sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESTEJAM ALEGRES SEMPRE

No último domingo de 2013, estava escalado para trazer a mensagem no culto da noite em nossa igreja.  Alguns chamam de sermão, para mim é um misto de privilégio com responsabilidade.  E me senti assim: um responsável privilegiado.
Consultando o Senhor, entendi que deveria refletir sobre o tema da alegria.  Estávamos celebrando batismos e era o último domingo do ano – ano do nosso centenário, nossa celebração.  Ou seja, motivos e mais motivos para alegria.  E assim foi.  E como ainda estou respirando os ares daquelas celebrações, quero compartilhar o esboço comentado do que levei ao púlpito dominical.
Como texto base, tomei a instrução – ordenamento ficaria melhor – do apóstolo Paulo aos crentes de Tessalônica em sua primeira carta: Estejam sempre alegres (1Ts 5:16 – no original grego são apenas duas palavras: um advérbio e um verbo imperativo). 
O tema da alegria é extremamente abundante em toda a Bíblia.  Há perto de uma centena de passagens em que ela é mencionada, de maneira direta ou indireta.  Então, de saída já posso entender que Deus, o autor da Bíblia, não somente se interessa muito pela alegria, como também deseja comunicá-la aos seus amados.
Senão vejamos, por exemplo:
ü       Em Ne 8:10 – a alegria do Senhor é a nossa força
ü       Em 1Cr 16:21 – está em sua habitação
ü       No Sl 30:5 – vem pela manhã
ü       No Sl 100:2 – devo servir ao Senhor com alegria
ü       No Sl 126 – é gerada pelas grandes coisas que Deus fez por nós
ü       Em Mt 5:12 – antecipa o galardão do ceu
ü       Em Lc 10:20 – é motivada por se ter o nome no Livro da Vida
ü       Em Rm 14:17 – é o próprio Reino de Deus
ü       Em Gl 5:22 – é fruto de Espírito
ü       Em Jd 24 – glória àquele que nos apresenta a Deus em alegria
ü       E em Ap 21:5 – ele enxugará de nossos olhos toda lágrima.
Mas, como cumprir uma ordem desta? Como se manter alegre?
Em primeiro lugar, mude o foco de sua vida.  Hc 3:17-18 reconhece que mesmo diante das adversidades: todavia eu me alegarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação.
Lembre-se de Paulo (em At 16) que mesmo na prisão orou e cantou louvores.
Também reconheça os verdadeiros motivos:
1.       Sofonias lembra que o Senhor está no nosso meio (Sf 3:14-17)
2.      Jeremias cita a nossa salvação (Jr 31:31)
3.      Paulo instrui a apresentar ao Senhor nossas ansiedades (Fl 4:4-7)
E finalmente, aceite o desafio do Sl 16:11 – deixe-se ser tomando pela presença do Senhor, pois nela há abundância de alegria.

Antes de concluir, deixe-me fazer a propaganda.  Aqui é só o esboço, se você quiser ver e ouvir todo o culto do dia 29/12/2013, acesse a página da igreja – pibasergipe.com – e no link do culto ao vivo você pode encontrar lá a gravação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A PRIMEIRA SEGUNDA DE 2014

