sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O AMIGO – considerações sobre Sérgio Lopes

Ainda respirando os ares das celebrações do centenário de nossa Igreja (dê uma olhada aí no blog que você vai encontrar um bocado de coisas que já escrevi sobre estes 100 anos).  Como comecei dizendo: ainda respirando os ares do centenário de nossa Igreja que aconteceu no último dia 19 de setembro, quero aproveitar este espaço para traçar algumas linhas sobre a noite que antecedeu o grande dia da celebração. 
Na quarta-feira (dia 18/09) a nossa igreja abriu suas portas para uma noite muito especial.  O templo estava completamente lotado – inclusive na quadra anexa – para aquela que seria a abertura oficial da Série de Conferências alusivas à festividade centenária.
Para a ocasião convidamos o cantor Sérgio Lopes.  Não vou julgar a intenção de ninguém, talvez alguns ali até pensaram em show ou coisa parecida, mas para nós seria um culto de gratidão – como o foi.
Aqui começam as considerações sobre o Sérgio – dá licença, não estou sendo desrespeitoso em chamá-lo apenas assim!
Ah, sim! O título: O AMIGO é uma referência a uma de suas belíssimas músicas (redundância?), mas também um pouco de liberdade em descrevê-lo.
Voltemos à noite.  Antes de subir no altar, tive a oportunidade de desfrutar de alguns minutos com o Sérgio na ante-sala do santuário.  Mais que um artista em seu camarim, ou um poeta aguardando o instante de expor sua obra aos fãs; mais que reconhecer fisionomias ou rebuscar migalhas de lembranças em comum; naqueles poucos minutos oramos juntos e pude reconhecer mais um vez ali um servo de Deus: alguém a quem o Senhor concedeu a graça de fazer música com simplicidade, mas também com profundidade e arte, e está fazendo para a glória do Altíssimo.
O que aconteceu então? Sérgio Lopes foi à frente do povo, anunciou a Palavra e cantou uma dezena de entre as mais de duas centenas das músicas que ele tem em seu repertório.  E devo admitir, não é tarefa fácil destacar uma, elas são excepcionais, no sentido lato da expressão.
A poesia das canções (e com esta consideração tenho bem consciência que estou sendo repetitivo e pouco original, mas não tenho como fugir dela), suas melodias familiares e a capacidade de guiar nossa alma aos lugares sagrados honrou ao Cristo, Senhor da igreja, e nos conduziu em adoração.  Realmente, foi uma noite exuberante!
E para terminar, permita-me uma pequena indiscrição.  Depois daqueles momentos em que a música nos levou à presença de Deus, fomos jantar.  O salão estava caprichosamente decorado, a comida deliciosa, mas o melhor foi sentar numa mesa reservada (não vou me esquecer que o Fábio, seu produtor, estava conosco) e entender que mesmo que a distância geográfica entre nós não nos permita desenvolver maiores laços de amizade, mas em Cristo somos mais que isso, somos irmãos, filhos do mesmo Pai e herdeiros da mesma graça.
Sérgio Lopes, que o Senhor continue te abençoando.

(Aquela foto lá em cima eu tirei com o celular para registrar Sérgio Lopes cantando no templo da PIBA na noite de 18/09/2013)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COMPLETAMENTE APAIXONADO PELA IGREJA

