Entre
os diversos poemas que compõem o Livro do Saltério hebraico – O Livro dos
Salmos – o de número oito é assim intitulado no original: Para o mestre de
música. De acordo com a melodia Os
Lagares. Salmo davídico. E como o
próprio título indica esta é uma canção atribuída à lavra de Davi.
Um
pouco de com um africano lê esse Salmo:
O salmista
começa esse salmo como se tivesse falando à comunidade e se dirige a Deus como “Senhor
nosso” (8:1). Quando se assenta ao ar
livre à noite e observa as miríades de estrelas, porém, deixa de falar em nome
de outros e louva a Deus pessoalmente: Quando contemplo (8:3). Ele considera os céus [...] a lua e
as estrelas obra das mãos do Senhor que leva suas impressões digitais.
(...)
Diante
de tal majestade, ninguém pode permanecer calado. Até mesmo os pequeninos, as crianças,
os fracos, louvam ao Senhor (8:2a). A
referência ao louvor oferecido pelas crianças não tem paralelo no AT. Quando, porém, as crianças louvaram a Jesus,
ele citou esse versículo para aqueles que o criticavam por aceitar o louvor (Mt
21:16).
(...)
Existe
uma ligação estreita entre o papel e o lugar da humanidade nesse salmo e o
relato da criação dos seres humanos em Gênesis 1 e 2. O fato de termos sido criados à imagem de
Deus significa que todo ser humano merece ser tratado com respeito e considerado
precioso aos olhos do Senhor.
Não é
de se admirar que o salmista encerre da mesma forma que começou: Ó Senhor,
Senhor nosso, quão magnifico em toda terra é o teu nome! (8:9).
(Nupanga Weanzana – no Comentário Bíblico Africano)