Na primeira segunda-feira do ano levantei cedo, cuidei de todos os prefácios matinais e fui até o ponto do ônibus pegar a condução para ir ao trabalho.  Nada de excepcional.  Ir e vir de ônibus não é novidade – eu o faço com relativa frequência e até já postei sobre isso mais de uma vez.
Então, além do fato de ser o início da primeira semana efetiva do ano depois das festividades, nada de mais.  Fiquei entre 5 e 10 minutos (não cronometrei), o ônibus chegou, cheguei ao terminal, troquei de linha e prossegui.  Quase uma hora depois de ter fechado a porta de casa, estava diante de minha mesa de trabalho.  Continuo na rotina. 
Cheguei a fazer algumas anotações sobre o que observei neste trajeto, pensei em refletir sobre o peso da rotina do trabalhar, ou aspectos sociológicos da interseção social forçada, mas larguei tudo prá lá.  Era só a primeira segunda de 2014.  O rascunho não foi adiante e agora já nem sei onde coloquei o papel rabiscado.
Neste caso vou retomar apenas do que me lembro de ter chamado minha atenção e ocupado minhas ideias naquela manhã cedo.
— Eh! Segunda-feira cedo também se pensa!!!
Vamos lá:
Lembro-me de ter achado curioso ter lido algo sobre mobilidade urbana; e ter reforçado a ideia de que o termo pouco representa além de discurso de engravatado em sala com ar-condicionado.  Muita teoria e práticas escassas de serventia igualmente poucas para o bem comum. 
Enquanto o próprio povo que precisa tomar lotação todo santo dia (e a palavra é essa mesma: precisa – por que ninguém pega ônibus lotado suando já de manhã cedo por amar aquilo!).  Sim, enquanto eles, ou melhor nós – eu também estou lá – formos apenas rebanho em pau-de-arara pagando caro por serviço barato...
Mas antes que o parlatório político tome conta, deixe-me voltar ao que lembro.
No ponto do ônibus, notei que passaram diversos carros – era hora de ir ao batente.  Mas o que chamou à atenção foi constatar que a absoluta maioria era ocupado quase que exclusivamente pelo motorista.  Aqui ou ali, dois ou três passageiros.  Mas isso foi exceção.
— Não vou criticar, se não estivesse esperando também minha condução talvez o meu carro tivesse passado por ali só com o motorista! Não sou juiz de ninguém.
A questão é que o carro passou a ser necessidade nesta sociedade.  – Lá vou eu de novo com reflexão sociológica.
Mas, fala sério! Um carro de quatro metros, no mínimo, todo dia consumindo combustível exclusivo, poluindo em escala, entulhando as vias e descarregando stress para todo lado servindo a apenas um ser humano.  Tem alguma coisa errada!
Mas já está bom por hoje.  Queria falar ainda sobre as pessoas dentro do coletivo.  Também observei isto.  Acho que daria uma boa reflexão, mas vai ficar para outra vez...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

É TUDO NOVO

A partir do capítulo 21 de Apocalipse nós lemos a descrição da visão final de João sobre os eventos gloriosos dos últimos tempos.  Depois de transcrever as cartas, de contemplar o trono, de testemunhar a ruína da besta e a convocação dos lavados pelo sangue e de adorar junto com os seres viventes; depois disso tudo, o apóstolo ouve a voz do trono que declara a vitória definitiva do Cordeiro.
Desta narração das bodas eternas me chama a atenção logo de início que as primeiras coisas já são passadas (atestado no verso de Ap 21:4).  O antigo céu e a antiga terra, com seus espinhos, dores e lágrimas se acabaram.  O provisório deu lugar ao definitivo.  O ainda não deu lugar ao agora eterno de Deus.  Os novos céus se abrem para receber aqueles que venceram e, já de posse da coroa da vida, agora podem desfrutar da companhia estimada do noivo e celebrar a presença do tabernáculo de Deus com os homens. 
É a festa da presença absoluta entre nós!  É exatamente aqui onde se cumprem as palavras de Paulo quando diz que as aflições deste tempo presente – com suas mazelas e doenças – hão de dar lugar a incomparável glória em nós revelada (como gosto de Rm 8:18!).  Enfim chegou o dia: minha face será limpa das lágrimas que hoje insistem em correr e assim poderão brilhar refletindo a luz que vem do trono.
Claro que isso só é possível por que aquele que está sentado sobre trono declara que faz pessoalmente novas todas as coisas (dito no verso de Ap 21:5).  Isso quer dizer que o novo não é produzido a partir de elementos tirados do velho.  Os novos céus não são simples herança transmudada do velho céu. O velho já não existe e o todo novo agora acontece.
Com alegria percebo que aquele que realiza tanto o querer quanto o efetuar (expressão tirada de Fl 2:13); o que do nada traz tudo a existência (expressão aprendida de Hb 11:3); sim, é ele que faz acontecer para sua noiva o reino que está preparado desde antes da fundação dos séculos (expressão encontrada em Mt 25:34).
Mas quem é ele?  É o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (declarado em Ap 21:6).  Aquele que não conhece limites para o seu poder pois abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre (escrito à igreja de Filadélfia em Ap 3:7).  Este é o Cordeiro que foi morto mas vivo está (confira Ap 1:18) e a quem foi dado todo o poder nos céus, na terra e debaixo dela (ele o declarou em Mt 28:18). 
O Soberano supremo, Senhor dos senhores, Rei dos reis, aquele que era, que é e que havia de vir (palavras de Ap 1:8).  Finalmente chegou o grande dia do Senhor em que ele, postado no seu trono, receberá toda glória, honra, louvor e adoração.  É ele que faz tudo novo!
Hoje quando releio as palavras da descrição desta visão final de João lá em Patmos, sou levado a me juntar desde já àquela multidão e bradar: Aleluia pois reina o Senhor e chegou a hora da festa (o canto está em Ap 19:6-7).
 (Reflexão publicada originalmente no sítio ibsolnascente.blogspot.com em 19/02/2009.  
A imagem lá em cima é um detalhe da Nebulosa Horsehead e foi capturada a bordo do Ônibus Espacial Discovery em comemoração ao 23º aniversário do lançamento do Hubble ainda em 2009. 
Fonte: hubblesite.org)