Este ano de 2013 a nossa Igreja completa 100 anos.  A Primeira Igreja Batista de Aracaju (PIBA) foi organizada em setembro de 1913 por irmãos vindos de Penedo no Estado de Alagoas e hoje ela se reconhece como uma Igreja firme, forte, e dinâmica no seu centenário.
Aproveitando o ensejo das comemorações, na noite do domingo de carnaval, eu me declarei para os irmãos que estavam ali acampados conosco: Eu sou completamente apaixonado pela igreja!
Preciso confessar que, mesmo depois de trinta anos pregando, naquela noite foi difícil disfarçar uma ponta de ansiedade e nervosismo.  Nunca é fácil abrir o coração e expressar a paixão, principalmente quando a declaração deve ser feita diante da amada.
Orei bastante pedindo coragem e acho que me saí bem.  Agora, mas uma vez, tomado da mesma coragem, quero compartilhar a mesma declaração de amor que fiz em fevereiro e também igualmente apontar as bases da minha paixão: sou tomado de uma profunda e completa paixão pela igreja, e sabe por quê? (se quiser conferir Mt 16:18 vai ver que está por ali o meu alicerce).
Sou apaixonado pela igreja porque ela foi criada pelo próprio Cristo.  Como não ter paixão por algo que meu amado forjou? Sei que ao longo da história algumas páginas da igreja não nos enchem de orgulho e ela se desenrola através de ações e decisões humanas.  Mas nada pode mudar a realidade de que igreja é alguma coisa que foi idealizada e tem seu fundamento no Senhor Jesus Cristo.
Também tenho paixão pela igreja porque ela é constituída de ovelhas do rebanho divino.  Se Cristo os amou tanto que chegou a morrer por elas, posso eu não os amar? Na atividade pastoral às vezes queremos tomar posse do rebanho e nos esquecemos que foi o Cordeiro de Deus quem deu seu sangue para resgatá-los.
Amo de paixão a igreja porque é no meio dela que experimento as mais significativas experiências de fé.  Há como não ser tomado de paixão pelo grupo no maio do qual o sagrado acontece? Sei que Deus pode se revelar como quiser, inclusive na individualidade do quarto fechado, mas me parece claro que o Senhor tem uma predileção toda especial em se manifestar no meio do seu povo, a igreja.
E mais ainda, a paixão pela igreja aflora em mim de maneira indomável porque ela é do Senhor Jesus.  Como não nutrir paixão por um povo que foi adquirido por Cristo? Até reconheço que alguns líderes venham a agir como se quisessem usurpar a posse da igreja, é vexatório.  Contudo, volto a dizer: a igreja é do Senhor Jesus, e eu a amo de paixão!
Ora, porque sou completamente apaixonado pela igreja, como um organismo vivo ligado a Cristo de maneira sobrenatural e universal, então posso demonstrar tal paixão de forma histórica e palpável a minha igreja local: sendo infinitamente apaixonado pela igreja, amo concretamente a PIBA – venha amar comigo a igreja de Cristo.

(A imagem lá em cima não é nova.  Ela me estampa pregando no antigo púlpito da PIBA num domingo pela manhã há alguns anos)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

1913-2013

Em 1913 Aracaju era uma jovem cidade. Com pouco mais de meio século de fundação, Aracaju, com suas ruas em xadrez, era uma cidade planejada que se abria com perspectivas de futuro. 
Naquelas primeiras décadas do século XX, a cidade via acontecer o seu primeiro boom de desenvolvimento comercial e industrial. Ela então deixava de ser apenas uma utopia de sonhadores para assumir sua vocação de capital de todos os sergipanos.
Foi também lá em 1913 que alguns irmãos e irmãs, vindo das Alagoas, atravessaram o Rio São Francisco e, chegando às margens do Rio Sergipe, fundaram aqui uma Igreja Batista - a primeira em solo de Sergipe del Rey: a Primeira Igreja Batista de Aracaju - a nossa PIBA.
No princípio, o grupo foi pequeno e talvez aquela dezena de crentes não tenha se feito notar entre as pouco mais de 35 mil pessoas que viviam em Aracaju à época. Mas é verdade que aqueles pioneiros fizeram história, estabeleceram-se e fincaram suas marcas nesta terra.  E se hoje a PIBA é centenária, devemos a eles.
Agora estamos em 2013. E me vejo levado a pensar nas palavras bíblicas que leio em Pv 22:28 - "não mude de lugar os antigos marcos que foram colocados por seus antepassados". Até posso entender que a direção do provérbio possa ser outra, mas me sinto à vontade em Cristo para atualizar as palavras sagradas.
Aqueles homens e mulheres de 1913, bem como os de 1923, 1933... deixaram para nós referências, mesmo que elas hoje nos pareçam longínquas, mas são marcas que não podemos relegar à bruma do esquecimento. 
Assim, quando já nos dispomos a olhar o que seguirá 2013, 2023, 2033... Que os marcos antigos estejam bem fincados - somos o que somos pela graça e riqueza de nossa herança - e que assumamos o desafio profético de Isaías: "alargue o lugar de sua tenda... estique suas cordas e firme suas estacas" (Is 54:2).
Glória ao Senhor da Igreja por 1913 e por 2013.

