terça-feira, 13 de agosto de 2019

OS REFORMADORES E O CULTO 2 – O Culto Reformado


O grande reformador ligado ao movimento franco-suíço foi João Calvino (1509-1564), contudo sua influência foi exercida principalmente na área teológica e administrativa.
Quanto ao culto, Calvino tinha uma meta dupla: dar às Sagradas Escrituras seu lugar de autoridade e restaurar na eucaristia a sua singeleza e verdadeiras proporções primitivas com o culto semanal central.
Além de Calvino, quanto ao culto, pelo menos três nomes se destacaram no movimento reformado original na Suíça e na França: Theobald Schwarz (1485-1561), Ulrico Zwínglio (1484-1531), e Martinho Bucer (1491-1551).
O primeiro deles, Schwarz, manteve a estrutura da missa romana porém apresentou novidades litúrgicas significativa. Por um lado ele passou a adotar os serviços em língua alemã, sendo porém menos radical que Lutero, contudo, por outro, deu mais voz à congregação e apresentando mais criatividade na sua liturgia.
Zwínglio, por sua vez, apresentou uma visão extremamente antissacramental de todas as celebrações litúrgicas cristãs. Assim, o culto na visão dele, expressa na Action oder Bruch des Nachtmals (1525), era quase que somente uma recitação de salmos com ênfase exclusiva na prédica, deixando as cerimônias litúrgicas esteticamente vazias. Há de se destacar, contudo que um ponto forte de Zwínglio era a ênfase na comunhão e na união espiritual dos participantes que confessavam em conjunto a fé, uma transubstanciação de pessoas em vez de elementos.
O último nome da liturgia reformada em Estrasburgo é Bucer. Sob sua liderança, a cidade francesa aboliu a vida monástica como ideal religioso passando a desenvolver ofícios diários celebrados em igrejas paroquiais que tinham por objetivo atender não somente monges e religiosos, mas a todo o povo.


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