Leia também o livro TU ÉS DIGNO - Uma leitura de Apocalipse.  Texto comovente, onde eu coloco meu coração e vida à serviço do Reino de Deus. Você vai se apaixonar por este belíssimo texto, onde a fidelidade a Palavra de Deus é uma marca registrada.

 


Disponível na:
AD Santos Editora

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

BODAS DE OURO

Hoje, exatamente hoje, dia 07/01/2014, a minha mãe - Idea e o meu pai - Jabes completam 50 anos de casados.  É claro que vamos fazer uma grande festa para celebrar estas BODAS DE OURO!  O culto será no templo da 1ª Igreja Batista às 20h.  Depois eu conto como foi.  Por enquanto, ficam aí duas fotos: uma tirada há cinquenta anos outra mais recente.
O casal em 07/01/1964

O casal hoje

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CHEGAMOS AOS CEM ANOS

Hoje a Primeira Igreja Batista de Aracaju – a PIBA – é centenária.  Mas a Igreja não é o prédio, o templo com suas salas e estruturas, nem a organização com suas burocracias.  A Igreja somos eu e vocês que a vivemos em nossa comunhão diária, que a herdamos e a legamos.  Então, permita-me escrever em primeira pessoa.
Chegamos aos cem anos.  Dizer que esta é uma data relevante e histórica é apenas transitar por lugar-comum ou reafirmar o mais do óbvio.  Sei também que fugir disso é quase inevitável e não tem muito porquê.  Devo, pois, somar-me às celebrações deste momento ímpar.
Assim, chegamos a esta data centenária!  O tempo sucedeu ao tempo e aqui estamos.  Talvez, do ponto de vista deste tempo cru, cem anos não seja diferente do completar 47 ou 32 anos.  Não sei, não estava por aqui.  Pode ser que os anais da história nos contem algo.
Mas chegar aos cem anos é bem mais que a soma de dias, meses e anos.  Somos humanos – Deus assim nos fez – somos feitos de histórias e de lembranças.  Vivemos não dos fatos secos ou dos documentos frios, mas do que fazemos deles e das interpretações que a eles damos.  Assim, cem anos não podem ser iguais a trinta ou quarenta.  Eles nos tocam de maneira diferente: é um marco, uma data completa, um ciclo inteiro.  É mais que a soma de passos, desde o primeiro, passando por cada um deles.  É uma referência de chegada.
É nosso.  É humano celebrar cem anos de maneira diferentemente especial.  E por ser coisa de gente – mulheres e homens, nós os festejamos do nosso jeito: dando graças àquele que estava no início conosco, caminhou ao nosso lado todo este tempo e ainda permanece aqui, presente e atuante.
É inimaginável não fazer nossas as palavras da poesia sagrada de Davi: Se o Senhor não estivesse do nosso lado; que Israel o repita...  Sim, se não fosse o Senhor Jesus Cristo, a igreja não chegaria onde chegou: O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.  Bendito seja o Senhor! (Sl 124, versos 1, 6 e 8).
Contudo, amanhã, depois dos cem anos, o sol vai se levantar novamente, como fez neste anos que para traz já ficam.  E começaremos uma nova caminhada.  Novos passos, novas pegadas, novas marcas a se atingir que, a bem da verdade, apenas continuam as trilhas antigas.
Por isso, certamente também fazemos nossa a disposição da família de Asafe: O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez (Sl 78:3-4).
Outros dias, meses ou anos virão até que o Senhor da Igreja, o noivo, o Cordeiro em glória chegue para nos levar consigo.  Então nos será dada a eternidade pela sua graça.
Chegamos aos cem anos.  Glória a Cristo, Senhor da Primeira Igreja Batista de Aracaju.