(Lá em cima, uma imagem da Ponte do Imperador, tradicional marco da cidade de Aracaju, num registro do século passado)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ENQUANTO VAMOS À CASA DO SENHOR

 "Das profundezas clamo a ti, Senhor; ouve, Senhor, a minha voz!" 
(Salmo 130:1).

Na parte final do Livro dos Salmos, há 15 salmos que são chamados de Cânticos de Degraus ou Cânticos de Romagem.  Eles eram entoados enquanto o povo se dirigia para o santuário e expressam tanto o sentimento como a preparação espiritual dos fiéis que estão indo adorar a Deus.  Um deles – o Salmo 130 – retrata com simples profundidade o anseio que o crente tem pelo encontro com o Senhor.
O salmo parte das profundezas [da alma] de onde vem o clamor pelo Senhor: Escuta, Senhor...  É como se o salmista quisesse dizer que no fundo do seu ser o que realmente importa é estabelecer um contato com Deus.  Enquanto se dirige à adoração, é preciso manter aberto o canal com o Mestre.  Diríamos: deixamos as superficialidades da vida e buscamos ao Senhor com a mais sincera de nossas intimidades.  Lá onde só Deus me conhece é que quero ser visto e ouvido pelo meu amado Senhor.
Mas este contato íntimo com Deus me põe a desnudo.  Diante disto o salmista questiona: Quem escaparia? (Salmo 130:3).  É diante de Deus que eu me vejo quem realmente sou, e assim que constato que sou um pecador e que – embora necessite e deseje a companhia divina – não posso sobreviver na sua presença.  Contudo, ainda assim o salmista sabe somente em Deus está o perdão para os que o temem, por isso insiste em por a sua esperança no Senhor (Salmo 130:7). 
Desta forma este salmo de apenas oito versos afirmando que mais que qualquer coisa nesta vida o que mais queremos é a estar na presença sagrada.  Mais que qualquer segurança; melhor que qualquer esperança; mais que qualquer satisfação; o que eu realmente desejo é estar com o Senhor.
Que este seja o nosso canto enquanto nos dirigimos à Casa do Senhor para adorá-lo – reflexo de toda a nossa vida.  Aleluia.                

terça-feira, 10 de setembro de 2013

VIDA VITORIOSA

Uma das tendências mais marcantes da espiritualidade e religiosidade modernas é o que chamamos de triunfalismo.  De livros de auto-ajuda a cultos explosivos, sempre há promessas de vida de vitória e triunfos sobre qualquer circunstância nesta vida...
— 'tá bom!!! vá lá!!! 
... porém, segundo a Bíblia, a vida vitoriosa do crente não lhe exclui as lutas: pelo contrário, sempre será acompanhada de aflições e até negações (confira Jo 16:33 e Mt 16:24).
Contudo, mesmo não tendo nesta vida descanso perene (leia Hb 13:14), há uma promessa certa que já somos mais que vencedores (a base está em Rm 8:37) e mesmo que hoje pareça não ter chegado, ela virá no tempo próprio (garantia de 2Pe 3:9).  Mas, sabe por que isto?  Lendo o apóstolo Paulo posso observar pelo menos três indicações.
Primeiro: Todas as coisas contribuem para a vitória do cristão (Rm 8:28).  Deus está no controle da história e por fim os seus perceberão que cada circunstância da sua vida foi apenas uma etapa na consecução da vitória final (Jó 19:25).
Segundo: Nada nesta vida, por pior que possa parecer, será suficiente para nos separar do amor de Cristo que em nós opera (Rm 8:38).  Quando Deus resolve agir, ninguém consegue detê-lo, o que implica que sempre podemos perceber a manifestação divina, mesmo nos momentos mais difíceis (Is 43:13).
Terceiro: O melhor é o que está por vir.  O que experimentamos hoje é duro mas transitório; contudo o vindouro e definitivo é infinitamente melhor (Rm 8:18).  Suportar as tribulações desta vida por amor a Deus sempre traz a certeza de que o melhor virá (Mt 19:29).
Assim, somente devo concluir como o apóstolo: Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (Rm 8:37) – Aleluia!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A IGREJA E SUA MISSÃO

