terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A ROSA VERMELHA


Entre as belas canções que trago na minha memória e que ajudam a preencher de sons e significados a minha vida e caminhada cristã está a música A Rosa Vermelha.
Quanto à letra, ela foi escrita em 1979 por Isabel Pacheco quando estudante na Paraíba. Chegou depois a ser gravada e regravada diversas vezes. Porém acho que a versão mais conhecida de todas (pelo menos para mim) seja a de Luiz de Carvalho, no álbum Meus Hinos Queridos – vol. 3 de 1993.
Mas certamente não são dados compilados sobre a letra, sua história ou suas versões, que fazem este poema cantado ocupar seu lugar devido em nossa fé cristã.
Cantamos o que cremos, está em nosso DNA. Essa é a nossa forma bem cristã de afirmar e expressar nosso credo, nossos valores e nossa adoração. A nossa tradição e herança cristã dizem que a música é a nossa distinção.
Então é fácil perceber como as palavras da música de Isabel Pacheco tornam-se poderosas em afirmar e demarcar nossa fé (quanto à música em si, melodia, harmonia e ritmo vão extrapolar minhas observações aqui – além de incluir questões de gosto e estética. Vamos nos concentrar na letra).
A inspiração vem claramente da profecia sobre o Servo Sofredor e de como ele tiraria de seu momento de dor e sofrimento forças para reverter a situação e atribuir graça e bênção a todos.
Pelas suas pisaduras fomos sarados.
Com essa referência, a canção descreve Jesus como uma rosa vermelha que teve o seu sangue vertido e derramado no chão, tendo sido atingido pela solidão da morte e ali ficando por três dias (sobre a relação entre Jesus e a Rosa de Saron não vou abordar aqui, já tratei em outro post – veja aqui o link).
Mas aí chegamos ao ponto forte, a estrofe que sempre mais me marcou e ainda agora me faz cantá-la e relembrar de cor suas palavras: Mas o seu perfume se apega à mão que a esmagou, e quem a feriu concedeu perdão. E tem mais: até seus espinhos, são marcas de amor.
Gosto particularmente da poesia desse fraseado. Minha fé e confiança, toda minha esperança de glória, o sentido e razão de minha crença e adoração estão nesses versos. Sou cristão porque sirvo a um Senhor que se entregou voluntariamente ao sacrifício, e fez isso por conta de meus pecados. Foi em meu lugar que a rosa se deixou ser esmagada.
Mas neste ato de absoluto amor ele está de maneira única e irreparável impregnando seu perfume em mim. Ao feri-lo com meus pecados, foi tomado pelo seu perdão.
A canção ainda fala da flor que novamente brotou ao terceiro dia e do chamamento para fazer parte do seu jardim, tudo isso está claramente no meu credo. Sem dúvida, é o perfume da Rosa Vermelha em mim que me faz continuar a viver e caminhar. Para a glória dele.



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