradores de pão, crianças, senhoras, velhos... e ali eles começam o dia comprando pão e divulgando as notícias da comunidade... Muito oportuna a sua crônica!

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    1. Obrigado pela colocação e contribuição na reflexão. Gostei da alusão ao "pãozeiro" - enriqueceu a reflexão. Que sejamos como "pãozeiros" que leva o Pão da Vida a todos.
      Abs.

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  4. Parabéns pelo Texto Jabes, confesso que me lebrou as pregações do Pastor Cláudio Duarte. Conseguiu dar o recado e de forma humorada. Além disso, ainda fez parábola como o Mestre.

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    1. Obrigado querido.
      A glória seja unicamente ao verdadeiro Pão Vivo que desceu do céu.
      Abr.

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