E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16:15).
É inegável que a Igreja de Cristo está aqui nesta Terra com uma missão específica.  Se ligarmos os textos da Comissão em Mc 16:15 com as instruções de At 1:8 então ficará bem mais claro aquilo que nosso Mestre incumbiu os seus com objetivo e missão: Evangelizar até os confins da Terra!
Jesus reconheceu sua missão como sendo a de evangelizar – dar a boa notícia da reconciliação entre Deus e os homens (Lc 4:18).  Após a sua morte e ressurreição Ele deixou bem firmada sua intenção de que seus discípulos fossem a anunciar a mesma boa notícia: “pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só espírito” (Ef 2:18).  A missão inalienável da Igreja é anunciar ao ser humano perdido que em Cristo ele pode voltar-se para Deus e encontrar refúgio e esperança.  Evangelizar não é opção para a Igreja, é a essência de sua missão.
Mas, como observamos acima, conjugando este conceito com a instrução de Atos então vamos compreender que a abrangência da nossa missão é todo o ser humano: onde houver alguém que precise ouvir a boa notícia – mesmo que nos confins da Terra – então ali estará o destino de nossa pregação.  Começando na minha casa (Jerusalém) e indo até os extremos da Terra, esta mensagem tem que ecoar.
Veja que assim a missão se reveste de duas vertentes: começa aqui com meu trabalho de evangelizar e se estende aos confins da Terra onde talvez eu não consiga chegar.  Em ambos os casos é minha obrigação: Orando, anunciando, ofertando, envolvendo-me.
No mundo de hoje – com todas as suas situações – vamos cumprir a nossa missão, pois o tempo é agora e o destino é este mundo sem fronteiras que precisa saber da boa notícia.  Façamos Cristo conhecido.

(A imagem lá em cima é uma reprodução do vitral que embeleza o templo de nossa igreja em Aracaju e sempre nos chama a atenção ao desafio de sermos igreja com uma missão para este mundo)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ESTE É O ANO

Vou me dar à liberdade de uma tradução livre do Sl 118:24 (penso que não estarei agredindo o texto com esta versão): Este é o ano que o Senhor fez para nós.  Sim, 2013 é o ano que o Senhor da igreja fez para a PIBA.  Assim, não quero me deter num ensaio exegético do versículo, mas me deixar levar pelo entusiasmo do salmista.
Ele, o salmista, tinha toda convicção de que Deus é bom e o seu amor misericordioso dura para sempre, e este foi o tom de seu poema e de sua canção de louvor.  E este é o espírito do qual quero me deixar envolver para pontuar que este é o ano, é a oportunidade que Cristo nos oferece para que suas proezas sobressaiam.
2013 é o ano do nosso centenário.  E sem dúvida alguma, foi o Senhor que nos trouxe até aqui.  Porém, isto é bem mais que um número apenas.  Celebramos vidas alcançadas, famílias edificadas, laços fortalecidos e o Evangelho estabelecido em Aracaju.
É tempo de celebração porque podemos reconhecer que Deus estabeleceu para si um povo em nossa igreja que tem sido zeloso do estudo da Santa Palavra e insistente em oração.  Tem lá suas falhas, mas a misericórdia divina nunca permitiu cessar o culto ao Senhor, o serviço sagrado e nem nunca fez escassear adoração no altar nem doutrina em nosso púlpito.
Este é o tempo da igreja do Senhor.  Ele tem recheado a sua igreja de dons: potencial, recursos e gente capaz de atuar de maneira relevante no Reino de Deus.  E isso porque o Santo Espírito teve, e continua tendo, não somente livre atuação, mas também o controle sobre a vida da igreja.  É isso que nos impulsiona.  É isso que nos motiva a reconhecer:

Este é o ano que o Senhor fez para nós; alegremo-nos e exultemos nele.