(Texto publicado originalmente no Informativo PIBA 2013)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

LIVRANDO-SE DAS PRISÕES

Na história da igreja, vários foram os momentos em que os verdadeiros servos de Cristo tiveram que se submeter a prisões para não negar a sua fé.  Isto se repete ainda em vários lugares de nosso planeta.  Mas graças a Deus em nossa pátria podemos expressar livremente a nossa crença sem que isto nos cause perseguições.
Se não estamos expostos a prisões físicas, contudo percebemos que alguns crentes em Cristo ainda trazem em si marcas profundas de prisões na alma.  São pessoas que não conseguiram se libertar de traumas, cicatrizes, recalques, amarras e outros grilhões que o Inimigo de nossas vidas os tem aprisionado ao longo dos anos.  Mesmo sendo cristãos autênticos, mas ainda se sentem presos.
Para estes que vivem nesta situação, a única saída é aprender com aqueles que tiveram que suportar as prisões físicas e ver como eles alcançaram a liberdade completa que só o Senhor Jesus pode oferecer.
No texto de Atos 16 está narrado que Paulo e Silas foram presos por fazer o bem, mas nem por isto eles murmuraram ou se voltaram contra o Senhor.  O texto diz que por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus (At 16:25).  Que visão maravilhosa!  Os outros presos os ouviam porque somente quem tem a verdadeira liberdade interior pode louvar ao Senhor numa hora desta.
Aqui se processa a mudança da história: De repente houve um terremoto (At 16:26).  Quando Deus ouviu seus servos cantando e louvando seu nome em meio aquela situação, ele entrou com providência e mudou o curso da história.  Um terremoto foi provocado e os discípulos se viram livres.  É isto que acontece quando louvamos ao Senhor mesmo diante das cadeias – ele traz liberdade completa (Jo 8:36).
Sendo esta a sua situação; sentindo preso mesmo que seja somente em sua alma.  Ore e cante louvores ao Senhor que ele vai provocar um terremoto em sua vida e providenciar a sua liberdade completa para a glória dele.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Parábola das coisas – A BICICLETA




Lembro-me bem de um grande amigo que tive na infância e adolescência que repetia como um jargão: – Viver é igual a andar de bicicleta.  Se parar, cai!  Lembro também que para a nossa idade na época, parecia até um ensaio de um aforismo profundo.  Mas como ele repetia com frequência, e muita vezes de forma aleatória e sem conexão com contexto algum, a frase se desgastou.
Mas de tanto ser dita, ficou na memória.  Tanto é que ainda hoje eu consigo lembrar dela e do seu autor.
Outro detalhe da lembrança é o fato de a bicicleta ser companheira constante.  Por um período, foi o transporte que me levou para a escola.  Saía montado nela com a turma da igreja – a minha turma.  Fui a praia, ao parque e outros destinos montado em sua cela.  Inventei.  Cresci.  Vivi.  Aproveitei.
Hoje ainda tenho uma em casa e ela por vezes me cobra novamente um passeio.  Confesso que vontade até tenho, mas...
Então, a turma de hoje se rendeu aos falares de fora e a chamam de bike – e ainda acham chique!  Sei não! Acho besteira.  Falta história.  Falta memória.  Falta identidade.  Para mim aquela coisa com duas rodas tem que se chamar bicicleta porque é desse jeito que me evoca significado.
Aguça lembranças de um tempo de brincadeiras e estudos, de sonhos fugazes – ou outros mais ao alcance do guidão.  De um tempo que se andava porque queriam chegar e se corria por sobrava energia.
— E o pior é que começo a desconfiar que hoje corremos porque precisamos chegar e andamos pois já nos falta energia!
Mas a verdade é que a lição ficou.  A despeito de tudo; a despeito da agenda mais alheia que minha; a despeito do inevitável peso dos janeiros; a despeito do caos das vias públicas; sim, apesar disso, a lição realmente ficou: viver é igual andar de bicicleta.  Se parar, cai!
E assim, continuo pedalando a vida, nunca me esquecendo de fazer minhas as palavras apostólicas com coragem e determinação de ciclista: "Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus"  (Fl 3:14).

— Eh! Se parar, cai!

Você encontra textos como esse no livro PARÁBOLA DAS COISAS


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DE ADÃO ATÉ HOJE – Um estudo do Culto Cristão